Sua fonte OFICIAL sobre a cantora AURORA no Brasil.
“Hello Pocs!”: AURORA cede entrevista divertida para a BCharts Postado por: Juliano Martins às 23:46

Após receberem um convite para entrevistar a AURORA há aproximadamente um mês, o grupo BCharts montou um tópico de perguntas para os fãs enviarem a Norueguesa podendo questionar sobre o álbum, colaborações, músicas futuras em português, etc. E, assim o fizeram!

A página reuniu as melhores dúvidas, e enviou a cantora, que, com toda a simpatia do mundo, ainda gravou um vídeo para os fãs que acompanham o site. E acreditem, ela começa com “Hello POCS!”. Surto! Confira:

Confira as perguntas e respostas:

Bcharts: Tem algum artista brasileiro no seu radar? Digo, algum brasileiro te inspira e te faz desejar uma colaboração?

AURORA: Vou tentar encontrar alguém para colaborar. [O português] É um belo idioma, então não me importaria em colaborar em alguma música na própria língua ou escrever algumas partes da música em português.

Bcharts: Quando você era mais nova, quem foi sua maior inspiração? A mensagem lírica de algum artista te incentivou a enfrentar os palcos? 

AURORA: Eu adorava muito música clássica e Enya. Eu também gostava muito de Leonard Cohen e de heavy metal também.

Bcharts: Como você se sente sendo uma das maiores vozes para o público que lida com problemas como ansiedade e depressão?

AURORA: Música realmente salva vidas, e eu me sinto muito honrada em saber que pessoas usam minha música como companheira quando precisam. Eu sinto que o propósito da música é ajudar as pessoas com emoções que achamos difíceis de explicar. Ser humano é difícil. Então me sinto muito feliz que eu possa de alguma forma tornar isso um pouco mais fácil.

Bcharts: Qual seria sua mensagem para novos artistas que estão batalhando pra suas músicas acontecerem?

AURORA: Acredite em si. Faça o que quiser fazer. Siga seu instinto e sua intuição e pronto.

Bcharts: Muitos fãs da Billie Eilish acham que as vozes de vocês combinam. Faria uma parceria com ela?

AURORA: Não acho que aconteça tão em breve não. Atualmente eu estou me sentindo muito intensa e cheia de energia e fúria e emoções, e eu sinto que agora ela está sussurrando suavemente palavras nos nossos ouvidos, enquanto eu estou gritando-as. Eu tenho sussurrado bastante na minha música anteriormente, mas estou indo em direção a um ambiente mais enérgico, e isso é muito divertido!

Bcharts: Qual é a canção que você mais gosta de cantar ao vivo nos seus shows? E por que?

AURORA: Às vezes eu amo cantar “Runaway”, por estar me sentindo sensível e sentindo falta de casa. Eu tenho algumas músicas sobre assassinato e medo, também histórias lúdicas sobre desconhecidos e personagens, e quando estou me sentindo brincalhona músicas como “In Bottles” e “Running With The Wolves” são realmente legais de tocar. Atualmente “The Seed”, o atual single, é a minha favorita, por ser um hino para o planeta, e eu me sinto tão forte e tão conectada cantando ela.

E vale lembrar que AURORA virá ao Brasil EM MAIO para uma série de shows em 5 estados brasileiros! Não tava sabendo?! Corre, porque dá tempo!  


Bcharts: As novelas são, culturalmente falando, um dos maiores passatempos dos brasileiros. Há mais de um ano você foi convidada a colaborar com a produção chamada “Deus Salve o Rei”, onde você regravou a música “Scarborough Fair”, que viria a ser a música tema de abertura da novela. Você pensa em trabalhar mais em trilhas sonoras?

AURORA: Talvez…? Talvez não…?

Bcharts: Você pretende lançar álbuns na língua norueguesa? Assim como a Celine Dion tem sua carreira dividida em Inglês e Francês? Você também disse que na sua nova era “Infections of A Different Kind” teria pelo menos uma música em norueguês, no Step I não tem nenhuma canção na sua língua nativa, essa suposta canção estará no Step II ou acabou deixando de lado?

AURORA: Não deve acontecer nesse step ainda. Eu tenho algumas músicas com pequenos trechos na minha língua nativa. Mas músicas norueguesas não nesse step.

