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ENTREVISTA: “AURORA, um espírito guerreiro” – Coup De Main Postado por: Carlos Alexandre Souza Eduardo às 18:21

Após 1 ano desde sua primeira entrevista com AURORA, a revista Neozelandesa Coup De Main aproveitou a ida de AURORA até o país para realizar uma nova entrevista e um photoshoot. Nessa entrevista AURORA apresenta um inspirador discurso sobre empoderamento feminino, segundo álbum, Shawn Mendes e muito mais.

Veja o photoshoot na nossa galeria e confira a entrevista a seguir:


Um espírito guerreiro, AURORA.

Se tem um momento que resume perfeitamente a manhã ensolarada que passamos com a Aurora Aksnes lá em janeiro (quando ela estava na Nova Zelândia para tocar no Laneway Festival), é quando ela percebe cascas de avelã no chão do Symonds Street Cemetery, cata-as do chão e proclama animada que são “chapéus de avelã!” depois de uma rápida investigação. Momentos como esse não são raros, mas um acontecimento imparável quando se está passando um tempo com a Aurora – exclamações que pra qualquer um soariam ridículas, mas com a Aurora tem uma seriedade distinta para tudo o que ela diz, que você não pode evitar não acreditar nela totalmente. Ela ia de reclamar das picadas dos mosquitos, para charmosamente posar para as fotos (preocupando-se, “Quanto tempo ainda temos?!”), tudo enquanto perambulava e examinava cada folha que pisava – enquanto você pode ver literalmente cada emoção passando pela sua mente. Aurora é talvez o mais humano que uma pessoa pode ser, totalmente sem medo de sentir todas as emoções que veem à sua vida.

Aurora cresceu com a sabedoria além da sua idade em Os, uma cidade pequena na Noruega com uma população de apenas 18,678 pessoas, numa casa onde ouriços selvagens habitavam o jardim, cercada por ambos o oceano e a floresta – no qual encorajaram o começo da sua mágica carreira. Com apenas seis anos, a jovem garota curiosa começou a construir melodias, e aos nove anos ela começou a escrever as letras (na sua segunda língua, o inglês) sobre assuntos maduros como bullying e morte. Mas nenhuma de suas músicas viram a luz do sol até 2012, quando ela relutantemente presenteou seus pais com a música “Puppet” porque ela odiava a ideia de tocar para eles ao vivo, mas queria dar a eles um pedaço de sua música de alguma forma. A música, assim como uma performance que ela fez na 10ª série numa apresentação da escola com uma música original de nove minutos sobre paz mundial no violão, que ambas foram postadas online, no qual levou a um rápido contrato com a sua atual agência. O resto, como dizem, é história – e então, o destino musical da Aurora nasceu.

Tendo um carinho por todas as criaturas e a vida como um todo, e achando beleza única em absolutamente tudo, Aurora acredita firmemente que não há inseto não bonito, tendo uma barata de estimação chamada Nightcrawler, e coletando mariposas como um hobby – até se retratando na capa de seu álbum como uma mariposa envolvida por um casulo. Suas outras coisas favoritas incluem biscoitos (os de aveia são os seus favoritos absolutos), panquecas, patas de gatinhos, e música, claro. Também é um fato verdadeiro que a Aurora é capaz de recitar 200 números decimais da constante de Pi (π) (em Norueguês), uma técnica que ela usa para relaxar os trabalhos internos de sua mente.

Ela também é o tipo de pessoa que veste duas saias vibrantemente diferentes em um dia apenas porque ela não pode decidir qual das duas vestir, e o tipo de pessoa que faz amizade com um balão vermelho que cai até ela durante uma checagem de som em Manchester e o nomeia Manchesto (e então ficar triste quando é recusado a Manchesto uma passagem segura no próximo dia no aeroporto), e também o tipo de pessoa que vê desejos mágicos dentro de maçãs – previamente explicado que uma vez ela presenteou uma maçã ao baixista da Iggy Pop (Matt Sweeney) no festival Rock Werchter na Bélgica ano passado, dizendo-o que tinha um desejo dentro da maçã. Apesar de que estes fatos possam soar de alguma forma absurdos, eles são todos parte o que faz Aurora tão especial – como sua habilidade de ver bem e imaginar em muitas coisas do mundo e humanidade é um verdadeiro talento único, e talvez até um talento mais maravilhoso e raro que qualquer outro.

A primeira vez que falei com a Aurora foi em março de 2016, perto do lançamento do seu primeiro álbum “All My Demons Greeting Me As Friend” (o título que vem de uma música que não foi para o álbum), e ela era tão perceptiva antes quanto ela é agora ao vivo. Sobre a sua música “Home”, ela contou a nós, “É um estranho processo, ser humano no mundo moderno” e ela também falou sobre ser verdadeiro com você mesmo e suas próprias emoções, dizendo, “Eu acho que é muito saudável chorar. Toda vez que estou triste, eu só penso que, ‘Ok, agora estou triste. Um dia, isso irá embora. Eu não estarei triste para sempre. Tudo bem estar triste agora.’ Eu tento chorar para colocar isso para fora, e para sentir, porque o quanto mais você toca suas feridas, mais você fica acostumado com o sentimento, ele se torna menos assustador. E deve ser horrível se assustar com algo tão natural como a tristeza, é importante abraçar todos os lados da vida.” Esse reconhecimento da necessidade de estar em contato com suas próprias emoções, e aceitá-las, até mesmo quando é um sentimento de tristeza, é uma lição que muitas pessoas passam a vida toda sem aprender – contudo, na mente da Aurora, é óbvio, e tudo apenas uma parte de ser humano.

