Aurora é conhecida no Reino Unido por sua interpretação emocional do hino tocante de Oasis de 1994, Half The World Away, o qual foi escolhido como trilha sonora para o comercial de Natal do John Lewis em dezembro de 2015. Por mais bonito que seja, tem muito mais dessa peculiar cantora norueguesa que só isso. Ela começou a escrever seu próprio material muito jovem, e agora tem um repertório com mais de 100 músicas: “Algumas delas eu odeio, algumas não são boas, e outras eu realmente amo.” ela disse, com um sorriso, enquanto nós sentávamos no Shepard’s Bush Empire. Ela lotou esse local icônico essa noite, mas você nunca saberia disso – ela é tão humilde quanto é adorável… Então isso fez ela muito humilde com certeza.


“É mágico, sonhador, e bonito, mas também duro e feio às vezes!”

Aurora disse para mim que ela vem trabalhando com estudantes na British and Irish Modern Music Institute (BIMM) recentemente; eles queriam falar com ela sobre várias coisas, ela disse: ser jovem na indústria, seu processo de composição, e como ela foi em quebrar isso internacionalmente.

Então eles roubaram todos minhas perguntas, então? Ok, então qual foi a primeira música que você já escreveu?

“[risos] Eles não me perguntaram isso! Bem, foi no meu quarto; Eu era uma espiã musical secreta por muitos anos até alguém saber que eu escrevia ou podia cantar, sabe. Eu tinha mais ou menos nove anos,” ela explica. “Eu acho que foi provavelmente muito ruim, a música, e eu toquei ela no violão, mesmo eu sendo uma boa pianista, não boa no violão. Mas eu era uma grande fã do Leonard Cohen, então eu queria escrever ela em inglês, e no violão, eu acho.”

Aurora tem uma voz boa sem esforço, e seu som é muito ambiente, mas com alguns toques percussivos e eletrônicos. Eu perguntei a ela o quanto ela é envolvida com a produção da música. Muito, aparentemente.

“Eu colaboro com o Magnus, que toca bateria na banda; eu estou muito envolvida na gravação e nos elementos ao vivo da minha música; ao vivo não é completamente diferente, o coro principal está lá – que sou eu, eu acho – mas é legal que todos na minha banda possam cantar, exceto pelo meu sintetizador, e isso é muito importante para mim, já que eu não gosto de muitas faixas de apoio, especialmente nos vocais,”Aurora explica, levemente.” Sempre foi minha meta ser boa, mágica e interessante, também; e eu tento em alguns lugares fazer o show ao vivo mais simples e aberto que o álbum, mas às vezes nós damos ainda mais som, e nós focamos na energia. Eu quero que nós tenhamos diversão enquanto estamos nos palco, que isso deveria ser apenas sobre boas energias.”

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Falando em energia e ser aberto no palco, foi uma mudança na marca do microfone que realmente mudou o jogo para Aurora. Ela e sua banda inteira estão usando DPA d:factos, que trouxe um novo elemento para o show.

“Eu realmente gosto do microfone DPA,” Aurora admite. “Eu não sei… [pausa] Ele abre mais o som, se isso faz sentido? Faz tudo soar tão claro, o que eu acho que meu som precisa ao vivo; é muito puro, distinto e nítido; tem muita claridade no som do microfone, o que com certeza significa que o som nos meus fones é muito claro, também. Eu lembro do tempo antes da gente ter os fones e o d:facto – Eu costumava ter que gritar muito alto para ouvir alguma coisa nos monitores, então essa mudança fez uma grande diferença; eu posso ouvir tudo claramente, e isso também significa que eu posso focar em adicionar coisas especiais nas performances, isso é adorável.”

A conversa se volta para as várias cenas musicais europeias, e como todos nós percebemos diferentes estilos de musica de uma forma diferente. Mas quando vem a isso, Aurora acha que é tudo sobre momentos de mágica musical.

“Na Noruega, nós nos abrimos para o que vem dos EUA e Reino Unido, mas eu acho que em algum lugar nesse planeta, as pessoas abriram seus olhos para algo novo – um artista, ou uma voz que eles gostem – e isso os toca de uma maneira especial, o que a música pode fazer algumas vezes,”ela fala. “É a mágica na música; e música é uma daquelas coisas básicas, como amor, toque, e fome, e tristeza; isso nos toca de maneiras primitivas, e também de maneiras complicadas, mas é tão humano. Eu sinto como se fosse bom e real, então as pessoas entendem. Não importa de onde vem.”