Bcharts: AURORA, o seu último EP me passa uma ideia de revolta silenciosa (ou uma promessa de revolta), em especial “It Happened Quiet”. No mesmo disco você diz “don’t you know that we’re all turning softer inside?” Você se considera uma pessoa otimista com relação ao futuro?

AURORA: Eu sou otimista, porque ter esperança significa que você acredita que as coisas que fazemos para ajudar, efetivamente ajudam. E sem esperança não haveria razão nem para tentarmos, teria? Então eu sou otimista, mas também realista. Porque nós temos que fazer tudo o que fazemos para reverter o comportamento humano que tem sido destrutivo para o planeta Terra. Respeitando os animais e respeitando uns aos outros. Nós temos tempo para aprender, e eu acho que as crias das próximas gerações farão isso de uma forma produtiva.

Bcharts: Qual música de outro artista você gostaria de ter composto/criado?

AURORA: Às vezes eu gostaria de ter escrito “May It Be” da Enya, uma música que aparece na soundtrack de O Senhor dos Anéis. E eu amo “Tomorrow Never Knows” dos Beatles”.

Fada acessível!
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Clique AQUI para ler a entrevista original.

“É político, é emocional, é sobre mudança e preservação.” AURORA sobre o novo álbum Postado por: Milena Carvalho às 02:48

Recentemente a nossa cantora preferida deu uma entrevista para a Interview Magazine. Durante a conversa com a Sarah Osei, AURORA fala um pouco sobre o álbum novo “A Different Kind of Human” que sai dia 07 de junho.

A música da AURORA é talvez melhor descrita como uma carta de amor para a Terra. Desarmadamente honesta, é imaginado um futuro onde todos nós estamos conectados.


Empática e sensível, mas poderosa, AURORA é uma espécie diferente de humano, e definitivamente uma espécie diferente de musicista. Com seus vocais assombrosos e verdadeiros, em camadas sobre os instrumentos espectrais, seu catálogo de músicas confiantemente fez hits de músicas que não são convencionalmente comerciais. Do seu EP de estréia ‘Running With The Wolves’, para os álbuns ‘ All My Demons Greeting Me As A Friend’ e ‘Infections Of A Different Kind (Step 1)’, AURORA se estabeleceu como talentosa e sábia além dos seus anos. Agora ela está se preparando para lançar seu quarto álbum, ‘A Different Kind of Human (Step 2)’, e plantar uma semente de esperança.

Quando você começou a fazer música?

Eu comecei a fazer música quando tinha 6 anos de idade, e começou a se transformar em músicas reais quando eu tinha 9 anos. Foi uma coisa natural para mim. Eu me divertia muito quando escrevia música.

Como você passou de morar em Os, uma pequena cidade na Noruega, para ser uma das maiores exportações musicais da Noruega?

Eu não faço ideia. Nunca foi um sonho de infância, então eu realmente não me lembro tão bem como tudo veio a acontecer! Eu sinto que acabou de acontecer, e eu acabei de aceitar. Agora eu gosto disso, porque minhas palavras têm poder e eu gosto disso.

Existe um cheiro particular que te faz lembrar de casa?

Eu amo o cheiro de asfalto molhado e grama molhada. Canela e lavanda também me lembram muito da minha mãe e das minhas irmãs.

Você se mudou recentemente de sua cidade natal para a cidade, é mais difícil ser criativo na cidade?

Eu acho fácil ser criativo em qualquer lugar! Não está realmente ligado a lugares comigo, está mais ligado a um lugar que está dentro de mim onde quer que eu esteja.

Sua música sempre carrega uma mensagem social incrivelmente poderosa. Por que é importante para você criar músicas que sirvam a um propósito maior?

Eu sinto que esta vida é uma coisa tão estranha, todas as coisas são apenas temporárias. E no longo tempo em que nós existimos, parece bom que durante o segundo que eu estive na Terra eu fiz algo que significou algo. Isso faz com que eu me sinta segura, quase como se nunca pudesse morrer de verdade, porque a música com propósito grava em nós de uma maneira diferente da maioria das músicas. Isso fica.

Você pensa no ouvinte quando faz música?