***Leia também: “COUP DE MAIN MAGAZINE” ENTREVISTA AURORA (1° entrevista).

“Through The Eyes Of A Child” é a música mais importante em seu disco para Aurora, uma música que durante ela canta, “Cicatrizes que cobrimos com tinta”, uma observação de como a humanidade tende a esconder se sentir machucado. Seu abraço de emoções é o que faz ela ser vulnerável, mas também forte, por viver sem o medo de sentir é um notável jeito de viver, e um todos nós poderíamos aprender com. Assim como a inegável emoção envolvida em suas músicas, você não pode ouvir nenhuma das músicas da Aurora sem escutar sua cidade natal introduzida nelas de alguma maneira ou outra – na letra, instrumental, e até mesmo as samples – com ‘Running With The Wolves’ com gravações de campo, e até mesmo uma da Aurora abraçando uma árvore (uma sample sem som, mas mesmo assim, ainda está lá).

Em “Conqueror”, a auto-consciência de Aurora chega a um ápice – com a realização que verdadeiro empoderamento não pode vir de outros, mas apenas de você mesmo. Essa auto-realização faz seu caminho em “Warrior” também, uma música feita com seus fãs em mente, qual ela se refere como ‘Warriors and Weirdos’ – não querendo nomea-los como se pertencesse a ela, admitindo que sua relação com fãs é mais um relacionamento de dois lados, e que eles precisam um do outro. “Warrior” é um ode à força, e procurar por força, qual durante ela implora, ‘Deixe o amor conquistar sua mente’, um chamado por braços de conselho, e conselho que ela mesma atendeu – para o amor é sem dúvida o primeiro plano de tudo que a Aurora faz.

Um ano depois, quando nos conhecemos pela primeira vez na vida real dentro de uma sala de imprensa úmida e movimentada no Laneway Festival em Auckland, Aurora exala nada além de pura alegria quando recebeu um colar feito de doce, “Isso é tudo que uma menina precisa, isso é incrível. Eu mal posso esperar para comê-lo!” Converse com Aurora por qualquer período estendido de tempo e você irá perceber seu intenso contato de olhos – é inabalável, mas nem um pouco enervante. Na verdade, seu contato visual não faz nada além de dar um senso de calma em você, é como olhar direto em sua alma, e uma genuína conexão humana sendo formada. 

Nova Zelândia está a 17,638 quilômetros da cidade natal da Aurora – uma distância enorme para qualquer artista viajar, e viagens longas se tornaram uma parte em progresso na vida da Aurora desde que lançou seu álbum. Apenas olhe as datas de sua turnê no ano passado e você ficará espantado com as distâncias que ela viajou – um fato que a deixa com alegria e tristeza. Ter saudade de casa é inevitável, especialmente para Aurora, que é a única de três irmãs que ainda vive em sua casa, e diz que  às vezes só falar com sua família faz a sentir mais falta de casa, porque ela pode ouvir que eles sentem falta dela em suas vozes.

Suas duas irmãs mais velhas, Viktoria e Miranda Aksnes, são ambas criativas em seu próprio jeito, com Viktoria desenhando roupas e acessórios para sua marca ‘Fårikål’, e Miranda trabalhando como uma maquiadora. Elas trabalham com a Aurora as vezes em seus clipes musicais, ensaios fotográficos, performances na TV, e como parte do mundo da ‘Aurora’ como um todo – e  Aurora não teria nenhum outro jeito, já que ela se sente mais confortável com suas irmãs ao seu lado. Ela é imensamente consciente da imagem que ela apresenta para o mundo, e quer que isso seja verdadeiro a ela mesma a todo custo. Ela explica, “Eu quero ser lembrada pela ‘Aurora’ real, que é um conjunto de o que eu sou, e o que eu faço, e também como eu me pareço, que é uma maneira maravilhosa de pessoas de todo lugar se expressar.”

A percepção da Aurora sobre sua imagem e suas redondezas podem ser claramente escutadas em sua música – ela tem um entendimento inato e fundamental do mundo ao seu redor, seja o lado bom ou ruim. Quando falamos das questões que Aurora é apaixonada, é claro que ela é pensativa em suas respostas, e o fato de que ela tão prontamente acessa uma série de emoções talvez lhe dá uma visão única sobre essas questões.

Tem muitas coisas no mundo que incomoda a Aurora – ela comenta, “É tão estranho”, em numerosos pontos durante nossa discussão sobre falhas na sociedade, claramente incapacitada de compreender algumas das injustiças que acontecem na Terra, até mesmo notando uma vergonha de fazer parte de espécie humana alguns momentos. Ela tem um discernimento como ninguém que eu conheci antes, tendo visões fortes e liberais sobre a expressão de sensualidade e consentimento, também como a humanidade trata um ao outro, e aprende a amar a si mesmo.

