Com sua primeira visita para a cidade de Toronto e o lançamento de novo álbum esse ano ainda, AURORA tem concedido bastante entrevistas. Recentemente a A.Side. compartilhou uma entrevista bem descontraída sobre AURORA e sua personalidade. A tradução você pode conferir agora aqui no Portal AURORA Brasil:

A cantora e compositora norueguesa de 22 anos acha que defender os outros é uma responsabilidade coletiva.

AURORA acredita que ela está conectada a tudo. É evidente em seus movimentos, que são muito calculados e ainda assim, muito livres. Durante nossa conversa em um beco coberto de graffiti atrás do Velvet Underground em Toronto, ela não pode deixar de parar no meio da frase quando uma mosca pousa em seu braço, aproveitando o tempo para absorver a sua presença:

“Eu sinto que sou parte de um grande organismo”, ela reflete.

A cantora, compositora e produtora norueguesa monônima de 22 anos começou a escrever música aos 6 anos e lançou seu primeiro álbum de estúdio, All My Demons Greeting Me As A Friend, com grande aclamação e um crescente público internacional em 2016. Desde então, a mistura de batidas rítmicas e vocais assombrosos de AURORA, trouxe sua música para estrelar programas de TV como Teen Wolf e Wentworth e a levou a se apresentar no concerto do Nobel da Paz. Seu recém-lançado single “Queendom”, faixa do seu segundo álbum que sairá este outono, já acumulou mais de 3 milhões de transmissões no Spotify.

Quando pedi a AURORA que se apresentasse, a primeira coisa que ela mencionou foi que ela vem de um fiorde, o espaço estreito entre dois penhascos, chamado de “O Fiorde da Luz”. Também é uma descrição adequada da própria artista: uma luz em uma paisagem de escuridão política e social.

 

Eu realmente amei o seu álbum de estreia All My Demons Greeting Me As A Friend. Ouvimos o novo single, “Queendom”, e estou imaginando o que podemos esperar do novo álbum e como ele mudou ao longo do tempo.

“Bem, isso mudou muito de algumas maneiras, de maneiras que talvez só eu entenda; mas de certa forma não mudou nada. O single “Queendom” é bem diferente do álbum, mas é um ótimo teste. É bom ver como as pessoas reagem a diferentes tipos de música. Tem sido um experimento. Foi um grande desafio também porque estou sendo bastante abrupta e essa música é bastante política. Mas o álbum é apenas mais Aurora. Eu produzi realmente “eu” desta vez porque eu me entendo ainda mais. É muito emocional. Pode ser um pouco mais leve que o primeiro… depende da música – ela ri.  Acho que o clima geral é que eu quero que as pessoas se sintam preparadas para seus obstáculos diários. Eu quero que esse álbum seja um álbum que faz você se sentir forte. Eu quero que as pessoas se sintam grandes e eu quero que seja um álbum que elas possam ouvir e apenas dançar e andar com passos firmes no chão. É muito empoderador.”

Eu ouvi você falar sobre como você quer defender as pessoas, especialmente as pessoas que não conseguem se defender e fiquei me perguntando de onde vem essa inspiração.

“Veio de viajar pelo mundo e realmente ver que somos iguais, estamos tão conectados, e as pessoas no Brasil têm os mesmos problemas que as pessoas na Noruega, sabe? Tem sido muito interessante ver mais e mais como somos um organismo, ou apenas uma coisa viva. Tudo o que está vivo é apenas parte de uma coisa. Eles têm diferentes sonhos, propósitos e mentes, mas eu vejo a humanidade de maneira diferente do que via antes. Eu sinto que sou parte de um grande organismo. Eu só achei que não faz sentido não lutar por todo o resto quando você faz parte de todo o resto. É como se eu estiver sendo gentil com o mundo, então estou sendo gentil comigo mesmo. Devemos tomar todas as batalhas pessoalmente, tanto quanto pudermos. Comece com suas próprias batalhas e lutas na vida, mas se tivermos espaço para o mundo, para mais do que o nosso, então pode ser uma coisa muito mágica defender as mulheres e os homens e os animais e o planeta.”

Eu acho realmente interessante como você está falando sobre todos nós sermos um organismo porque isso parece tão óbvio, mas poucas pessoas percebem isso e se reconhecem nas pessoas ao seu redor. Você acha que isso é importante hoje especialmente porque o cenário político é tão assustador?

 “É. É muito assustador e eu posso ver o mundo reagindo de uma maneira boa também, porque nos provoca. Nos faz ser mais cuidadosos do que pensávamos, mas também faz com que toda a situação pareça ainda mais impossível. Isso nos faz sentir como se deveríamos apenas deixar de lado e não se importar, porque nós apenas queremos viver nossas vidas, sabe? O que também é muito importante, mas acho que [defender o que acreditamos] pode ser feito de maneira menos instrutiva e mais humana. Eu vou integrar isso ainda mais em minhas músicas. Quero trabalhar com organizações em que acredito e doar algumas das minhas vendas de ingressos e vendas de álbuns. Eu quero apenas incluir…” – Aurora se distrai com um pedaço de poeira flutuando no ar e a agarra. “Desculpa. Eu quero incluir as pessoas de uma forma muito natural que simplesmente acontece. Tipo: “Ah, sim, se eu comprar o álbum dela, então eu recebo esta pulseira, que é feita de” … bem, eu não posso te dizer isso ainda. Isso é realmente uma pista muito divertida.”

Eu acho que também porque você é de uma área muito bonita e florestal, você não se desconecta da maneira que às vezes fazemos na cidade.

“É verdade. Embora você se conecte a cheiros e comida e cultura aqui muito mais do que eu em casa, o que também é muito bonito. Eu sinto que a música pode fazer o mesmo também. É o mesmo tipo de coisa natural. Tem estado conosco mais tempo do que religião, música. É uma maneira de celebrarmos, expressar tristeza e felicidade, e por tanto tempo estamos dançando. Mesmo quando fomos para a batalha, tínhamos tambores e música.”

E é tão interessante como isso pode mudar como você está se sentindo. Você estava falando sobre isso no caminho, como você se recusa a ficar parado ou andar em qualquer lugar, porque dançar faz você se sentir feliz.

Pode definitivamente fazer você se sentir feliz, e isso pode fazer você se importar. Isso pode animar você, e espero dar às pessoas algum tipo de faísca neste próximo álbum para nos fazer – eu não sei. Eu não sei a palavra. Não é com raiva … é determinado. Eu acho que talvez você saiba quando ouvir o álbum. Talvez você pense: “Ah, essa é a essência disso.”

Música e qualquer forma de arte estão sempre evoluindo e mudando. Você sabe agora onde sua música está indo no futuro?

“Eu sei agora onde meu próximo passo está indo. Eu tinha terminado este álbum há muito tempo, mas decidi que queria fazer algo diferente desta vez, então eu tive que fazer algo que leva muito mais tempo para terminar se isso faz sentido. Eu vou trabalhar com isso de novo um pouco mais até que esteja pronto, mas eu já sei qual é o meu terceiro passo. O primeiro álbum foi sobre pessoas olhando internamente e lidando com suas próprias merdas. Este álbum está se erguendo disso e determinação e sendo capaz de lutar por tudo. É uma perspectiva mais ampla do que interna, é externa. O próximo passo, eu já sei qual deveria ser a essência. Eu já conheço o passo, mas não sei como é o som. Eu sempre sei de tudo, é muito… estranho”

Tradução por Flávia Giuliana

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