Eu penso nas pessoas às vezes quando faço música. Como ‘O que o mundo precisa na música?’, ‘Que tristeza eu poderia consolar?’ Mas agora eu estou em um estado de ser, onde eu escrevo muito sobre o que me irrita, e o que me agrada, o que ninguém responde, e quais problemas estão na frente de nossos narizes, mas a maioria de nós realmente não vê. Então é uma maneira emocional muito boa de falar com o mundo, então todos nós podemos unir forças e arrebentar.

O que você pode nos dizer sobre o seu álbum A Different Kind of Human?

É muito grande, em significado e em sua missão. Eu tenho grandes esperanças para o que ele poderia fazer para pelo menos um ouvinte neste planeta. Eu quero inspirar e intrigar. Há muita coisa escondida nele, e estou animada para as pessoas mergulharem nele e absorverem tudo.

Portanto, este álbum é uma continuação do ‘Infections of a Different Kind’ do ano passado. Você pode nos contar sobre a progressão daquele álbum para este?

Tanto o Step I como o Step II fazem parte de um longo processo, são duas partes diferentes de um processo pelo qual quero que as pessoas passem enquanto o ouvem. Nenhum deles é o começo ou o fim, apenas dois passos muito importantes de todo o processo. Tudo fica um pouco maior, ao invés de você e eu, somos todos nós. É político, é emocional, é sobre mudança e preservação. É sobre tudo, e também nada. É difícil explicar assim, com escrita preta em papel branco, mas todos vocês encontrarão o seu próprio significado nele, e de modo algum o seu significado poderá estar errado.

Existe uma faixa no álbum que seja particularmente próxima de você?

A faixa 8 ao longo da minha carreira é sempre a faixa mais importante.

Sua música “The Seed” é dedicada ao nosso planeta e fala sobre a mudança climática. Muitos de nós realmente querem que as coisas mudem, ao mesmo tempo em que continuamos poluindo a Terra que amamos. Como devemos abordar essa hipocrisia?

Acho que é hora de deixar esses pequenos luxos de lado, e encontrar alguns aspectos interessantes da vida que realmente fazem alguma coisa para ajudar. Há tanta coisa que você poderia fazer para ajudar, porque dentro de todos nós há muito poder. Eu recomendaria que todos assistissem “Nosso Planeta” (no Netflix), é uma maneira muito gentil de mostrar a beleza que este mundo nos oferece, e nos diz para fazer o que é certo, não de forma negativa ou acusadora. E essa é a maneira de inspirar as pessoas, eu acho.

É importante ter esperança o tempo todo?

Eu acho que é. A esperança é como uma chama, que mesmo quando não está lá, sempre há uma maneira de fazê-la aparecer novamente. É selvagem e incontrolável, e pode se mover pelo mundo inteiro com a velocidade da luz, se tivermos a fonte certa de inspiração. A esperança é contagiosa, e acho que é hora de nos deixarmos infectar.

 

A entrevista original e não traduzida pode ser conferida aqui

Vale lembrar que AURORA tem shows marcados no Brasil para MAIO, ou seja, no próximo mês! E claro, você não vai ficar de fora, né? A cantora passará por Belo Horizonte (16), Rio de Janeiro (17), São Paulo (18), Curitiba (22), e Porto Alegre (23).  Saiba mais clicando AQUI. Mal podemos esperar para cantar com toda a alma do mundo junto com a AURORA em terras brasileiras!

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AURORA estreará como diretora de videoclipes para a banda Evigheten! Postado por: Juliano Martins às 01:39

AURORA tem sua estreia como diretora!

Foto: @piviking | Instagram

Aurora Aksnes, mais conhecida apenas como AURORA, irá dirigir o seu primeiro vídeo musical a convite da banda Evigheten.

Nós achamos que seria incrivelmente legal se AURORA estreasse como diretora em uma de nossas músicas. Foi muito instrutivo trabalhar com ela. E ela foi habilidosa e profissional no papel de diretora“, escreveu a banda em uma mensagem para o jornal Bergen Tidende, o quinto maior jornal da Noruega e o maior jornal do país fora de Oslo.

Vale lembrar que a cantora participou em uma parcela da direção de seu último videoclipe lançado, “Animal”. 