Ajuda ter uma força de algum lugar, Aurora admite, como dar entrevista e shows na TV, mas quando você tem aquela única oportunidade que abre uma porta, você toma ela. Isso leva a conversa até aquela excelente interpretação de Half The World Away, do Oasis, que ela cantou para o comercial de Natal do John Lewis ano passado.

“Eu não escolhi aquela música, mas a equipe do John Lewis a escolheu; muitos artistas foram chamados, e eu não tinha a escutado antes na verdade, mas eu gostei quando a ouvi.” Aurora lembra. “Letra legal, ele é um bom compositor, né? [sorrindo] Eu não sou uma grande fã de Oasis, mas eu definitivamente entendo o que as pessoas vêem neles; eu gosto da alma deles, com certeza.”

Depois do sucesso da campanha, Aurora e sua equipe viram rápido um acréscimo em suas visualizações online. Não é algo que ela se importa muito, e ela confessa que não sabe quantas visualizações ela tem agora, mas isso definitivamente abriu portas.

“Nosso país número um em visualizações de repente foi Inglaterra, então isso fez um grande impacto, e muitas pessoas me encontraram através daquela música; com sorte, eles gostaram da minha música depois de ouvirem aquilo,”ela sorri. “Eu não tenho a necessidade de todos me conhecerem – nem um pouco – mas eu acho confortante que alguns aí fora conhecem.”

E esgotar o Shepherd’s Bush Empire, fala por si, especialmente considerando que a carreira dessa artista jovem está começando.

“Sabe, ninguém faz música nova, quando estamos todos afetados por algo,” ela fala, muito espiritualmente. “Minha maior influência é Enya; eu a ouvi essa manhã. Eu amo ela! Ela me faz continuar. Eu amo a maneira que ela usa tantos vocais, e também partes para percussão e sintetizador. Vocalmente, eu sou muito influenciada por isso. Mas então eu amo The Chemical Brothers, também; e eu também adoro um pouco de metal e música folk! Eu também gosto daquela vibe eletrônica; e Enya tem um pouco desses sons também, embora seja sua voz principalmente. Para mim, é importante que seja mágico, sonhador e bonito, mas também seja um pouco desagradável e feio às vezes.”⁠⁠⁠⁠

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Ótima no piano, certamente boa no violão… Mas eu entendo o sentimento da Aurora experimentando outros tipos de instrumento, dando o som amplo e elementos eletrônicos experimentais em sua música…

“Ah, absolutamente! Eu acabei de comprar uma harpa, em fato,” ele disse.

Espere, esse não o instrumento mais difícil no mundo de tocar?

“É? Eu tive muitas lições online antes de eu conseguir a harpa, o que não faz nenhum sentido na verdade, mas eu sei tudo sobre isso, e eu ensaiei em uma harpa imaginária, o que soa ótimo [sorrindo]. Depois eu comprei uma nova algumas semanas atrás. Eu queria trazê-la nessa turnê, mas era muito grande. Eu mal espero para tocar ela direito. Eu achei ela fácil pois ela é construída da mesma forma que um piano, e apesar de que não toco músicas muito complexas ainda, eu posso me acompanhar com bastante facilidade. Eu devo ter um tocador de harpa no fundo do meu coração que quer acordar!”

Claramente! Enquanto íamos para a checagem de som, Aurora admite que não pode acreditar que está onde está, considerando que a vida musical era tão diferente a apenas 12 meses atrás. Ela me conta que tem que assistir [o filme] O Fantástico Sr. Raposo antes do show – aparentemente um favorito – e nós nos despedimos por agora.

Gerente de turnê da Aurora desde Abril, Tomin Tollefson, no qual eu vejo colocando microfones ao redor de um set de bateria meio que parece ser Ringo: snare, pequeno tom, grande tom, par de pratos. Ele disse a mim que devido ao ambiente da Aurora, sons eletrônicos, e seu tempo (termo musical) baixo, ele tenta fazer as partes mais leves soarem muito boas.

