Sua fonte OFICIAL sobre a cantora AURORA no Brasil.
Onde a mágica acontece Postado por: Marina Vinhas às 17:29

Aurora é conhecida no Reino Unido por sua interpretação emocional do hino tocante de Oasis de 1994, Half The World Away, o qual foi escolhido como trilha sonora para o comercial de Natal do John Lewis em dezembro de 2015. Por mais bonito que seja, tem muito mais dessa peculiar cantora norueguesa que só isso. Ela começou a escrever seu próprio material muito jovem, e agora tem um repertório com mais de 100 músicas: “Algumas delas eu odeio, algumas não são boas, e outras eu realmente amo.” ela disse, com um sorriso, enquanto nós sentávamos no Shepard’s Bush Empire. Ela lotou esse local icônico essa noite, mas você nunca saberia disso – ela é tão humilde quanto é adorável… Então isso fez ela muito humilde com certeza.


“É mágico, sonhador, e bonito, mas também duro e feio às vezes!”

Aurora disse para mim que ela vem trabalhando com estudantes na British and Irish Modern Music Institute (BIMM) recentemente; eles queriam falar com ela sobre várias coisas, ela disse: ser jovem na indústria, seu processo de composição, e como ela foi em quebrar isso internacionalmente.

Então eles roubaram todos minhas perguntas, então? Ok, então qual foi a primeira música que você já escreveu?

“[risos] Eles não me perguntaram isso! Bem, foi no meu quarto; Eu era uma espiã musical secreta por muitos anos até alguém saber que eu escrevia ou podia cantar, sabe. Eu tinha mais ou menos nove anos,” ela explica. “Eu acho que foi provavelmente muito ruim, a música, e eu toquei ela no violão, mesmo eu sendo uma boa pianista, não boa no violão. Mas eu era uma grande fã do Leonard Cohen, então eu queria escrever ela em inglês, e no violão, eu acho.”

Aurora tem uma voz boa sem esforço, e seu som é muito ambiente, mas com alguns toques percussivos e eletrônicos. Eu perguntei a ela o quanto ela é envolvida com a produção da música. Muito, aparentemente.

“Eu colaboro com o Magnus, que toca bateria na banda; eu estou muito envolvida na gravação e nos elementos ao vivo da minha música; ao vivo não é completamente diferente, o coro principal está lá – que sou eu, eu acho – mas é legal que todos na minha banda possam cantar, exceto pelo meu sintetizador, e isso é muito importante para mim, já que eu não gosto de muitas faixas de apoio, especialmente nos vocais,”Aurora explica, levemente.” Sempre foi minha meta ser boa, mágica e interessante, também; e eu tento em alguns lugares fazer o show ao vivo mais simples e aberto que o álbum, mas às vezes nós damos ainda mais som, e nós focamos na energia. Eu quero que nós tenhamos diversão enquanto estamos nos palco, que isso deveria ser apenas sobre boas energias.”

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Falando em energia e ser aberto no palco, foi uma mudança na marca do microfone que realmente mudou o jogo para Aurora. Ela e sua banda inteira estão usando DPA d:factos, que trouxe um novo elemento para o show.

“Eu realmente gosto do microfone DPA,” Aurora admite. “Eu não sei… [pausa] Ele abre mais o som, se isso faz sentido? Faz tudo soar tão claro, o que eu acho que meu som precisa ao vivo; é muito puro, distinto e nítido; tem muita claridade no som do microfone, o que com certeza significa que o som nos meus fones é muito claro, também. Eu lembro do tempo antes da gente ter os fones e o d:facto – Eu costumava ter que gritar muito alto para ouvir alguma coisa nos monitores, então essa mudança fez uma grande diferença; eu posso ouvir tudo claramente, e isso também significa que eu posso focar em adicionar coisas especiais nas performances, isso é adorável.”

A conversa se volta para as várias cenas musicais europeias, e como todos nós percebemos diferentes estilos de musica de uma forma diferente. Mas quando vem a isso, Aurora acha que é tudo sobre momentos de mágica musical.

