O site dinamarquês GAFFA, responsável por organizar a premiação de um dos mais famosos acontecimentos europeus, o prêmio GAFFA, esteve ontem, (08/06) no show de AURORA no Northside Festival, na Dinamarca. O crítico Anmeldt af Ole Rosenstand Svidt foi responsável por ir ao local do evento e fazer uma pequena review do show da cantora de terras vizinhas. Confira abaixo a matéria traduzida do dinamarquês:

AURORA é o nome da antiga deusa romana do amanhecer, é também o nome em inglês para luzes do norte (Aurora Boreal) e muitas outras belas coisas, incluindo o primeiro nome de uma cantora e compositora norueguesa com o sobrenome Aksnes. Em 2016 aos 19 anos, ela lançou seu primeiro álbum, All My Demons Greeting Me AS A Friend, que se tornou um grande sucesso em seu país de origem. Surgindo de lá, também vem se saindo muito bem conquistando fãs em muitos outros países. Entre esses países podemos citar a Dinamarca, onde ela, entre outras coisas, recebeu votos de fãs o suficiente para ser indicada ao Prêmio GAFFA como o novo nome do ano.

FOTO / Andreas Thorup Berthelsen

O sucesso é totalmente merecido, porque AURORA tem uma voz verdadeiramente impressionante, grande, brilhante, clara e nítida como um diamante e uma das mais loucas que já pude ouvir vinda de um cantor nórdico desde que a faroense Eivør Pálsdottir surgiu no início do milênio. O fato de ela propôr algo semelhante a uma fantasia folclórica norueguesa não afeta a impressão que ela passa como uma criança natural, mesmo que ela tenha nascido em Stavanger e crescido em Bergen. Agora eu, pessoalmente, quase nunca me canso das melodias de mulheres grandes com tons de melancolia nórdica, e embora AURORA não esteja inteiramente na mesma categoria de peso que Björk, ela é definitivamente uma artista que vale a pena seguir. Também vale enfatizar seu belíssimo show no NorthSide.

Muitas das canções de AURORA são formados com versos silenciosos, construindo-se gradualmente nos poderosos aumentos de volumes onde os tambores tornam-se presentes. Quando o show começa, fico perto do palco, e aqui, as vogais soadas de forma bela são frequentemente afogadas na conversa fiada do público (uma pena). Quando vou até a mesa do mixer, o som é felizmente um pouco melhor, e daqui é um prazer assistir ao resto do show. O fato de acontecer em pleno sol não se encaixa perfeitamente no tom melancólico proposto, mas você não pode culpar AURORA pelo tempo ensolarado. O repertório consiste de duas músicas do álbum de estréia da próxima turnê da cantora, entre elas a feminista canção ‘Queendom’, lançada recentemente. Essa vasta gama de músicas mal conhecidas pode explicar a irritante falta de concentração em algumas pessoas do público, mesmo que as músicas estejam totalmente alinhadas. A banda possui uma guitarrista, um baterista e duas pessoas em um teclado grande e outro menor, respectivamente. Este último é tocado por Silja Sol, que  também contribui como um lindo anjo que entra lentamente, mas que torna-se presente em grau de voz mais alto junto com a AURORA.

FOTO / Andreas Thorup Berthelsen

De um modo geral, a música da cantora é muitas vezes referida como electropop, mas ao vivo, o aspecto eletrônico não é tão proeminente. Assim, poderia também chamá-lo de folk pop tranquilamente. Não surpreendentemente, o hit “Running With the Wolves” é a última música, e desencadeia uma explosão na plateia.

Estou encantado com o que vi. Os shows da AURORA não deveriam nunca ser negados. Ela é maravilhosa e deveria ser sempre bem-vinda por onde passar.

Setlist:
Soft Universe
Warrior
Forgotten Love
Runaway
Under the Water
All Is Soft Inside
Queendom
Animals
The Seed
Running With the Wolves

Para ler a matéria no idioma original, clique AQUI. Não deixe de seguir o Portal AURORA Brasil nas redes sociais para saber tudo sobre o novo álbum da cantora que está quase chegando! Facebook | Twitter Instagram