Durante nosso ensaio fotográfico, ela é ansiosa para agradar, perguntando nossas opiniões sobre cada uma de suas escolhas de roupas de seu estilo próprio, e ideias com itens para utilizar como acessório com elas. O saco que ela traz com ela está cheio com as peças mais Aurora imaginável – é um tesouro não diferente da bolsa de Hermione Granger dos livros de Harry Potter cheio de itens aparentemente intermináveis. Junto com seu estilo distinto, que ela descreve como “um mash-up da Aurora”, Aurora mostra a nós um colar Pounamu (artesanato) que ela foi presenteada por um fã mais cedo em um dia de um meet-and-greet, e não liga de trocar de roupa no cemitério – “Nós temos as árvores!” ela fala.

Além de examinar sua vida atual, também tocamos no futuro – discutindo sua futura música e o que está por vir em sua carreira musical. Com apenas 20 anos de idade, ela já conseguiu muito – recebeu elogios online de pessoas como Katy Perry, Shawn Mendes e Troye Sivan, performando em um canal de televisão americano, lançando seu primeiro álbum, e viajando o mundo em uma turnê – e ela não mostra nenhum sinal de estar diminuindo seu ritmo em breve. Aurora fala que ela está sempre trabalhando em música nova e descreve seu processo de composição em turnê o mais similar a Aurora-esque, “Eu tenho que realmente fazer tantas melodias como eu puder quando eu estou em casa, então eu sou como um animal guardando comida para o inverno,” – mas sua hibernação de produzir melodia pode estar quase perto, como o ciclo de seu álbum atual está chegando ao fim. Com apenas uma série de performances em festivais na Europa prevista para 2017, este ano vai dar tempo para Aurora finalmente criar suas novas melodias em canções que provavelmente irão compor seu tão esperado segundo álbum.

Mais tarde, depois de sua perfomance no Laneway, nós encontramos Aurora no backstage depois do pôr do sol em Albert Park em torno da hora do jantar, descalça e entusiasticamente correndo para uma gaiola de pássaro, que parece estar sentada lá para nenhuma outra razão além do seu divertimento.

Eu meio que esperava que uma maçã aparecesse no meio do ar para completar o quadro, mas infelizmente, não. “Porque não pode haver um desejo dentro de uma maçã?” Aurora questionou do mundo uma vez. Então, na próxima vez que você tirar uma mordida de uma maçã, lembre de Aurora, e libere o desejo mágico dentro.

CDM: Muito obrigado mesmo por tirar um pouco do seu tempo para sair conosco hoje – nós estamos muito animados que você finalmente veio para a Nova Zelândia! Quando nos falamos ano passado estávamos esperando que você visitasse um pedaço do cenário de “O Senhor dos Anéis”, mas estamos muito tristes que você estará aqui por tão pouco tempo!

AURORA: Eu também. Eu sei, mas isso significa que eu voltarei. Então é meio que uma coisa boa também.

CDM: Eu queria falar sobre primeiramente, o inspirador status que você postou no Facebook sobre positividade do corpo em primeiro de janeiro – o destaque na minha opinião sendo, “Tenha orgulho em ser forte. Em ter curvas. Em ser magra. Andem com suas cabeças para cima e você verá que não há nada mais bonito que uma mulher confiante. Vamos nos lembrar todos os dias o quão forte estes corpos são. Como esses corpos maravilhosos são feitos para carregar vida, não para parecerem joias”. Parece ser uma coisa tão óbvia, mas na realidade é muito difícil para as mulheres se sentirem dessa forma sobre seus próprios corpos porque a sociedade nos condicionou a pensarmos que temos que parecer de um jeito, nos vestirmos de um jeito, e nos arrumar de um certo jeito. O que nós podemos fazer para combater isso? Como alguém pode se amar?

AURORA: Eu sei. Eu acho muito triste, nós precisamos – para algumas pessoas, pode ser suficiente dizer para si mesmo na frente do espelho toda manhã, e encontrar confiança dizendo, “eu não ligo para o que o mundo me diz. Eu não deveria me importar. Por quê eu deveria me importar?” E tem a força em suas mentes. Eu acho que a maioria de nós podemos fazer isso, até um certo momento. Mas quando nós precisamos da confirmação das pessoas a nossa volta, eu acho que a única coisa a se fazer é achar pessoas que acham beleza em você. Porque todo mundo tem uma beleza! Se é um bom humor, ou um nariz brilhante, ou mãos bonitas, ou uma mente bonita, gentileza, criatividade, e todas essas coisas. Eu acho que para mim, eu sinto que valho muito mais a pena, quando eu me cerco de pessoas que ‘me’ veem. E se você se sente pequeno todos os dias, então você deveria definitivamente olhar em sua volta e dizer, “talvez eu deveria sair com pessoas diferentes que não andam na minha frente quando estamos todos saindo para comer.” Achar pessoas que te apreciam de um jeito que você merece ser apreciado.

