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“Eu sou feminista porque sou mulher” diz AURORA em entrevista ao Independent Postado por: Milena Carvalho às 02:31

“Nenhuma das minhas músicas é sobre mim.”

Em entrevista para o site inglês Independent, AURORA falou sobre influências do novo álbum, Trump, inspirações musicais, relacionamentos e como Queendom” teve inspiração do BrasilAURORA está prestes a lançar seu segundo álbum e sair em turnê mundial a partir de outubro desse ano ainda. Ela já lançou os singles “Queendom”, “Queendom – Versão de Harpa” e “Forgotten Love”, que você pode ouvir em todas plataformas de streaming.

 

Artista norueguesa fala sobre viver nos bosques de Bergen e como temas de sexualidade influenciaram seu novo álbum. Em 2016, AURORA lançou seu álbum de estreia All My Demons Greeting Me As A Friend. Desde então, seus vocais glamourosos, lirismo sombrio e personalidade ensolarada conquistaram uma legião de fãs ao redor do mundo.

Foto por: Rune Vandvik

Após a turnê mundial do álbum ela compartilhou seu documentário, Nothing Is Eternal, que ofereceu insights sobre os arredores da floresta em sua cidade natal, Bergen. AURORA está se preparando para lançar seu segundo álbum. Dois singles, “Queendom” e “Forgotten Love“, abriram o caminho para sua nova era. Aqui ela nos conta como esse álbum ainda sem título será uma história das experiências do mundo – e não dela.

Oi Aurora, conte-nos o que mudou desde o lançamento do seu álbum de estréia.

“Bem, minha vida mudou muito nos últimos dois anos. O mundo que explorei mudou muito. Eu vi muitas paisagens diferentes durante as turnês, e é realmente inspirador ver o quão grande é o mundo. Eu quero explorar e experimentar diferentes partes da natureza, mas eu não gosto do deserto, sinto muito pelas plantas! Ou talvez eu goste disso… te deixa com sede de olhar para ele…”

Mas você ainda está morando em casa na floresta de Bergen. Você acha que algum dia vai se mudar para algum lugar como Los Angeles?

“Não! Eu amo a minha casa, é tão quieta. Você pode andar nu em seu jardim. Ninguém se importa quem você é, porque todo mundo conhece todo mundo. Eu me sinto parte disso, apenas outro galho.”

Agora você é uma artista reconhecida fora de sua cidade natal, seus vizinhos olham para você de maneira diferente?

“Eles olham para mim do mesmo jeito, mas com um certo tipo de orgulho, tipo “você conseguiu, bom trabalho!”. É como se eu fosse a filha de todos. É muito solidário de uma forma centrada. É estranho porque agora, depois de “Queendom“, é a primeira vez que sou reconhecida nas ruas da América. Isso é muito estranho. Eu não sei se gosto disso. Eu gosto das pessoas, mas não do conceito de ser conhecida.”

O que mais influenciou o novo álbum – você estava ouvindo algum outro artista?

“Bem, eu não tenho rádio, não tenho iTunes, não tenho Spotify. Eu só tenho alguns LPs em casa e alguns CDs. Eu não gosto de ouvir música quando estou fazendo coisas diferentes, viram só barulho. Eu gosto ouvir no trem no aeroporto, porque o outro barulho é pior. Mas eu realmente gosto da Enya, e eu realmente gosto do Underworld. 1992-2012 é o único álbum que eu conheço deles, mas eu gosto, é tipo techno – você pode ir a uma festa rave. Depois eu amo Leonard Cohen. Esses são os três artistas que eu escuto. E eu só tenho as mesmas músicas.”

E as influências políticas? “Queendom” foi o primeiro single do novo álbum – o que o inspirou? Parece que pode ser um hino feminista? Ou talvez um hino gay?

“”Queendom” é para todos que não foram respeitados. Eu sou feminista porque sou mulher, é tão fácil quanto isso. Mas a homossexualidade foi uma inspiração ainda maior para a música do que o feminismo. Foi depois que visitei o Brasil e alguns lugares onde percebi que o status político em torno do amor entre pessoas do mesmo sexo era muito ruim. Eu pensei: “Ok, o mundo é péssimo, então vou escrever essa música e criar um novo mundo para nós”.
Eu sou realmente apaixonada por isso. Agora eu tenho um namorado que é muito “viril” e tem mais barba do que qualquer pessoa que eu já vi. Mas eu tinha uma namorada antes disso, com quem eu estava por um ano. Eu só gosto de aproveitar o que está lá e gosto de explorar. Apenas ame tudo ao seu redor e você está amando a si mesmo.”

Você quer que esse álbum seja “político”? Muitos de seus fãs parecem ver você como um modelo.

“Sim, mas não de um jeito preto ou branco. “Isso ou aquilo, escolha um lado.” Minha única opinião política é que tudo deve ter respeito e ser aceito pelo que é. Eu acho que as pessoas gostam de ser passivas de vez em quando, é realmente cansativo ser humano. Mas é por isso que quero envolvê-lo na minha música. Muitas vezes eu acho que é feito de maneira errada, censurando as pessoas. É como se estivéssemos sendo lembrados de todas as coisas que não fizemos. Eu quero envolver as pessoas de uma maneira agradável, de uma maneira que apele primeiro ao coração e ao corpo.”