“Na Noruega, nós nos abrimos para o que vem dos EUA e Reino Unido, mas eu acho que em algum lugar nesse planeta, as pessoas abriram seus olhos para algo novo – um artista, ou uma voz que eles gostem – e isso os toca de uma maneira especial, o que a música pode fazer algumas vezes,”ela fala. “É a mágica na música; e música é uma daquelas coisas básicas, como amor, toque, e fome, e tristeza; isso nos toca de maneiras primitivas, e também de maneiras complicadas, mas é tão humano. Eu sinto como se fosse bom e real, então as pessoas entendem. Não importa de onde vem.”

Ajuda ter uma força de algum lugar, Aurora admite, como dar entrevista e shows na TV, mas quando você tem aquela única oportunidade que abre uma porta, você toma ela. Isso leva a conversa até aquela excelente interpretação de Half The World Away, do Oasis, que ela cantou para o comercial de Natal do John Lewis ano passado.

“Eu não escolhi aquela música, mas a equipe do John Lewis a escolheu; muitos artistas foram chamados, e eu não tinha a escutado antes na verdade, mas eu gostei quando a ouvi.” Aurora lembra. “Letra legal, ele é um bom compositor, né? [sorrindo] Eu não sou uma grande fã de Oasis, mas eu definitivamente entendo o que as pessoas vêem neles; eu gosto da alma deles, com certeza.”

Depois do sucesso da campanha, Aurora e sua equipe viram rápido um acréscimo em suas visualizações online. Não é algo que ela se importa muito, e ela confessa que não sabe quantas visualizações ela tem agora, mas isso definitivamente abriu portas.

“Nosso país número um em visualizações de repente foi Inglaterra, então isso fez um grande impacto, e muitas pessoas me encontraram através daquela música; com sorte, eles gostaram da minha música depois de ouvirem aquilo,”ela sorri. “Eu não tenho a necessidade de todos me conhecerem – nem um pouco – mas eu acho confortante que alguns aí fora conhecem.”

E esgotar o Shepherd’s Bush Empire, fala por si, especialmente considerando que a carreira dessa artista jovem está começando.

“Sabe, ninguém faz música nova, quando estamos todos afetados por algo,” ela fala, muito espiritualmente. “Minha maior influência é Enya; eu a ouvi essa manhã. Eu amo ela! Ela me faz continuar. Eu amo a maneira que ela usa tantos vocais, e também partes para percussão e sintetizador. Vocalmente, eu sou muito influenciada por isso. Mas então eu amo The Chemical Brothers, também; e eu também adoro um pouco de metal e música folk! Eu também gosto daquela vibe eletrônica; e Enya tem um pouco desses sons também, embora seja sua voz principalmente. Para mim, é importante que seja mágico, sonhador e bonito, mas também seja um pouco desagradável e feio às vezes.”⁠⁠⁠⁠

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Ótima no piano, certamente boa no violão… Mas eu entendo o sentimento da Aurora experimentando outros tipos de instrumento, dando o som amplo e elementos eletrônicos experimentais em sua música…

“Ah, absolutamente! Eu acabei de comprar uma harpa, em fato,” ele disse.

Espere, esse não o instrumento mais difícil no mundo de tocar?

“É? Eu tive muitas lições online antes de eu conseguir a harpa, o que não faz nenhum sentido na verdade, mas eu sei tudo sobre isso, e eu ensaiei em uma harpa imaginária, o que soa ótimo [sorrindo]. Depois eu comprei uma nova algumas semanas atrás. Eu queria trazê-la nessa turnê, mas era muito grande. Eu mal espero para tocar ela direito. Eu achei ela fácil pois ela é construída da mesma forma que um piano, e apesar de que não toco músicas muito complexas ainda, eu posso me acompanhar com bastante facilidade. Eu devo ter um tocador de harpa no fundo do meu coração que quer acordar!”