AURORA irá dirigir o vídeo para a música Eksistensen que será lançado nessa primavera (outono no Brasil). A banda Evigheten consiste em, entre outros, Njål Paulsberg e Tonje Indrehus, e a banda recebeu, em muitas ocasiões, elogios em colunas do Bergen Tidende. A música “The Balance” foi mencionada pela Chef freelancer, consultora e escritora Alisa Larsen, como “sutil e completamente viciante”.

Clique AQUI para ler a matéria original em norueguês.

No dia 12 de abril, o clipe foi ao ar no Youtube. Você pode conferir abaixo:

Ah, e vale lembrar que em maio desse ano AURORA irá vir com a turnê do álbum “Infections Of A Different Kind” para o Brasil! Ela vai passar por Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre! E você comprar os ingressos clicando AQUI! Não vai querer ficar de fora, né?

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“A música pode salvar o mundo”, diz AURORA à Parvati Magazine Postado por: Juliano Martins às 15:14

Em recente entrevista publicada na Parvati Magazine, revista que apresenta novos líderes globais em artes, bem-estar, negócios e ecologia, AURORA falou sobre suas inspirações musicais, a produção do novo disco, e a importância da Noruega para sua música. Confira:

“AURORA Aksnes diz que a música pode salvar o mundo

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Foto: Zimbio. AURORA no palco durante o Coachella Music And Arts Festival no Empire Polo Field em 22 de abril de 2018 em Indio, Califórnia.

AURORA, nascida Aurora Aksnes, é uma personagem tão etéreo com um olhar eterno, que você poderia acreditar que ela emergiu em nosso mundo a partir de um conto de fadas, não da cidade costeira norueguesa de Bergen. Apaixonada, gentil, segura de si e com uma voz ritmicamente sonhadora e ressonantemente poderosa, ela defende o amor e a interconexão com seu novo álbum, “Infections of A Different Kind – Step I”. No diálogo especial deste mês, AURORA compartilha suas inspirações.

Parvati Magazine: Seu amor pela natureza é lindamente inserido no som e nas letras de seu novo álbum. Crescendo na Noruega, você sempre manteve essa consciência e apreço por seu entorno? Como as suas viagens e a turnê por tantas paisagens influenciaram sua visão de mundo e sua música?

AURORA: Eu amo o espaço e o silêncio que a Noruega me oferece. Eu não poderia viver sem isso. Quando criança, esse era o meu lugar mais solene. E ainda é. Minha música é uma maneira de eu traduzir toda a magia, as viagens emocionais e a auto-reflexão que alguém pode obter enquanto está na natureza em algo que você pode levar consigo para o mundo agitado.

Parvati: “Infections of A Different Kind – Step I” é escrito, executado e amplamente produzido por ninguém menos que você! Você assumiu esse esforço para manter seu som único intacto e permitir que sua personalidade plena brilhasse?

AURORA: Sim, absolutamente. Eu tive mais tempo agora para me descobrir mais como uma produtora. E tem sido uma viagem tão maravilhosa. Eu tive muitas pessoas boas que conheci no meu caminho. Algumas delas apenas coisas boas e algumas delas através de argumentos. Às vezes é mais fácil fazer as coisas sozinho. Felizmente, ao longo da minha jornada, encontrei boas pessoas para trabalhar. E estou muito feliz por isso.

Parvati:Queendom” é um hino poderoso que parece falar de desigualdade, seja de gênero ou orientação sexual. Essa música foi inspirada em lutas pessoais ou experiências passadas?

AURORA: Foi inspirada pelos meus fãs. Suas histórias e lutas. Movimentos políticos. Coisas acontecendo no Brasil, EUA, França… Eu só queria criar um lar para todos nós. Onde nós ignoramos todo mundo tentando matar o que é tão bonito e bom. Mas foca nas poucas pessoas que estão lutando pelo que acreditam.

Parvati: O coral extraordinário, instrumental e lirismo deste álbum é melodicamente etéreo, mas uma resposta feroz aos tempos difíceis. Por que essa música empoderadora é essencial hoje em dia?

AURORA: Eu realmente acho que a música pode salvar o mundo. É algo que todos podemos entender. Algo que todos nós sentimos. É como um instinto. A música fala com todos nós e é importante que as palavras digam algo. Porque estou convencida de que, em essência, a música é realmente uma ferramenta para ajudar. E eu realmente quero fazer parte disso.

