Aos 20, Aurora Aksnes está incrivelmente assegurada como uma musicista e artista. Ela primeiro conquistou fama no Spotify e isso rapidamente a levou pra convites de festivais. E enquanto ela foi avançando na cultura da música mainstream, ela não mudou muito, não onde importa pelo menos. Ela é um pouco boêmia (no sentido de não convencional), com uma ingenuidade encantadora acompanhada de uma sabedoria que está além de seus anos e escondem seus delicados 20 anos. Tivemos a oportunidade de passar alguns minutos nos bastidores com ela e ela nos contou sobre sua infância, o próximo álbum e amor por livros de fantasia.

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Como seu interesse por música começou em primeiro lugar?

Eu tinha 9 anos quando comecei a escrever músicas em inglês no piano e violão. Foi porque eu tinha muitas coisas acontecendo na minha cabeça e eu era uma criança muito sensível. Escrever fez a vida bem mais fácil naquela época.

Como foi sua infância?

Eu tive uma infância incrível, mas o mundo pode ser triste as vezes e eu acho que percebi isso muito cedo. Eu escrevia sobre coisa que eram boas na minha vida e isso me fazia feliz por escrevê-las e revivê-las de novo e de novo e isso me deixa entender mais as coisas quando escrevo sobre elas, as faz mais claras.

Como você era naquela época?

Eu era uma geek. Eu era introvertida, eu gostava de ficar sozinha. Eu amava ler e aprender e escrever histórias. Eu era minha própria melhor amiga. Eu tinha amigos também, mas eu só não queria estar com eles o tempo todo. Realmente gosto de estar sozinha, me deixa bem feliz. Eu era uma criança alegre, mas eu pensava sobre muitas muitas coisas o tempo todo. Se eu lesse alguma coisa triste nas notícias, como fazemos o tempo todo, isso me deixaria triste por um mês.

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Você escreve sobre vários tópicos diferentes. Qual é o tópico que mais fala com você?

Eu não escrevi muito sobre amor, mas agora eu estou apaixonada pela vez na minha vida e é uma coisa muito estranha então eu escrevo um pouco mais sobre amor agora porque eu nunca escrevi muito sobre amor antes. Mas a coisa que eu acho que preciso escrever mais, a coisa que acho que todos nós temos medo é o fim, o fim da vida. Acho que preciso escrever sobre isso, é importante pra mim estar confortável com isso. Perder pessoas, você sabe. É uma coisa muito dolorosa e eu gosto de tentar escrever uma música sobre isso pra deixar mais fácil, se faz sentido. Acho que é sobre o que mais escrevo sobre, infelizmente.

Nas suas letras você soa desgastada, mas falando com você há um otimismo interior. Como você reconcilia isso?

Eu acho que tenho que ter a mente aberta para escrever a música que eu escrevo e preciso estar aberta a outras coisas. Quando encontro pessoas, tudo aqui, você sabe, tem aromas e seus olhos e o mundo é impressionante e as pessoas também, e quando eu experimento o mundo, quando conheço pessoas sou bem diferente de quando eu escrevo. Quando estou no palco a única coisa que eu penso é sobre a música que estou cantando então eu penso sobre o porquê e quando a escrevi, sobre o que fala e a quem pode ajudar na plateia. Só penso em uma coisa de cada vez.

Você está em turnê e vendo novos lugares, tendo novas experiências. Isso está te dando novas inspirações para composição agora?

Bem, meio que sim. Você aprende muito quando viaja sobre tradições que as pessoas tem e como elas são. Nós podemos ser um pouco fechados demais, nós gostamos de sentar sozinhos em uma caixa e não gostamos de estar perto de outras pessoas que não conhecemos. Em outros países é diferente e é ótimo descobrir o quão incrível o mundo e as pessoas são. É muito inspirador.

Onde foi o lugar no mundo que teve as mais inesperadas boas vindas?

Bem, acho que aqui, na verdade. Eu realmente gosto de Singapura. É minha primeira vez na Ásia e é lindo aqui. Todos que conheci foram incríveis e tem uma energia muito voa aqui. Talvez seja só o festival, talvez sejam as pessoas ou o lugar, mas tem sido ótimo. Eles tem um carro para nós e um carro para a bagagem, você se sente bem sortudo, como uma princesa.

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Você usa vários formas diferentes de produzir sons na sua música. Com o que esteve experimentando?

No meu próximo álbum vou tentar só usar instrumentos orgânicos. Estou um pouco cansada de tons eletrônicos, estive por um tempo. Foi bem divertido só fazer um som com a boca e apenas transformar isso em um tambor e é maravilhoso que um som como esse pode virar um som tão grande e especialmente se alguma coisa acontece por acidente. Como teve uma vez em que o microfone caiu e gravamos e isso fez um ‘dooooooo’ que transformamos em um sintetizador. É muito legal explorar.

É um modo de criação muito orgânico.

É!

Você mencionou que lia muito quando era mais jovem. Ainda lê bastante?

Sim, leio. Eu leio livros completamente inúteis, só livros de fantasia. Eu amo Harry Potter e todos os livros de Star Wars e de fanfiction e agora estive lendo O Nome do Vento de Patrick Rothfuss e também Mistborn: Nascidos da Bruma de Brandon Sanderson. Muito bem escrito e ele entra na mente das pessoas e te faz entender porque as pessoas ficam emocionadas e bravas.

Qual sua casa de Hogwarts?

Corvinal!

Artigo original em inglês aqui.

Tradução: Jéssica Cardoso – EQUIPE PABR