Claramente! Enquanto íamos para a checagem de som, Aurora admite que não pode acreditar que está onde está, considerando que a vida musical era tão diferente a apenas 12 meses atrás. Ela me conta que tem que assistir [o filme] O Fantástico Sr. Raposo antes do show – aparentemente um favorito – e nós nos despedimos por agora.

Gerente de turnê da Aurora desde Abril, Tomin Tollefson, no qual eu vejo colocando microfones ao redor de um set de bateria meio que parece ser Ringo: snare, pequeno tom, grande tom, par de pratos. Ele disse a mim que devido ao ambiente da Aurora, sons eletrônicos, e seu tempo (termo musical) baixo, ele tenta fazer as partes mais leves soarem muito boas.

“Essa noite, Aurora tocou 2 músicas totalmente acústicas, com um tempo muito baixo, e o resto da banda deixa o palco; eu posso falar a você agora que a audiência estará em um silêncio mortal para isso,” ele sorri. “Depois ela vai trocar para uma ou duas faixas de tempo alto, onde o baterista e o tocador de violão irão fazer sua parte.”

O baterista, Magnus, é muito minimalista, Tollefson diz – e isso é uma coisa boa:

“Ele está até trabalhando em se livrar de seu pad eletrônico; e ele não quer um tom de segundo andar, ou nada parecido com isso; ele não bate na bateria, ele toca a bateria, e ele é um tocador por causa disso.”

Confortante de se ouvir, com certeza – como são os vocais angelicais da Aurora, especialmente quando cantados através de ser confiável DPA d:facto. Como ela me disse mais cedo, todos seus cantores estão no d:factos, e Tollefson concorda que isso mudou o jogo, por assim dizendo.

“Os microfones fizeram uma diferença importante, e queremos ir sem cabos [com d:facto] em breve, como a Aurora gosta de agitar o palco realmente. Acredite ou não, nós fizemos 40 festivais esse verão, estão tem sido um grande passo para ela, e ela está tomada por isso muito bem,” ele diz, incluindo que ela emprega 8 pessoas por agora, então ‘teve que crescer rápido na indústria’. Crédito a ela por isso.

“Eu sou agora gerente de turnê, engenheiro de monitor e backline; e eu dirijo se eu precisar! [risos] No Glastonbury, nós chegamos no palco apenas 40 minutos antes da hora do palco, então todo mundo reforçou e colocou suas próprias coisas juntas, e nós estávamos no tempo, o que fui muito legal.”

Então a vibe da equipe é tão relaxante quanto a música?

“[sorriso] É, [engenheiro FOH] Paul [Vikingstad] está com os microfones e cabos, eu estou com a backline (base), e conseguimos aprontar tudo em menos de uma hora,” ele diz, com um sorriso.

No palco, é tudo sobre a vibe, atualmente, como a Aurora expressa as letras tão bem com apenas o microfone em mãos, Vikingstad me diz. Ele vem mixando para Aurora por 2 anos e meio, em quais ele vem passando por ‘muitos contínuos avanços.’

“Desde o início, Aurora tem sido muito aberta, e ela ouve. Ela também está acostumada a trabalhar no estúdio com diversos microfones, mas eu lembro quando eu apresentei a ela o DPA d:facto, teve um olhar muito surpreso em seu rosto… A primeira vez que ela tentou, ela estava como, ‘Como isso é possível?’; e agora temos DPAs em toda parte; é um grande passo [no áudio] sem ter que fazer nada realmente, o que é ótimo.”

Nós observamos o kit de bateria juntos, e eu nunca vi um overhead (microfone na bateria) igual aquele – tem ‘underheads’, no entanto:

“É, eu gosto de chamar elas de underheads, como ela faz o kit de bateria se destacar mais; eu tenho um DPA 2011C apoiado abaixo da batida aqui, uma para a direita da condução, também pegando a outra batida; e depois um outro no hi-hats, com mais dois na snare – topo e fundo. Nós também temos uma no pedal; eu estava surpreso de quão bom ele funciona, mas é muito musical; não tem nenhum daqueles pré-marcado EQ que você tem nos microfones do pedal. Depois nós temos um [DPA]4099 no grande tom porque é muito direto, e não tem feedback; também, eu uso tons de final baixo e baixo retorno em meus verbos, ainda isso nunca sai de controle.”