Parvati: Quanto desse álbum foi impulsionado por conflitos políticos recentes? Estou pensando em músicas como “Churchyard” e “It Happened Quiet“. Era sua esperança ter esse álbum como uma voz para os outros?

AURORA: Estou realmente gostando do conceito de ser uma “voz para os sem voz” porque isso é uma coisa tão importante a fazer. E também espero enviar ideias para pessoas que possam se encontrar em relacionamentos abusivos sem nem mesmo saber. Muitas pessoas lá fora optam por não deixar as situações em que são maltratadas. Acontece em casa, no trabalho, na escola na política e na indústria da música.

Parvati: Seu ethos* compassivo irradia através de suas letras – expressando pensamentos sobre o amor próprio e a importância de as pessoas se ajudarem mutuamente. Seja no conforto de suas próprias casas ou na pista de dança com o remix vibrante de “Forgotten Love” de Claptone – para quem você espera dar força e encorajamento a este álbum?

AURORA: Para todos, claro. Todo mundo que precisa disso. Quem quer que você seja. Apenas como um lembrete de que você não está sozinho. Que você pode mudar o que não gosta e aceitar o que não pode mudar.

A vida é uma coisa estranha.”

*conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento (instituições, afazeres etc.) e da cultura (valores, ideias ou crenças), característicos de uma determinada coletividade, época ou região.

A matéria original pode ser lida clicando AQUI.

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“Minha geração é responsável por lidar com as desigualdades” – AURORA para a Harper’s Bazaar Postado por: Milena Carvalho às 19:10

Em entrevista para a revista Harper’s Baazar, AURORA fala novamente sobre cuidados com a natureza, como queria só ser uma cantora, do privilégio de conseguir ser ativista e o que mais ama e odeia nos humanos. Confira a tradução a seguir:

Aurora: guerreira norueguesa

Para Aurora, música é mais do que apenas hits. É por causa disso que suas canções são igualmente interessantes, assim como o que ela tem a dizer.

Você vive no nível mais alto. Dois anos atrás você tocou em mais de duzentos shows, no último, um pouco menos. Isso é provavelmente trabalho compulsivo?

“Realmente, o ano de 2016 foi tão intenso que eu não pude parar nesse momento. No entanto, com a minha atitude, o trabalho compulsivo é bastante improvável.”

Onde você consegue sua confidência?

“Eu quero que todas as pessoas que investem em um ingresso consigam o melhor desempenho de qualidade. Mesmo que minha música não alcance o registro emocional deles, pelo menos eles não ficarão desapontados com a qualidade da performance. Isso é importante porque eu recebo muito da minha interação com o público.”

O que essas interações te dão?

“Eu sou uma pessoa muito emocional. Quando eu vejo as pessoas dançando com minha música, acontece de eu chorar no palco. Eu também vejo lagrimas nos seus rostos quando eles cantam comigo. Existe uma honestidade incrível nisso – nós estamos em uma sala fechada e compartilhamos experiências uns com os outros. Experiência do limite do misticismo.”

Você consegue dormir depois de um show desses?

“Eu aprendi depois de muito tempo. Depois do show, sentei no bar do hotel e pedi uma cerveja gelada, que literalmente refrescou o corpo quente. Com o tempo, eu descobri que sou muito feliz. Eu sei que tenho que ter certeza de que as emoções não são apenas trabalhadas pelo público, mas também por mim. É por isso que estou ficando cada vez mais sozinha no estúdio, onde me sinto livre, consigo encontrar um equilíbrio entre o palco e a vida pessoal. Particularmente, eu me estabeleço metas pequenas.”

Quais metas?

“Por exemplo, não fique com fome. Eu estou procurando sair do estúdio cedo o suficiente para cozinhar o jantar. E não apenas qualquer comida, exatamente o que eu quero.”

Espera um minuto, você é uma estrela internacional e você que cozinha sua comida?

“Claro, eu não pretendo subordinar minha vida à fama e carreira. Eu nunca sonhei com isso, eu só queria ser uma cantora. Eu tenho muito mais e sofri um choque. Eu tive que me conhecer nesta nova situação, o que foi difícil porque, como eu digo, eu sou uma perfeccionista. Eu acredito que o artista é responsável pela qualidade de sua arte.”