CDM: Eu acho que é um equilíbrio bem complicado, porque você obviamente quer essa confirmação dos outros, mas se você contar muito com isso pode ser algo negativo também.

AURORA: Ah, absolutamente. Mas eu acho que se você acha pessoas boas, elas também vão te ajudar a ver que você é surpreendente. Sabe? É a melhor coisa. Eu faço isso. Eu apenas mudei as pessoas que me cercam, e isso muda muito. Pessoas no trabalho, pessoas na escola, pessoas em casa, seus amigos – você tem as pessoas certas na sua vida se elas te fazem se sentir que você vale a muito a pena, se você é importante.

CDM: Você acha importante usar uma plataforma para falar fortemente sobre questões pelas quais você é apaixonada?

AURORA: Sim, eu acho.

CDM: Sobre quais outras questões você é apaixonada?

AURORA: É difícil escolher porque você vê essas falhas no sistema todos os dias. É tão estranho, me surpreende tanto, dia após dia, de novo e de novo, o quão estranho pode ser, e o quão chatos podemos ser com as outras pessoas, com criaturas sem uma voz, sem a possibilidade de dizer não, aos animais, e como milhões de pessoas podem acreditar em algo que justifica injustiça. É ridículo, e tão estranho. Eu sinto que se eu ver algo e eu quiser falar sobre isso… Aquela foto que eu postei, eu amo pele, eu amo ombros, eu amo sensualidade se é válida – se você é forte também, se você não está dando seu corpo ao mundo, mas sendo dona dele. Existem muitos jeitos de ser sensual, mas eu acho assustador se nós somos supostos a ficarmos com medo da sensualidade e dizer que ela não é inocente, e feia.

CDM: A ideia toda sobre consentimento e inocência é bizarra.

AURORA: Sim, é sua. Eu também acho que as pessoas que disseram, “ah, ela não é mais inocente,” e foi por isso que eu escrevi o post, porque eu estava tipo, “é meu corpo,” e não era muita coisa – eram só meus ombros e minhas mãos. Se meu corpo para você, é apenas – e até mesmo uma mulher, e eu não depilo minhas axilas – eu tenho visto garotas dizerem “ah, você precisa depilar suas axilas,” e é ridículo que até as meninas…

***Leia também: “SOU FEMINISTA COM ORGULHO!” – DIZ AURORA.

CDM: Você achou que as meninas estariam apoiando as outras meninas.

AURORA: Mas nós não estamos. E isso é muito desapontador. Você vê cegueira nas pessoas todos os dias. Especialmente na internet. É uma coisa horrível.

CDM: Especialmente para mulheres popstars na internet, o espaço online pode ser um lugar onde o ódio pode ser alimentado.

AURORA: Mas é estranho que o mundo seja desse jeito, e que as pessoas sejam assim.

COMO SER UMA GUERREIRA…

CDM: Eu acho que as pessoas pensam que a Internet te dá um anonimato.

AURORA: Eu não entendo como nós não vemos mais longe… O que aconteceu na evolução dos humanos que nos faz pensar que coisas são okay? É tão estranho. Nós estamos tão ávidos para fazer outras pessoas se sentirem estúpidas e menos inteligentes – “Você não sabia?!” – e nós amamos envergonhar outras pessoas. E pessoas boas e normais amam envergonhar pessoas. É tão estranho, não entendo isso. Me deixa me sentindo envergonhada de ser a parte da humanidade. Mas aí tem muitas outras coisas boas – mas é tão estranho. Eu realmente não consigo entender. Me faz tão triste.

CDM: Como uma artista que toca em muitos festivais de música (obviamente você está no circuito do Laneway no momento), eu me pergunto quais são seus pensamentos em relação ao ‘BroChella’ e festivais em que são pesadamente contratados por artistas masculinos, quando há tantas artistas que tendem ser ignoradas. Você acha que é um reflexo da indústria da música? Ou só do mundo inteiro?

AURORA: Isso é muito interessante. Tem mais artistas masculinos no mundo?

CDM: Tem tantas popstars femininas fortes…

AURORA: Talvez as mulheres que estão fazendo isso realmente bem não estão mais fazendo festivais. Os festivais não são sobre dar as pessoas a chance de ouvir novos artistas também? Hmmm. É difícil dizer alguma coisa quando eu não sei se tem mais bandas masculinas por aí… Mas eu não acharia isso. Mas eu não quero que o mundo, ou um festival me escolha só porque eu sou mulher, porque eu quero que seja sobre a música. Mas se não é sobre a música… Isso depende de quem está no comando.

CDM: Eu vi que você recentemente tweetou uma fã que não pôde ir em um de seus sideshows em Sydney por ser menor de idade, e você disse que também odiava shows com restrição de idade. Tocar shows para todas as idades sempre que possível é importante para você? Especialmente com tantos fãs seus tendo menos de 18!