Nessa noite, o set da Aurora foi de tirar o fôlego, tanto vocalmente quanto sonoramente, e a plateia estava aqui não apenas para ouvir, mas para sentir; e eu não posso evitar de pensar que é exatamente isso o que essa talentosa cantora queria ter tido.⁠⁠⁠⁠

Palavras: Paul Watson / Fotos: Natasja de Vries


Você pode ver a edição online aqui.

Tradução: Brenda Dassa – Equipe PABR

Revisão: Marina Vinhas – Equipe PABR

TRADUÇÃO: “Coup De Main Magazine” entrevista AURORA Postado por: Carlos Alexandre Souza Eduardo às 14:28

Uma das mais conceituadas revistas neozelandesas, Coup De Main, publicou no último dia 12 (de Abril de 2016) a entrevista que realizou por telefone com AURORA. Nessa entrevista AURORA fala sobre alguns trechos de músicas que fazem parte do “All My Demons Greeting Me As A Friend”, conta de onde surgiu a inspiração para a capa do álbum, sobre o processo de composição e mais. Confira a tradução:

ENTREVISTA: AURORA sobre seu álbum de estreia, “All My Demons Greeting Me As A Friend”.


Um álbum de estreia é sempre um marco importante na carreira de qualquer artista, não mais do que AURORA, em que o álbum “All My Demons Greeting Me As A Friend” é uma verdadeira jornada em sua mente e alma.

Nascida naturalmente uma compositora, Aurora nasceu numa cidade no interior da Noruega, e foi de aprender musica clássica para compor seu próprio material numa questão de anos. Ela escreveu a música “Runaway” quando tinha apenas 12 anos e suas habilidades de escrita apenas cresceram desde então. O álbum evidencia suas inteligentes observações líricas sobre a vida, fazendo notas que são universalmente compreensíveis.

Nós falamos recentemente com Aurora pelo telefone sobre o álbum, experimentar tristeza, seu amor pela natureza e mais…

COUP DE MAIN: “I Went Too Far” é uma de minhas músicas preferidas do álbum, o sentimento realmente aparece verdadeiro para todo mundo, eu sinto. Eu amo o verso “I tried to reach for another soul/ So I can feel whole” (Eu tentei alcançar outra alma/ Então eu posso me sentir inteira). Você acha que é perigoso se depender de alguém inteiramente para a felicidade de si mesmo?

AURORA: Eu definitivamente acho que sim. Eu acho que uma das coisas mais a se fazer na vida é saber o quando valioso você é em você mesmo e quanto poder você tem de fazer a si mesmo feliz. É muito importante aprender a nadar e não apenas para ser segurado por alguém, você tem nais probabilidade de sobreviver nesse grande oceano que chamamos de vida (risos).

CDM: Foi esse verso de “Home” “Wrapped insed a cocoon made of flesh and bones/ Doesn’t really matter where you come from” (Enrolada dentro desse casulo feito de carne e osso/ Não importa de onde veio) que inspirou a capa do álbum? Foi esse verso que ficou com você para transferir para a capa do seu corpo de trabalho?

AURORA: Foi sim, você foi bem inteligente, na verdade. Esse verso inspirou mesmo a capa do álbum bastante. Eu acho que quando nascemos, nascemos nesse mundo e nos tornamos humanos e aprendemos como trabalhar nessa sociedade, o que é um tanto complicado esses dias. É quase como se quando estamos vivos, é como se estivéssemos num casulo. Além disso, haverá mais — estou apenas imaginando a vida sendo como um casulo, você trabalha pra se tornar você mesmo mais e mais cada dia, o mais que se torna, porque é isso que envelhecer é, é se tornar mais a pessoa que você deve ser. Você aprende e você cresce, e essa é uma bela imagem.