Esta abordagem se deve ao fato de você ter nascido na Noruega? Aparentemente, as pessoas não são sedentas pelo sucesso lá?

“Isso é verdade. Embora exista muita pressão na escola norueguesa para aprender e definir metas ambiciosas, desde muito cedo, aprendemos que você não pode se sentir melhor do que os outros. Na Noruega, as pessoas não se desesperam porque alguém é melhor, eles não se exaltam. Eu gosto disso na nossa nação.”

No entanto, você mesma mencionou que objetivos pequenos são importantes para você. Talvez você tenha falta de ambição?

“Eu tenho grandes ambições – quero que as pessoas se sintam mais bonitas, ver quão complicada é a realidade que os cerca, quão bonita e suja é. Eu não posso imaginar que o que estou fazendo é apenas para entretenimento, embora eu nunca tenha escapado disso. O artista deve tocar e se mover e mudar o mundo, porque a arte tem esse poder de influenciar.”

Você já aprendeu sobre isso?

“No primeiro álbum, trabalhei em minhas próprias experiências, demônios domados. Eu cantei sobre eles, eu estava enfrentando eles. Descobri que isso também é próximo de outras pessoas. Eu tirei conclusões disso e no próximo álbum, eles não são apenas minhas histórias.”

Você foi inspirada pelas notícias do mundo?

“É difícil explicar como o mundo é complicado com a música, mas quero que as pessoas conheçam meu ponto de vista. Eu gostaria que o álbum que eu estou trabalhando mobilizasse eles para agir. Eu compartilho pensamentos com meus ouvintes, por exemplo, porque eu odeio as pessoas e o que eu amo nelas?”

Vamos começar com ódio.

“Eu fico mortificada que nós não nos importamos, apenas sobre nós mesmos, machucamos animais, jogamos lixo no oceano. Quando eu falo sobre isso e o ouvinte me interrompe, eu posso ficar muito puta. É fácil me chatear com ignorância. Estas são questões que devem nos interessar! Estamos inseparavelmente unidos com a natureza. A dor das árvores é minha dor, o sofrimento dos animais com o meu sofrimento, por que dou testemunho nas músicas. Claro, percebo que eu, uma jovem privilegiada da Noruega, posso facilmente ser ativista. Quando você precisa de ajuda e é difícil sobreviver, pensar no planeta vai para o segundo plano. É por isso que devemos cuidar dos outros. Eu tenho um problema com os ambientalistas que perdem a visão humana em sua luta pelo bem da Terra.”

E o que você ama nas pessoas?

“Pelo fato de que, apesar do risco de dor e sofrimento, nós nos apaixonamos, beijamos, choramos e rimos. A mãe natureza demonstrou ser um gênio, nos fazendo tão complicados e ao mesmo tempo tão simples. Quando eu leio uma resenha, em que o autor escreve que ele encontrou uma conexão com o meu álbum, sinto uma grande satisfação. Mas fico mais animada com as emoções causadas nos outros – Eu nem sei o quanto pessoas estranhas ao redor do mundo estão assistindo em estados de euforia ou emoção quando eu canto.”

O público reage da mesma forma em todos os lugares?

“Emoções são semelhantes, mas a forma de exibi-las é diferente. Se você me perguntar sobre um show que me abalou, eu falaria minha primeira visita à Polônia três anos atrás na Cracóvia. Com peças, as pessoas balançavam, acendendo seu isqueiro. Eu experimentei um choque. Eu senti como se o Cosmos tivesse se aberto para mim. Eu não consegui me recuperar depois dessa apresentação, fiquei estupefata. Antes, eu estava acostumada a tocar na frente dos noruegueses, que precisam de mais tempo para se abrir, só que no meio do show eles começam a tomar parte ativa nisso. Eu não sabia que era diferente com os poloneses. Adoro me apresentar em lugares onde ainda não estive.”

Onde você nunca se apresentaria?

“Por que eu deveria negar a alguém acesso à minha música?”

Por exemplo, para saber como as mulheres são tratadas em um determinado país?