Então, aquela influência masculina obscura que vemos em novas músicas como “Churchyard” – você não está falando sobre Trump lá?

“Não exatamente. Mas ele é um valentão. Seu negócio é ser ultrajante. Você acha que ele sabe o que está fazendo? É assustador ver uma pessoa líder como ele, como seu discurso é o oposto de tudo pelo que todos lutaram antes dele. Isso prova a rapidez com que um grande grupo de humanos pode simplesmente mudar se alguém alimenta sua raiva e medo. É muito assustador.”

Você acha que os jovens podem lutar contra pessoas como ele? Como você diz em “Queendom” – “somos todos guerreiros”, não somos?

“Sim! Nenhuma das minhas músicas é sobre mim (apenas “Lucky” e “Runaway” do primeiro álbum) ou minhas próprias experiências, mas tudo são experiências do mundo. “Churchyard” é como o conceito de alguém maior usando seu poder de maneira errada, isso acontece o tempo todo na política, com crianças, mulheres. Eu queria que as músicas parecessem poderosas – como no final de “Churchyard”, ela volta para assombrá-lo.”

Então você está certo de que sua geração ainda tem muita esperança?

“Eu acho que eles vão fazer muito. Estamos cada vez mais unidos e tudo funciona melhor quando estamos unidos. É bom ver as pessoas começarem a questionar cada vez mais as coisas, porque é tão fácil acompanhar o que já está acontecendo. Eu acho que também é perigoso porque nos comparamos muito com tudo que vemos. É importante entender o equilíbrio. Via mídia social, estamos aprendendo sobre o mundo, mas também nos mantendo longe do mundo.”

Tradução: Flávia Giuliana

Não dá orgulho em ser fã dessa mulher? Caso queira conferir a entrevista em inglês clica aqui e não deixe de seguir o Portal AURORA Brasil nas redes sociais! Saiba tudo o que AURORA anda falando e as novidades sobre o segundo álbum: Facebook | Twitter Instagram

AURORA lança o segundo single: Ouça ‘Forgotten Love’! Postado por: Milena Carvalho às 12:08
A espera acabou!
Intitulada de Forgotten Love, a nova música da AURORA foi lançada hoje nas redes oficiais da cantora, e, ao contrário de Queendom, sem um videoclipe. Vale lembrar, no entanto, que a cantora já havia apresentado o trabalho em uma live para a Billboard. 

Com um estilo musical bem diferente das músicas do primeiro álbum, All My Demons Greeting Me As A Friend, a canção carrega uma sonoridade mais dançante. Além disso, a música dá continuidade à espera do novo disco da cantora previsto para os próximos meses, mas sem nome ou data divulgadas.

Não podendo ser mais completa possível, a artista pintou a capa do próprio single:

“Às vezes, carregar memórias muito perto pode nos impedir de vivermos nossas vidas ao máximo. Como Dumbledore diz: “Não vale a pena viver sonhando e se esquecer de viver”. Ouça ‘Forgotten Love’ aqui: Aurora.lnk.to/ForgottenLoveTW

Queendom e Forgotten Love fazem parte do 2º álbum de AURORA. Ouça a versão de estúdio e confira a tradução da letra original:

LETRA:

Can you tell if I’m cold?
If I’m out of daydreams?
If I lose what is loved
Will a new love await me?
I am touched by wonder
When I am blind in the darkBut you drown me in daylight
Don’t swim with me darling
I prefer the sun of you
When you are away, away
(Teardrops are the corpses of a sweet goodbye)

If I am left with a rose in my hand
Let it die
It’s the beauty in forgotten love
And I don’t care if you don’t understand why I cry
It’s the beauty in forgotten love

I forget how emotions dance
When they aren’t inside of me
I forget how the sun feels
When she isn’t around me
And my dreams become sweeter
When something is missing
I’m in love with the hunt itself
It makes me feel alive, alive

If I am left with a rose in my hand
Let it die
It’s the beauty in forgotten love
And I don’t care if you don’t understand why I cry
It’s the beauty in forgotten love

Hun går
Ölessu
Hun går ferilisseræna féressu
Hun går férilisserana irsser
Ruriguere
Ruriguere
Lissiræna hun går
Fearless Enough
Fearless Enough

I release my body
And there is no ghost of you inside my mind
I am moving on and thank God you let me try
You are the reason I can dance
Within the fire of goodbyes, of goodbyes
I can lie in the dark room
Without the feeling that I’m lonely
Oh, (it’s the beauty in forgotten love) oh

If I am left with a rose in my hand
Let it die
It’s the beauty in forgotten love
And I don’t care if you don’t understand why I cry
It’s the beauty in forgotten love
Oh (it’s the beauty in forgotten love)
Oh, oh (it’s the beauty in forgotten love)
Ah

