O site da conceituada emissora ABC, publicou em seu site algumas reviews para os álbuns lançados recentemente e é claro que “All My Demons Greeting Me As A Friend” não poderia ficar de fora.

Confira a matéria na íntegra traduzida por Jéssica Cardoso (Equipe PABR).

A estreia da cantora norueguesa de 19 anos, Aurora, é uma coleção sonicamente fria, mas vocalmente quente. Aurora está obviamente tirando seus exemplos de todos desde Björk até Imogen Heap e Kate Havnevik, mas ela tem nas músicas um senso de melodia trabalhada quase clássico. A faixa de abertura, “Runaway”, por exemplo é uma peça tremendamente envolvente que faz a maioria das outras faixas pop soarem simples. A voz de Aurora também tem uma agradável qualidade. Esbarra na passagem de Ellie Goulding, como uma fada, mas quando os refrões chegam ela pega a oportunidade para mostrar seu poder vocal com frequentemente repetições altas.

“All My Demons Greeting Me As A Friend” é um álbum pop inteligente e bem escrito que estabelece Aurora como um talento emergente. “Running With The Wolves” e “Warrior” devem ser ambos hits se receberem atenção das pessoas certas, enquanto “Winter Bird” tem uma qualidade hipnótica e encantadora. Fãs de Florence + The Machine e Jesca Hoop provavelmente gostarão do álbum, mas Aurora não é tudo menos derivada. Ela tem seu passeio único, o que significa que ela se distingue além dessa possíveis influências.

Ela frequentemente une elementos de beleza com assuntos sombrios. “Murder Song (5, 4, 3, 2, 1)” e “Under The Water” são os principais exemplos. Aquela disposição de explorar áreas que as vezes não são fáceis de ouvintes casuais digerirem dão a ela uma margem atraente.

Esse álbum é bonito; estranhamente assombroso e acolhedor, tudo de uma vez. A música de Aurora tem nuances e é convincente. “All My Demons Greeting Me As A Friend” é uma estreia bastante confiante. Se ela continuar nesse ritmo terá uma carreira extremamente gratificante.

A versão deluxe acompanha algumas versões acústicas, uma original não encontrada no original e covers de “Half The World Away” do Oasis e o clássico popularizado “Nature Boy” de Nat King Cole. Todas essas faixas adicionam positivamente para o álbum.

Faixas Focais:

“Warrior”: Essa música precisa ser um hit e tem um enorme potencial. Novamente, a comparação com Jesca Hoop estranhamente continua, embora ela também soa como se pudesse estar nos filmes de “Jogos Vorazes”. Eu suponho que isso também fale bem em defesa de seu potencial.

“Runaway”: Que linda abertura para esse álbum. Ainda com seus sintetizadores e sutis baterias eletrônicas, continua soando vagamente orquestral. Também soa como se estivesse pronta para uma ótima interpretação a capella.

“Running With The Wolves”: If Fever Ray (ou The Knife, para esse propósito) explorasse materiais mais acessíveis com gosto, o resultado talvez soasse como essa faixa.

Confira a matéria original (em inglês) aqui.