“Eu não sou uma artista que pretende tocar apenas nos EUA e Grã-Bretanha, para gritar lá do palco, como é apoiada por mulheres em países onde ela não pôs os pés. Só porque uma mulher está sendo maltratada em um lugar, eu deveria ir lá e encorajá-la com minha música. Eu não julgo os habitantes de um determinado estado por quais direitos eles têm e quem os governa. Eu raramente vejo uma situação em que alguém realmente queira tratar mulheres pior que homens ou ganhar menos que elas.”

Você está levantando esses tópicos em shows?

“Muitas vezes. Eu acredito que minha geração é responsável por finalmente lidar com as desigualdades. Metade da população da Terra são mulheres. E elas realmente têm outros direitos e privilégios? Eu co-dirijo meus videoclipes e em cada um deles aparece a história de outra mulher. Nem é uma princesa, mas cada uma é um ser independente e não substanciada. Esta sou eu, esta é cada uma das mulheres que conheço e que encontro.”

 

 

Tradução por: Flávia Giuliana

Quer conferir a entrevista na língua original? Clica aqui  Curtiu a entrevista? Siga o Portal AURORA Brasil para saber o que AURORA anda fazendo, afinal tem álbum novo chegando. Não fique de fora! Facebook | Twitter Instagram

“Eu sou feminista porque sou mulher” diz AURORA em entrevista ao Independent Postado por: Milena Carvalho às 02:31

“Nenhuma das minhas músicas é sobre mim.”

Em entrevista para o site inglês Independent, AURORA falou sobre influências do novo álbum, Trump, inspirações musicais, relacionamentos e como Queendom” teve inspiração do BrasilAURORA está prestes a lançar seu segundo álbum e sair em turnê mundial a partir de outubro desse ano ainda. Ela já lançou os singles “Queendom”, “Queendom – Versão de Harpa” e “Forgotten Love”, que você pode ouvir em todas plataformas de streaming.

 

Artista norueguesa fala sobre viver nos bosques de Bergen e como temas de sexualidade influenciaram seu novo álbum. Em 2016, AURORA lançou seu álbum de estreia All My Demons Greeting Me As A Friend. Desde então, seus vocais glamourosos, lirismo sombrio e personalidade ensolarada conquistaram uma legião de fãs ao redor do mundo.

Foto por: Rune Vandvik

Após a turnê mundial do álbum ela compartilhou seu documentário, Nothing Is Eternal, que ofereceu insights sobre os arredores da floresta em sua cidade natal, Bergen. AURORA está se preparando para lançar seu segundo álbum. Dois singles, “Queendom” e “Forgotten Love“, abriram o caminho para sua nova era. Aqui ela nos conta como esse álbum ainda sem título será uma história das experiências do mundo – e não dela.

Oi Aurora, conte-nos o que mudou desde o lançamento do seu álbum de estréia.

“Bem, minha vida mudou muito nos últimos dois anos. O mundo que explorei mudou muito. Eu vi muitas paisagens diferentes durante as turnês, e é realmente inspirador ver o quão grande é o mundo. Eu quero explorar e experimentar diferentes partes da natureza, mas eu não gosto do deserto, sinto muito pelas plantas! Ou talvez eu goste disso… te deixa com sede de olhar para ele…”

Mas você ainda está morando em casa na floresta de Bergen. Você acha que algum dia vai se mudar para algum lugar como Los Angeles?

“Não! Eu amo a minha casa, é tão quieta. Você pode andar nu em seu jardim. Ninguém se importa quem você é, porque todo mundo conhece todo mundo. Eu me sinto parte disso, apenas outro galho.”

Agora você é uma artista reconhecida fora de sua cidade natal, seus vizinhos olham para você de maneira diferente?

“Eles olham para mim do mesmo jeito, mas com um certo tipo de orgulho, tipo “você conseguiu, bom trabalho!”. É como se eu fosse a filha de todos. É muito solidário de uma forma centrada. É estranho porque agora, depois de “Queendom“, é a primeira vez que sou reconhecida nas ruas da América. Isso é muito estranho. Eu não sei se gosto disso. Eu gosto das pessoas, mas não do conceito de ser conhecida.”

O que mais influenciou o novo álbum – você estava ouvindo algum outro artista?