“Essa noite, Aurora tocou 2 músicas totalmente acústicas, com um tempo muito baixo, e o resto da banda deixa o palco; eu posso falar a você agora que a audiência estará em um silêncio mortal para isso,” ele sorri. “Depois ela vai trocar para uma ou duas faixas de tempo alto, onde o baterista e o tocador de violão irão fazer sua parte.”

O baterista, Magnus, é muito minimalista, Tollefson diz – e isso é uma coisa boa:

“Ele está até trabalhando em se livrar de seu pad eletrônico; e ele não quer um tom de segundo andar, ou nada parecido com isso; ele não bate na bateria, ele toca a bateria, e ele é um tocador por causa disso.”

Confortante de se ouvir, com certeza – como são os vocais angelicais da Aurora, especialmente quando cantados através de ser confiável DPA d:facto. Como ela me disse mais cedo, todos seus cantores estão no d:factos, e Tollefson concorda que isso mudou o jogo, por assim dizendo.

“Os microfones fizeram uma diferença importante, e queremos ir sem cabos [com d:facto] em breve, como a Aurora gosta de agitar o palco realmente. Acredite ou não, nós fizemos 40 festivais esse verão, estão tem sido um grande passo para ela, e ela está tomada por isso muito bem,” ele diz, incluindo que ela emprega 8 pessoas por agora, então ‘teve que crescer rápido na indústria’. Crédito a ela por isso.

“Eu sou agora gerente de turnê, engenheiro de monitor e backline; e eu dirijo se eu precisar! [risos] No Glastonbury, nós chegamos no palco apenas 40 minutos antes da hora do palco, então todo mundo reforçou e colocou suas próprias coisas juntas, e nós estávamos no tempo, o que fui muito legal.”

Então a vibe da equipe é tão relaxante quanto a música?

“[sorriso] É, [engenheiro FOH] Paul [Vikingstad] está com os microfones e cabos, eu estou com a backline (base), e conseguimos aprontar tudo em menos de uma hora,” ele diz, com um sorriso.

No palco, é tudo sobre a vibe, atualmente, como a Aurora expressa as letras tão bem com apenas o microfone em mãos, Vikingstad me diz. Ele vem mixando para Aurora por 2 anos e meio, em quais ele vem passando por ‘muitos contínuos avanços.’

“Desde o início, Aurora tem sido muito aberta, e ela ouve. Ela também está acostumada a trabalhar no estúdio com diversos microfones, mas eu lembro quando eu apresentei a ela o DPA d:facto, teve um olhar muito surpreso em seu rosto… A primeira vez que ela tentou, ela estava como, ‘Como isso é possível?’; e agora temos DPAs em toda parte; é um grande passo [no áudio] sem ter que fazer nada realmente, o que é ótimo.”

Nós observamos o kit de bateria juntos, e eu nunca vi um overhead (microfone na bateria) igual aquele – tem ‘underheads’, no entanto:

“É, eu gosto de chamar elas de underheads, como ela faz o kit de bateria se destacar mais; eu tenho um DPA 2011C apoiado abaixo da batida aqui, uma para a direita da condução, também pegando a outra batida; e depois um outro no hi-hats, com mais dois na snare – topo e fundo. Nós também temos uma no pedal; eu estava surpreso de quão bom ele funciona, mas é muito musical; não tem nenhum daqueles pré-marcado EQ que você tem nos microfones do pedal. Depois nós temos um [DPA]4099 no grande tom porque é muito direto, e não tem feedback; também, eu uso tons de final baixo e baixo retorno em meus verbos, ainda isso nunca sai de controle.”

Nessa noite, o set da Aurora foi de tirar o fôlego, tanto vocalmente quanto sonoramente, e a plateia estava aqui não apenas para ouvir, mas para sentir; e eu não posso evitar de pensar que é exatamente isso o que essa talentosa cantora queria ter tido.⁠⁠⁠⁠

Palavras: Paul Watson / Fotos: Natasja de Vries


Você pode ver a edição online aqui.

Tradução: Brenda Dassa – Equipe PABR

Revisão: Marina Vinhas – Equipe PABR