CDM: Em “Runaway” você canta “I’ve been sorrow on the farest place on my shelf” (Eu estive colocando sofrimento no lugar mais longe na minha estante). Você acha que é parte da natureza humana naturalmente esconder ou evitar confronto com a tristeza?

AURORA: Oh, sim, com certeza. É muito mais fácil virar o rosto, como fazemos com muitas coisas hoje que são desconfortáveis e tristes que acontecem no mundo, nós tendemos a apenas fingir que não está lá, ao invés de perceber que podemos nos ajudar e ajudar o mundo ao reconhecer que isso é um problema. É muito importante ser honesto com você mesmo e eu acho que é bem saudável chorar. Todas as vezes que estou triste eu apenas penso “ok, então agora eu estou triste. Um dia isso vai embora. Não ficarei triste pra sempre. Está tudo bem em estar triste agora”. Eu tendo chorar e sentir, porque quanto mais você toca suas feridas, mais você se acostuma com a sensação, isso se torna menos assustador. E deve ser horrível estar assustado por algo tão natural quanto tristeza, é importante abraçar todos os lados da vida.

CDM: É uma emoção tão universal, todo mundo fica triste. É louco pensar que você pode tentar evitar isso.

AURORA: Oh sim, é louco. Mas nós somos criaturas estanhas, não somos?

CDM: O álbum lida com muitas emoções, relacionado com o escapismo, santuário interior, depressão e mais. O que você acha que é a emoção humana mais forte?

AURORA: Eu acho que o amor. Acho que humanos são naturalmente egoístas de alguma forma, porque temos o instinto de sobreviver e cuidar de nós mesmos. Não é antes de amar alguém que esquecemos esse instinto básico que tivemos por milhares de anos. É estranho como amar alguém pode fazer você querer sacrificar tudo que tem por essa pessoa. Essa é definitivamente uma força na sociedade que nos faz esquecer do egoísmo. É a coisa mais pura no mundo e também é muito poderosa e forte.

CDM: Sua música e imagem tem um forte relacionamento com a natureza. Isso era algo que sempre soube que aconteceria com sua música? O que sobre a natureza você acha que cabe tão bem no seu trabalho?

AURORA: Bem, eu moro na Noruega no interior. Desde a idade de três anos que eu estava sempre ao ar livre, correndo na floresta, deitando na grama. Eu só estive bastante na natureza, estou acostumada a não usar sapatos, a colher mirtilos selvagens e a escalar árvores. Eu apenas amo a natureza, é como um grande playground e cheira bem, cheira a frescor. Todos os insetos minúsculos te fazem sentir tão grande. Também te lembra o quão pequenos somos comparados ao mundo e o universo. Só estar na natureza abre sua mente, porque você não tem todo esse barulho das cidades e a energia de mais ninguém pode te afetar, é só você. Eu não sei, é do realmente mágico, é estar onde devemos estar, porque somos originalmente muito amarrados a natureza. Não podemos sobreviver sem isso, é muito importante para nós.

CDM: Não consigo acreditar que você escreveu “Runaway” quando tinha apenas 12 anos, isso é incrível. Como o seu processo de composição funciona – você costuma começar com a letra e então a transforma em uma melodia ou ao contrário?

AURORA: (risos) Bem, eu acho que o processo é muito diferente todas as vezes. As vezes eu faço essas coisas relaxantes, como dormir ou tomar um banho ou sentar num carro, é sempre daí que as ideias vêm. Talvez isso pode ser a ideia de uma letra ou só uma linha melódica, ou uma cena, e eu penso “oh, eu tenho que escrever uma música sobre isso ou aquilo”. É muito diferente toda vez, sempre é originado dessa pequena ideia que vem do nada. Se eu tenho um piano próximo eu vou até ele e começo a tocar e fazer uma melodia e aí a letra vem depois. Na maior parte do tempo agora eu estou viajando todos os dias, e não tenho os músculos ou qualquer coisa para carregar um piano comigo, então estou escrevendo as letras primeiro e aí posso adicionar as melodias na próxima vez que tiver um instrumento por perto.

CDM: A produção de “Murder Song” é incrível, e é algo que você está bem envolvida. O que você acha desse processo comparado com a escrita?

