Em recente entrevista publicada na Parvati Magazine, revista que apresenta novos líderes globais em artes, bem-estar, negócios e ecologia, AURORA falou sobre suas inspirações musicais, a produção do novo disco, e a importância da Noruega para sua música. Confira:

“AURORA Aksnes diz que a música pode salvar o mundo

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Foto: Zimbio. AURORA no palco durante o Coachella Music And Arts Festival no Empire Polo Field em 22 de abril de 2018 em Indio, Califórnia.

AURORA, nascida Aurora Aksnes, é uma personagem tão etéreo com um olhar eterno, que você poderia acreditar que ela emergiu em nosso mundo a partir de um conto de fadas, não da cidade costeira norueguesa de Bergen. Apaixonada, gentil, segura de si e com uma voz ritmicamente sonhadora e ressonantemente poderosa, ela defende o amor e a interconexão com seu novo álbum, “Infections of A Different Kind – Step I”. No diálogo especial deste mês, AURORA compartilha suas inspirações.

Parvati Magazine: Seu amor pela natureza é lindamente inserido no som e nas letras de seu novo álbum. Crescendo na Noruega, você sempre manteve essa consciência e apreço por seu entorno? Como as suas viagens e a turnê por tantas paisagens influenciaram sua visão de mundo e sua música?

AURORA: Eu amo o espaço e o silêncio que a Noruega me oferece. Eu não poderia viver sem isso. Quando criança, esse era o meu lugar mais solene. E ainda é. Minha música é uma maneira de eu traduzir toda a magia, as viagens emocionais e a auto-reflexão que alguém pode obter enquanto está na natureza em algo que você pode levar consigo para o mundo agitado.

Parvati: “Infections of A Different Kind – Step I” é escrito, executado e amplamente produzido por ninguém menos que você! Você assumiu esse esforço para manter seu som único intacto e permitir que sua personalidade plena brilhasse?

AURORA: Sim, absolutamente. Eu tive mais tempo agora para me descobrir mais como uma produtora. E tem sido uma viagem tão maravilhosa. Eu tive muitas pessoas boas que conheci no meu caminho. Algumas delas apenas coisas boas e algumas delas através de argumentos. Às vezes é mais fácil fazer as coisas sozinho. Felizmente, ao longo da minha jornada, encontrei boas pessoas para trabalhar. E estou muito feliz por isso.

Parvati:Queendom” é um hino poderoso que parece falar de desigualdade, seja de gênero ou orientação sexual. Essa música foi inspirada em lutas pessoais ou experiências passadas?

AURORA: Foi inspirada pelos meus fãs. Suas histórias e lutas. Movimentos políticos. Coisas acontecendo no Brasil, EUA, França… Eu só queria criar um lar para todos nós. Onde nós ignoramos todo mundo tentando matar o que é tão bonito e bom. Mas foca nas poucas pessoas que estão lutando pelo que acreditam.

Parvati: O coral extraordinário, instrumental e lirismo deste álbum é melodicamente etéreo, mas uma resposta feroz aos tempos difíceis. Por que essa música empoderadora é essencial hoje em dia?

AURORA: Eu realmente acho que a música pode salvar o mundo. É algo que todos podemos entender. Algo que todos nós sentimos. É como um instinto. A música fala com todos nós e é importante que as palavras digam algo. Porque estou convencida de que, em essência, a música é realmente uma ferramenta para ajudar. E eu realmente quero fazer parte disso.

Parvati: Quanto desse álbum foi impulsionado por conflitos políticos recentes? Estou pensando em músicas como “Churchyard” e “It Happened Quiet“. Era sua esperança ter esse álbum como uma voz para os outros?

AURORA: Estou realmente gostando do conceito de ser uma “voz para os sem voz” porque isso é uma coisa tão importante a fazer. E também espero enviar ideias para pessoas que possam se encontrar em relacionamentos abusivos sem nem mesmo saber. Muitas pessoas lá fora optam por não deixar as situações em que são maltratadas. Acontece em casa, no trabalho, na escola na política e na indústria da música.

Parvati: Seu ethos* compassivo irradia através de suas letras – expressando pensamentos sobre o amor próprio e a importância de as pessoas se ajudarem mutuamente. Seja no conforto de suas próprias casas ou na pista de dança com o remix vibrante de “Forgotten Love” de Claptone – para quem você espera dar força e encorajamento a este álbum?

AURORA: Para todos, claro. Todo mundo que precisa disso. Quem quer que você seja. Apenas como um lembrete de que você não está sozinho. Que você pode mudar o que não gosta e aceitar o que não pode mudar.

A vida é uma coisa estranha.”

*conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento (instituições, afazeres etc.) e da cultura (valores, ideias ou crenças), característicos de uma determinada coletividade, época ou região.

A matéria original pode ser lida clicando AQUI.

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