AURORA: Ah sim. Parte meu coração vê que eu estou em Sydney ou Auckland uma vez – talvez a única vez esse ano – e uma pessoa, um fã, um apoiador, não será capaz de me conhecer ou me ver só por causa da idade. É estranho, música não deveria realmente ter um limite de idade, a menos que seja provocativa ou pesada. Mas minha música não deveria realmente ter um limite de idade! E não tem, porque pessoas de todas as idades vão aos meus shows. É estranho que música, uma experiência musical tenha algo a ver com álcool. Eu entendo isso, porque por alguma razão nós precisamos de ajuda pra se deixar ir, pra dançar.

CDM: O que é um conceito estranho de qualquer forma.

AURORA: Eu não faço isso! Mas é como nos tornamos. Não somos mais tão livres. Estamos mais presos, temos regras, temos normas e jeito de se comportar, a menos que você queira ser olhado. É tão estranho, eu não entendo isso. Eu entendo, e claro que gosto de uma taça de vinho, mas é uma vergonha – eu não gosto disso mesmo, que música, que meus shows tenham um limite de idade.

CDM: E tantas vezes você não tem a decisão final, principalmente se é um festival. E para promotores é bem mais caro fazer uma casa de show para todas as idades por uma noite.

AURORA: Mas quando eu puder pagar isso, eu farei. Definitivamente.

CDM: Eu sei de houve um bom número de neozelandeses que ficaram super tristes que não puderam te ver no feriado no Laneway porque não eram velhos o suficiente para ir. Você quer voltar e tocar seus próprios shows aqui?

AURORA: Definitivamente. Tão rápido quanto puder, a verdade. Isso depende de quando eu lançar meu próximo álbum. O que eu espero não seja tão longe!

SE EU TIVESSE UM DIA DE FOLGA NA NOVA ZELÂNDIA…

CDM: Você vem compondo músicas enquanto viaja?

AURORA: Ah sim. Por mais de um ano.

CDM: Já faz bastante tempo desde que seu primeiro álbum saiu!

AURORA: Sim, faz anos. <risos>

CDM: Você compõe enquanto viaja? Qual a diferença entre escrever em casa?

AURORA: Eu não gosto comparado com ser em casa, porque eu fico muito distraída com sons. Tipo agora, é difícil focar quando tem sons a sua volta, mas você se acostuma também. Mas eu só escrevo de uma forma diferente, quando estou em tour, rodeada pelo mundo – e não o meu próprio mundo, no qual eu prefiro, no mundo da Aurora. <risos> Mas eu tenho que escrever o tempo todo. Me faz sentir melhor do que não escrever.

CDM: Eu sei que muitos artistas ficam com bloqueio criativo quando viajam, mas eu acho que você tem uma força para se manter em frente.

AURORA: Sim, e quando estou em casa eu vomito todas as melodias que eu posso, e as gravo. E quando eu apenas ouço melodias e tento escrever as músicas – poemas para as melodias que eu tenho em tour. Eu tenho que realmente fazer o máximo de melodias que posso quando estou em casa, então eu sou tipo um animal guardando comida para o inverno.

MINHA COISA FAVORITA SOBRE MINHA CIDADE NATAL…

CDM: Antes de você ir para sua hibernação em tour! Você não é a única pessoa criativa da família, ambas suas irmãs Viktoria e Miranda tem suas próprias tentativas criativas, no qual também se entrelaçam com sua carreira musical. Como é trabalhar com elas no que diz respeito ao seu estilo?

AURORA: É incrível. Especialmente porque eu sei o que eu gosto, e o que eu quero, e é difícil para mim quando outras pessoas tentam mudar isso – como as pessoas tentam fazer o tempo todo, inconscientemente, porque as pessoas têm gostos diferentes no que é mágico e o que não é . Mas é bom trabalhar com minhas irmãs porque elas me respeitam e sabem o que eu quero. E eles também têm opiniões fortes, e eles podem me desafiar.

CDM: Você já brigou com elas por alguma coisa?

AURORA: Nós não brigamos. Eu gosto que eu fico confortável para dizer “não” para elas.

CDM: É mais fácil dizer não aos seus irmãos.

AURORA: Sim! E é ótimo porque elas estão comigo nas coisas com as quais eu estou mais desconfortável – como programas de TV, fotos, vídeos de música, é quando eles trabalham comigo.

CDM: Você acha que moda/estilo é um jeito de refletir o que você já expressa através da sua música?

AURORA: Eu não sei muito sobre moda – eu acho que é apenas uma palavra. Eu sempre gostei – isso me faz relaxar um pouco mais quando eu sinto que as pessoas podem ter uma ideia da minha mente – uma memória da minha mente e da minha alma, pelo jeito que eu pareço. Porque eu gosto de ser lembrada por ser bem ‘Aurora’, que é um pacote de como eu sou, e o que eu faço, e também como eu pareço, que é uma maneira maravilhosa para as pessoas em todos os lugares para se expressar.

CDM: Suas irmãs podem ir nas turnês com você?