“Bem, eu não tenho rádio, não tenho iTunes, não tenho Spotify. Eu só tenho alguns LPs em casa e alguns CDs. Eu não gosto de ouvir música quando estou fazendo coisas diferentes, viram só barulho. Eu gosto ouvir no trem no aeroporto, porque o outro barulho é pior. Mas eu realmente gosto da Enya, e eu realmente gosto do Underworld. 1992-2012 é o único álbum que eu conheço deles, mas eu gosto, é tipo techno – você pode ir a uma festa rave. Depois eu amo Leonard Cohen. Esses são os três artistas que eu escuto. E eu só tenho as mesmas músicas.”

E as influências políticas? “Queendom” foi o primeiro single do novo álbum – o que o inspirou? Parece que pode ser um hino feminista? Ou talvez um hino gay?

“”Queendom” é para todos que não foram respeitados. Eu sou feminista porque sou mulher, é tão fácil quanto isso. Mas a homossexualidade foi uma inspiração ainda maior para a música do que o feminismo. Foi depois que visitei o Brasil e alguns lugares onde percebi que o status político em torno do amor entre pessoas do mesmo sexo era muito ruim. Eu pensei: “Ok, o mundo é péssimo, então vou escrever essa música e criar um novo mundo para nós”.
Eu sou realmente apaixonada por isso. Agora eu tenho um namorado que é muito “viril” e tem mais barba do que qualquer pessoa que eu já vi. Mas eu tinha uma namorada antes disso, com quem eu estava por um ano. Eu só gosto de aproveitar o que está lá e gosto de explorar. Apenas ame tudo ao seu redor e você está amando a si mesmo.”

Você quer que esse álbum seja “político”? Muitos de seus fãs parecem ver você como um modelo.

“Sim, mas não de um jeito preto ou branco. “Isso ou aquilo, escolha um lado.” Minha única opinião política é que tudo deve ter respeito e ser aceito pelo que é. Eu acho que as pessoas gostam de ser passivas de vez em quando, é realmente cansativo ser humano. Mas é por isso que quero envolvê-lo na minha música. Muitas vezes eu acho que é feito de maneira errada, censurando as pessoas. É como se estivéssemos sendo lembrados de todas as coisas que não fizemos. Eu quero envolver as pessoas de uma maneira agradável, de uma maneira que apele primeiro ao coração e ao corpo.”

Então, aquela influência masculina obscura que vemos em novas músicas como “Churchyard” – você não está falando sobre Trump lá?

“Não exatamente. Mas ele é um valentão. Seu negócio é ser ultrajante. Você acha que ele sabe o que está fazendo? É assustador ver uma pessoa líder como ele, como seu discurso é o oposto de tudo pelo que todos lutaram antes dele. Isso prova a rapidez com que um grande grupo de humanos pode simplesmente mudar se alguém alimenta sua raiva e medo. É muito assustador.”

Você acha que os jovens podem lutar contra pessoas como ele? Como você diz em “Queendom” – “somos todos guerreiros”, não somos?

“Sim! Nenhuma das minhas músicas é sobre mim (apenas “Lucky” e “Runaway” do primeiro álbum) ou minhas próprias experiências, mas tudo são experiências do mundo. “Churchyard” é como o conceito de alguém maior usando seu poder de maneira errada, isso acontece o tempo todo na política, com crianças, mulheres. Eu queria que as músicas parecessem poderosas – como no final de “Churchyard”, ela volta para assombrá-lo.”

Então você está certo de que sua geração ainda tem muita esperança?

“Eu acho que eles vão fazer muito. Estamos cada vez mais unidos e tudo funciona melhor quando estamos unidos. É bom ver as pessoas começarem a questionar cada vez mais as coisas, porque é tão fácil acompanhar o que já está acontecendo. Eu acho que também é perigoso porque nos comparamos muito com tudo que vemos. É importante entender o equilíbrio. Via mídia social, estamos aprendendo sobre o mundo, mas também nos mantendo longe do mundo.”

Tradução: Flávia Giuliana

Não dá orgulho em ser fã dessa mulher? Caso queira conferir a entrevista em inglês clica aqui e não deixe de seguir o Portal AURORA Brasil nas redes sociais! Saiba tudo o que AURORA anda falando e as novidades sobre o segundo álbum: Facebook | Twitter Instagram

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