AURORA: Eu amo escrever músicas. É muito tranquilizador e é como uma coisa criativa que não pode ser tirada de você. É o sentimento mais maravilhoso, é como ter um filho, mas um pouco menos doloroso (risos), felizmente para os compositores. É um sentimento tão mágico, escrever uma música. Você fica tão satisfeito em seu cérebro e em seu coração, e em seus ouvidos. E aí você vai para o estúdio, para transformar a criança em uma pessoa real com um corpo, e um som, e uma aparência, com uma personalidade. Eu sinto como se estivesse indo a loucura (no estúdio) porque você tem todas essas ideias e você tem que tentar encaixá-las em uma música, é quase estressante, porque você tem que passar todas elas para o papel antes de esquecer. Amo estar no estúdio, parece fogos de artifício. Mas é muito estranho estar no estúdio quando se tem muitas pessoas esperando canções, esperando que estas sejam algo que muitas pessoas vão gostar ou que vão encaixar nas rádios, isso é uma coisa muito estranha, ter que adaptar ao que as pessoas pensam. Mas eu penso que quanto mais você cresce e mais velho você fica, mais sábio e forte você fica… um dia vou fazer só o que quero. Acho que sempre vou ouvir as pessoas, porque elas tem muitas coisas maravilhosas para dizer, e ideias maravilhosas e capacidades que são ótimas, mas quando eu realmente me ouço, o que farei mais e mais, fica mágico estar num estúdio e produzir, é realmente uma coisa legal. Eu amo isso.

CDM: Sua música tem umas das harmonias mais interessantes que já ouvi na música pop. Quando você coloca os vocais, como vai para criar harmonias que são interessantes para se ouvir?

AURORA: Oh, bem, não tenho ideia! Faço isso bem naturalmente. Quando ouço uma música no rádio eu sempre tento adicionar uma melodia, e uma harmonia ou alguma coisa. Não tenho de onde isso vem, parece que eu já posso ouvir todas as harmonias, só tenho que encontrá-las. Elas estão lá, e elas precisam estar lá, é muito estranho. É instinto, quase – obviamente eu ouço que tem que ter cinco harmonias, só tenho que encontrá-las. Eu amo harmonias, eu amo usar a voz, é muito bom.

CDM: Você fez um belo cover de “Life On Mars” do David Bowie, que foi usado em um episódio de ‘Girls’. Você fez ficar bem único. Você sente uma pressão por fazer um cover de uma música tão icônica?

AURORA: Bem, é sempre um pouco assustador fazer um cover, porque os fãs realmente leais não gostam de suas músicas preferidas sendo tocadas por outros artistas, especialmente se a canção toca nas rádios e eles tem que ouvir o tempo todo. Eu sou desse jeito também, se alguém faz cover de Björk ou Bob Dylan eu sempre prefiro o original. Eu gosto mesmo de “Life On Mars” e eu amo David Bowie e sua arte. Eu só gosto da experiência de cantar essa música, estive fazendo ao vivo por quase dois anos, é uma parte do meu setlist por um bom tempo – e só a experiência por si mesma em fazer a música é tão incrível, que se todo mundo odiasse eu ia continuar fazendo. É bom. É uma música tão boa, é muito satisfatório de cantar.

CDM: Finalmente, quando podemos esperar para te ver fazendo um show na Nova Zelândia?

AURORA: Eu definitivamente vou, um dia! Eu realmente quero ir, e eu quero ver todos os lugares onde foram filmadas as cenas de ‘Senhor dos Anéis‘. Mas eu espero, eu acho que ouvi falar de ir aí durante o inverno ou outono desse ano. E se não esse ano, então será pela primavera do ano que vem. Seria tão legal!

O debut álbum de AURORA “All My Demons Greeting Me As A Friend” está disponível agora – Clique AQUI para fazer o dowload via iTunes.
Assista ao clipe de “Conqueror” abaixo…

Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

Tradução por Jéssica Cardoso (Equipe PABR)

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