AURORA: Eu queria! Elas vem às vezes. Se eu for em turnê e estou fazendo um vídeo de música nos Estados Unidos, então elas vêm para o último dia nos Estados Unidos. Eu sinto falta delas agora! Elas vieram comigo algumas vezes, às vezes eu fiquei tipo, “Oh, eu quero que Miranda vá comigo ao meu show em Paris”, por exemplo, e então ela vem comigo para o meu show. Não é tão caro viajar pela Europa porque tudo está tão perto – mas eu só as levei comigo para os Estados Unidos duas vezes, para o programa do Jimmy Fallon, e para a minha mais recente colaboração com o YouTube, o vídeo “Winter Bird”.

CONSIGA O LOOK DA AURORA DA CAPA…

CDM: Você fica com saudades de casa em turnê? Eu me lembro quando eu te entrevistei pela primeira vez, você descreveu sua cidade natal para mim, e soou tão bonita – deve ser difícil estar longe dela por longos períodos de tempo. Como você lida com isso?

AURORA: Eu não sei. Adoro chorar. Adoro sentir as coisas. Eu choro às vezes, talvez depois de um telefonema, ou se eu ouço as vozes de alguém de casa, ou se eu posso ouvir que minha mãe também sente falta de mim. Porque eu sou a mais nova, minhas duas irmãs mais velhas se mudaram, e eu ainda vivo em casa porque eu não estou realmente em casa e não valeria a pena comprar um apartamento agora. Então isso machuca meu coração quando eu posso ouvir que eles sentem a minha falta também, eu posso ouvir isso em suas vozes, quando eles ficam tipo, “Oh, mas estamos contentes que você está se divertindo.” Eu sou muito ruim em telefonar para eles, porque eu sei que vou sentir falta deles ainda mais se eu ligar para eles. Na maioria das vezes eu estou ocupada e eu só me divirto e penso em outras coisas, mas sinto muita falta da minha casa, e da vista que tinha.

CDM: Quando está em turnê, existem algumas coisas que você sempre faz em cidades diferentes?

AURORA: Não é realmente uma rotina, porque me sinto diferente todos os dias. Hoje eu estava muito pronta para o mundo, a única coisa que eu precisava fazer era tomar café da manhã, ouvir música e dançar um pouco no meu quarto.

CDM: Você tenta explorar as diferentes cidades que visita?

AURORA: Quando eu posso. Às vezes eu dou uma corrida para dar uma olhada em como a cidade está. Mas agora tenho dores musculares da minha corrida de ontem.

CDM: Onde você correu?

AURORA: Por aí em Melbourne. Na cidade, foi realmente bom. É diferente todos os dias. Eu gosto de ler. Eu gosto de meditar e fazer yoga para tentar criar a mesma calma que tenho na minha sala de estar em casa.

CDM: Tem alguma cidade favorita?

AURORA: Eu gosto de todos elas, são todas agradáveis – e diferentes em mil maneiras. Mas é claro, eu realmente gosto aqui. Eu não vi muito de Auckland, mas eu sei que eu amo Nova Zelândia. Depois do show eu tenho algum tempo, então eu acho que vamos andar por aí, e encontrar um restaurante agradável.

CDM: Você recebeu um monte de amor na Internet, por exemplo de Shawn Mendes, Katy Perry, de Troye Sivan. Eu amei sua resposta ao Shawn Mendes sobre seu nariz bonito – o que você gosta sobre o nariz dele?

AURORA: É bonitinho! Eu não sei muito sobre ele. Então eu pensei que deveria dizer algo para ele, porque eu não sei sobre sua música.

CDM: Ele é muito bom ao vivo, se você tiver a chance de o ver alguma vez.

AURORA: Oh, ele é bom? Isso é maravilhoso! Isso é bom.

CDM: Existe algum artista que você gostaria de trazer aos olofotes?

AURORA: Strange Hellos. O baixista na minha banda, Fredrik [Vogsborg], e também meu antigo baixista O.Martin, tem uma banda nova chamada Strange Hellos, e eles tem uma música chamada “Broken Teenage Hearts”. É meio que um dream-indie-pop.

MINHA MÚSICA FAVORITA DA AURORA É…

Assista ao clipe da faixa “Winter Bird” abaixo:

Tradução e suporte: Marina Vinhas, Brenda Dassa, Jéssica Cardoso e Willian Silva.

(Equipe PABR)

TRADUÇÃO: “Coup De Main Magazine” entrevista AURORA Postado por: Carlos Alexandre Souza Eduardo às 14:28

Uma das mais conceituadas revistas neozelandesas, Coup De Main, publicou no último dia 12 (de Abril de 2016) a entrevista que realizou por telefone com AURORA. Nessa entrevista AURORA fala sobre alguns trechos de músicas que fazem parte do “All My Demons Greeting Me As A Friend”, conta de onde surgiu a inspiração para a capa do álbum, sobre o processo de composição e mais. Confira a tradução:

ENTREVISTA: AURORA sobre seu álbum de estreia, “All My Demons Greeting Me As A Friend”.


Um álbum de estreia é sempre um marco importante na carreira de qualquer artista, não mais do que AURORA, em que o álbum “All My Demons Greeting Me As A Friend” é uma verdadeira jornada em sua mente e alma.

