No dia 12 de agosto, a revista inglesa The Times publicou uma entrevista com AURORA feita por Dan Cairns, abordando desde o que ela pensa de Bergen até as suas inspirações musicais e informando a data de liberação do novo single!  Confira a tradução:

“The Times: AURORA AKSNES: A CANTORA COM SELVAGERIA E EXTRAVAGÂNCIA
Ela pode ser inspirada pela natureza, mas a estrela norueguesa está misturando areia na melodia.

Entrando no café do museu, uma figura minúscula de jaqueta escarlate e uma saia de tule até o tornozelo e enfeitada com as luvas cor de mostarda sempre nos faria virar as cabeças. Se você não a conhecesse melhor, assumiria que somente esse poderia ser o figurino da AURORA, que chega virada para a grande entrada (do museu). Estamos em Bergen, onde a clientela olha apenas brevemente sobre seus cafés e doces antes de retomar suas conversas.

AURORA se encaixa aqui, ela cresceu ao sul da cidade norueguesa e agora a chama de lar. Quando não está gravando ou em turnê , a jovem de 22 anos caminha pelas montanhas que pairam acima dela, alimentando a imaginação que produz as músicas sombriamente detalhadas e ricas em melodrama com as quais ela fez seu nome há quatro anos.


“O que eu amo aqui é que temos as montanhas ao nosso redor, nos oferecendo um meio de fuga. Se minha cabeça está muito cheia, eu subo e, quando estou no topo, encontro uma solução, vejo o problema de maneira separada. Você aprende muito estando em lugares calmos, na natureza, onde nada exige nada de você. Você é um bebê de novo, maior que os insetos, mas menor que as árvores.”

Para o exército de fãs da cantora, que são conhecidos como Warriors and Weirdos (Guerreiros e Esquisitos), declarações como estas são uma parte fundamental do encanto de AURORA Aksnes. Os não-crentes podem achá-los um pouco confusos e excêntricos, mas isso perde a aridez e a feroz autoconfiança que coexistem com as reflexões da Mãe Natureza. Você ouve isso quando fala sobre encontrar as pessoas certas para trabalhar e evitar aqueles que “sorriem com dentes pontiagudos”.

-“Passei muito tempo escolhendo um time”, diz ela. “Eu conheci todos cara a cara e, não importa o tamanho da empresa ou da oferta, se eu não gostasse da pessoa, eu dizia não e seguia em frente. Levei muito tempo para encontrar pessoas que diziam as coisas certas e faziam as perguntas certas. Aprendi a ouvi-los, mas também a mim mesmo, porque me conheço muito bem. Eu chamo de emoção na barriga quando você apenas sabe se “eu odeio isso”, ou “eu amo isso”. Então eu vou ouvir, mas muitas vezes eu vou perceber mais tarde que eu estava certa.”

As músicas de AURORA, que bebem da mesma fonte que Angela Carter, John Tavener, Kate Bush e Neil Gaiman são pessoais e universais. As faixas de seu segundo álbum abordam questões como abuso doméstico, aquecimento global, conexão vs conectividade, medo da intimidade e – em seu recente lançamento Queendom – a necessidade de um matriarcado benigno, mas militante.

Musicalmente, ela evoca paisagens sonoras folktrônicas que giram e vibram com cordas, piano tratado, harpa e coral de voz masculina. Há melodias que parecem de algum modo predeterminadas, tão antigas quanto as montanhas que ela sobe. Tal complexidade não intimidou seus fãs: suas músicas marcaram mais de 500.000.000 transmissões. O que é lindo, ela diz. É só que fatos e estatísticas como esses podem parecer um pouco abstratos e opressivos.
“Eu nunca achei tão fácil. Eu sou muito ruim em aceitar a importância de se promover e os benefícios de fazer isso. Eu nem sempre faço – ou aceito – a conexão. Se eu postar uma foto, eles comprariam mais ingressos? Eu fico, tipo, Se eles querem ir, não comprariam um ingresso de qualquer maneira?” Sua persona promocional é, ela diz, “Como o não-físico eu, aquela que encontra o mundo para mim. E é estranho: ela tem uma vida própria, ela está em 50 lugares ao mesmo tempo, dizendo coisas diferentes para pessoas diferentes, através de uma única música. E ela está me deixando mais famosa, mas eu gosto da vida tranquila, e de deixá-la liderar sua própria vida. Nós nos encontramos de vez em quando.”


AURORA ganhou mais fãs de vitrines quando cantou Half The World Away, do Oasis, para o anúncio de Natal de John Lewis em 2015 (clique AQUI para ler os maiores sucesso da AURORA, incluindo o cover do Oasis). O single se saiu perfeitamente bem anunciando a explosão de versões de covers ofegantes e sem sangue que agora dominam a publicidade televisiva. Sua resposta, quando eu pergunto se ela executa a faixa como parte de seu set, parece reveladora. “Talvez no primeiro show depois que o anúncio foi lançado, eu toquei no Reino Unido. Mas eu não tenho feito isso desde então. Há uma parte (da música) que eu não gosto, ‘This old town don’t smell too pretty.’ (Esta cidade velha não cheira muito bem).” Não parece comigo. Eu gosto de muitas das outras letras, é apenas essa parte que me incomoda, e isso me fez pensar: “Ok, não de novo”.

Ela e suas duas irmãs cresceram, diz ela, ouvindo apenas Enya, Leonard Cohen e Bob Dylan. A rádio foi banida porque AURORA achou as notícias muito tristes. Pergunte a ela de onde vêm suas melodias e ela encolhe os ombros. “Eu penso muito sobre isso. Eu não tenho o Spotify, não tenho o iTunes. Eu tenho alguns LPs, mas nenhum toca-discos. Eu não sou ensinada, então eu sempre luto quando escrevo uma música, porque pode haver muitas melodias acontecendo, e elas geralmente são bastante selvagens. Você tem que amar esse “bastante”.

O novo single de Aurora será lançado na sexta-feira na Decca.”

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Para ler a entrevista original clique AQUI.
Tradução: Flávia Giuliana