Nascida naturalmente uma compositora, Aurora nasceu numa cidade no interior da Noruega, e foi de aprender musica clássica para compor seu próprio material numa questão de anos. Ela escreveu a música “Runaway” quando tinha apenas 12 anos e suas habilidades de escrita apenas cresceram desde então. O álbum evidencia suas inteligentes observações líricas sobre a vida, fazendo notas que são universalmente compreensíveis.

Nós falamos recentemente com Aurora pelo telefone sobre o álbum, experimentar tristeza, seu amor pela natureza e mais…

COUP DE MAIN: “I Went Too Far” é uma de minhas músicas preferidas do álbum, o sentimento realmente aparece verdadeiro para todo mundo, eu sinto. Eu amo o verso “I tried to reach for another soul/ So I can feel whole” (Eu tentei alcançar outra alma/ Então eu posso me sentir inteira). Você acha que é perigoso se depender de alguém inteiramente para a felicidade de si mesmo?

AURORA: Eu definitivamente acho que sim. Eu acho que uma das coisas mais a se fazer na vida é saber o quando valioso você é em você mesmo e quanto poder você tem de fazer a si mesmo feliz. É muito importante aprender a nadar e não apenas para ser segurado por alguém, você tem nais probabilidade de sobreviver nesse grande oceano que chamamos de vida (risos).

CDM: Foi esse verso de “Home” “Wrapped insed a cocoon made of flesh and bones/ Doesn’t really matter where you come from” (Enrolada dentro desse casulo feito de carne e osso/ Não importa de onde veio) que inspirou a capa do álbum? Foi esse verso que ficou com você para transferir para a capa do seu corpo de trabalho?

AURORA: Foi sim, você foi bem inteligente, na verdade. Esse verso inspirou mesmo a capa do álbum bastante. Eu acho que quando nascemos, nascemos nesse mundo e nos tornamos humanos e aprendemos como trabalhar nessa sociedade, o que é um tanto complicado esses dias. É quase como se quando estamos vivos, é como se estivéssemos num casulo. Além disso, haverá mais — estou apenas imaginando a vida sendo como um casulo, você trabalha pra se tornar você mesmo mais e mais cada dia, o mais que se torna, porque é isso que envelhecer é, é se tornar mais a pessoa que você deve ser. Você aprende e você cresce, e essa é uma bela imagem.

CDM: Em “Runaway” você canta “I’ve been sorrow on the farest place on my shelf” (Eu estive colocando sofrimento no lugar mais longe na minha estante). Você acha que é parte da natureza humana naturalmente esconder ou evitar confronto com a tristeza?

AURORA: Oh, sim, com certeza. É muito mais fácil virar o rosto, como fazemos com muitas coisas hoje que são desconfortáveis e tristes que acontecem no mundo, nós tendemos a apenas fingir que não está lá, ao invés de perceber que podemos nos ajudar e ajudar o mundo ao reconhecer que isso é um problema. É muito importante ser honesto com você mesmo e eu acho que é bem saudável chorar. Todas as vezes que estou triste eu apenas penso “ok, então agora eu estou triste. Um dia isso vai embora. Não ficarei triste pra sempre. Está tudo bem em estar triste agora”. Eu tendo chorar e sentir, porque quanto mais você toca suas feridas, mais você se acostuma com a sensação, isso se torna menos assustador. E deve ser horrível estar assustado por algo tão natural quanto tristeza, é importante abraçar todos os lados da vida.

CDM: É uma emoção tão universal, todo mundo fica triste. É louco pensar que você pode tentar evitar isso.

AURORA: Oh sim, é louco. Mas nós somos criaturas estanhas, não somos?

CDM: O álbum lida com muitas emoções, relacionado com o escapismo, santuário interior, depressão e mais. O que você acha que é a emoção humana mais forte?

AURORA: Eu acho que o amor. Acho que humanos são naturalmente egoístas de alguma forma, porque temos o instinto de sobreviver e cuidar de nós mesmos. Não é antes de amar alguém que esquecemos esse instinto básico que tivemos por milhares de anos. É estranho como amar alguém pode fazer você querer sacrificar tudo que tem por essa pessoa. Essa é definitivamente uma força na sociedade que nos faz esquecer do egoísmo. É a coisa mais pura no mundo e também é muito poderosa e forte.

CDM: Sua música e imagem tem um forte relacionamento com a natureza. Isso era algo que sempre soube que aconteceria com sua música? O que sobre a natureza você acha que cabe tão bem no seu trabalho?

AURORA: Bem, eu moro na Noruega no interior. Desde a idade de três anos que eu estava sempre ao ar livre, correndo na floresta, deitando na grama. Eu só estive bastante na natureza, estou acostumada a não usar sapatos, a colher mirtilos selvagens e a escalar árvores. Eu apenas amo a natureza, é como um grande playground e cheira bem, cheira a frescor. Todos os insetos minúsculos te fazem sentir tão grande. Também te lembra o quão pequenos somos comparados ao mundo e o universo. Só estar na natureza abre sua mente, porque você não tem todo esse barulho das cidades e a energia de mais ninguém pode te afetar, é só você. Eu não sei, é do realmente mágico, é estar onde devemos estar, porque somos originalmente muito amarrados a natureza. Não podemos sobreviver sem isso, é muito importante para nós.

CDM: Não consigo acreditar que você escreveu “Runaway” quando tinha apenas 12 anos, isso é incrível. Como o seu processo de composição funciona – você costuma começar com a letra e então a transforma em uma melodia ou ao contrário?

AURORA: (risos) Bem, eu acho que o processo é muito diferente todas as vezes. As vezes eu faço essas coisas relaxantes, como dormir ou tomar um banho ou sentar num carro, é sempre daí que as ideias vêm. Talvez isso pode ser a ideia de uma letra ou só uma linha melódica, ou uma cena, e eu penso “oh, eu tenho que escrever uma música sobre isso ou aquilo”. É muito diferente toda vez, sempre é originado dessa pequena ideia que vem do nada. Se eu tenho um piano próximo eu vou até ele e começo a tocar e fazer uma melodia e aí a letra vem depois. Na maior parte do tempo agora eu estou viajando todos os dias, e não tenho os músculos ou qualquer coisa para carregar um piano comigo, então estou escrevendo as letras primeiro e aí posso adicionar as melodias na próxima vez que tiver um instrumento por perto.

CDM: A produção de “Murder Song” é incrível, e é algo que você está bem envolvida. O que você acha desse processo comparado com a escrita?

AURORA: Eu amo escrever músicas. É muito tranquilizador e é como uma coisa criativa que não pode ser tirada de você. É o sentimento mais maravilhoso, é como ter um filho, mas um pouco menos doloroso (risos), felizmente para os compositores. É um sentimento tão mágico, escrever uma música. Você fica tão satisfeito em seu cérebro e em seu coração, e em seus ouvidos. E aí você vai para o estúdio, para transformar a criança em uma pessoa real com um corpo, e um som, e uma aparência, com uma personalidade. Eu sinto como se estivesse indo a loucura (no estúdio) porque você tem todas essas ideias e você tem que tentar encaixá-las em uma música, é quase estressante, porque você tem que passar todas elas para o papel antes de esquecer. Amo estar no estúdio, parece fogos de artifício. Mas é muito estranho estar no estúdio quando se tem muitas pessoas esperando canções, esperando que estas sejam algo que muitas pessoas vão gostar ou que vão encaixar nas rádios, isso é uma coisa muito estranha, ter que adaptar ao que as pessoas pensam. Mas eu penso que quanto mais você cresce e mais velho você fica, mais sábio e forte você fica… um dia vou fazer só o que quero. Acho que sempre vou ouvir as pessoas, porque elas tem muitas coisas maravilhosas para dizer, e ideias maravilhosas e capacidades que são ótimas, mas quando eu realmente me ouço, o que farei mais e mais, fica mágico estar num estúdio e produzir, é realmente uma coisa legal. Eu amo isso.

CDM: Sua música tem umas das harmonias mais interessantes que já ouvi na música pop. Quando você coloca os vocais, como vai para criar harmonias que são interessantes para se ouvir?

AURORA: Oh, bem, não tenho ideia! Faço isso bem naturalmente. Quando ouço uma música no rádio eu sempre tento adicionar uma melodia, e uma harmonia ou alguma coisa. Não tenho de onde isso vem, parece que eu já posso ouvir todas as harmonias, só tenho que encontrá-las. Elas estão lá, e elas precisam estar lá, é muito estranho. É instinto, quase – obviamente eu ouço que tem que ter cinco harmonias, só tenho que encontrá-las. Eu amo harmonias, eu amo usar a voz, é muito bom.

CDM: Você fez um belo cover de “Life On Mars” do David Bowie, que foi usado em um episódio de ‘Girls’. Você fez ficar bem único. Você sente uma pressão por fazer um cover de uma música tão icônica?

AURORA: Bem, é sempre um pouco assustador fazer um cover, porque os fãs realmente leais não gostam de suas músicas preferidas sendo tocadas por outros artistas, especialmente se a canção toca nas rádios e eles tem que ouvir o tempo todo. Eu sou desse jeito também, se alguém faz cover de Björk ou Bob Dylan eu sempre prefiro o original. Eu gosto mesmo de “Life On Mars” e eu amo David Bowie e sua arte. Eu só gosto da experiência de cantar essa música, estive fazendo ao vivo por quase dois anos, é uma parte do meu setlist por um bom tempo – e só a experiência por si mesma em fazer a música é tão incrível, que se todo mundo odiasse eu ia continuar fazendo. É bom. É uma música tão boa, é muito satisfatório de cantar.

CDM: Finalmente, quando podemos esperar para te ver fazendo um show na Nova Zelândia?

AURORA: Eu definitivamente vou, um dia! Eu realmente quero ir, e eu quero ver todos os lugares onde foram filmadas as cenas de ‘Senhor dos Anéis‘. Mas eu espero, eu acho que ouvi falar de ir aí durante o inverno ou outono desse ano. E se não esse ano, então será pela primavera do ano que vem. Seria tão legal!

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Assista ao clipe de “Conqueror” abaixo…

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Tradução por Jéssica Cardoso (Equipe PABR)

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