TRADUÇÃO:
Amor esquecido
Você pode dizer se eu estou com frio?
Se eu estou fora de devaneios?
Se eu perder o que é amado
Um novo amor vai me aguardar?
Eu sou tocado pela imaginação
Quando estou cego no escuroMas você me afoga na luz do dia
Não nade comigo querida
Eu prefiro o sol de você
Quando você está longe, longe

Se eu ficar com uma rosa na minha mão
Deixe-a morrer
É a beleza do amor esquecido
E eu não me importo se você não entende porque eu choro
É a beleza do amor esquecido

Eu esqueço como as emoções dançam
Quando eles não estão dentro de mim
Eu esqueço como o sol se sente
Quando ela não está perto de mim
E meus sonhos se tornam mais doces
Quando algo está faltando
Eu estou apaixonado pela caça em si
Isso me faz sentir vivo, vivo

Se eu ficar com uma rosa na minha mão
Deixe-a morrer
É a beleza do amor esquecido
E eu não me importo se você não entende porque eu choro
É a beleza do amor esquecido

Eu libero meu corpo
E não há fantasma de você dentro da minha mente
Eu estou seguindo em frente e graças a Deus você me deixa tentar
Você é a razão pela qual eu posso dançar
Dentro do fogo de despedidas, de despedidas
Eu posso deitar no quarto escuro
Sem a sensação de que estou sozinho
Oh, (é a beleza do amor esquecido) oh

Se eu ficar com uma rosa na minha mão
Deixe-o morrer
É a beleza do amor esquecido
E eu não me importo se você não entende porque eu choro
É a beleza do amor esquecido
Oh (é a beleza do amor esquecido)
Oh, oh (é a beleza do amor esquecido)
Ah

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Diz pra gente, o que você achou da letra?
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Conheça o Guia para a Mãe Natureza criado por AURORA Postado por: Juliano Martins às 13:25

Guia da AURORA para a Mãe Natureza

A cantora / compositora norueguesa, fundadora do Queendom e uma pessoa muito boa, AURORA ama a natureza. Isso fica bem óbvio quando você está ouvindo seu primeiro álbum, All My Demons Greeting Me As A Friend, com faixas como Running With The Wolves, Black Water Lilies, Nature Boy e Under The Water.

Com a nova música chegando em breve (clica AQUI pra saber qual é), falamos com ela sobre suas coisas favoritas no mundo maravilhoso e selvagem que ela gosta de explorar e seu guia para se confidenciar com a Mãe Natureza.

1. Saia da cidade

AURORA: “Se você se encontra em um lugar verdadeiramente quieto onde você pode simplesmente existir, andar, sentar, o que você preferir, em um lugar onde você não está cercado de pessoas, apenas natureza e árvores é notável como você se sente. Isso me faz sentir como se eu pudesse fazer nada mais do que apenas respirar e é muito calmante. Eu realmente amo isso.”

2. Vida e morte

“Minha coisa favorita sobre ela [Mãe Natureza, obviamente] é que ela é muito complexa e que ela nos dá comida, luz, calor e ela nos dá aventuras, mas no dia seguinte ela também pode matar mil pessoas ao mesmo tempo. É assustador, mas eu meio que gosto disso. É uma das únicas coisas que não podemos controlar e ela é um equilíbrio entre a vida e a morte. Ela é perigosa e venenosa, mas também é receptiva. Eu amo tudo sobre ela.”

3. Foco de fiorde

“Sempre fui muito ligada à natureza porque, onde cresci, observava os fiordes, os oceanos e as montanhas. A floresta me faz sentir como se eu tivesse encontrado o meu lugar e eu sei exatamente onde estou. Atrás de mim, há outra montanha com uma enorme floresta e eu andava pela floresta depois da escola. Eu acho que eu poderia sobreviver na floresta desde que eu tivesse um rio com um pouco de água. Sinto muito a falta de lá, sinto muita falta das montanhas quando vou viajar”.

4. Nascimento de árvores

“Quando as árvores são mais altas que você e é como se você estivesse andando em um túnel de folhas e galhos. Eu ando muito devagar para poder ouvir os insetos, os pássaros e as cobras vivendo em harmonia. Acho que o meu momento favorito é depois de estar na floresta, chegar a uma montanha ou a um lago onde de repente tudo está bem aberto. Isso me faz sentir como se eu estivesse no útero novamente. Isso me faz sentir como se eu fosse um embrião, porque é algo que eu conheci e experimentei sem ter a memória exata dele, o que é uma coisa realmente especial. ”

5. Subir em árvores

“Em Londres existem todos esses parques e você consegue ver as árvores. A maioria delas é muito difícil de escalar, mas algumas eu posso subir. Eu sempre amei subir em árvores. Talvez porque eu amava esquilos quando era criança ou a ideia de pequenas fadas vivendo nas folhas mudando as estações.”

6. Perdida no mar

“O oceano me faz sentir muito perdida. É como um mistério sem fim, porque sabemos muito pouco sobre o oceano e o que vive lá. É tão profundo e perigoso. Se você cair e estiver frio demais, você se afundará e estará perdido para sempre. Mas nós temos um veleiro e eu adoro sair no oceano nas ondas grandes. Eu gosto da sensação de estar perdida, mas eu só consigo ficar um certo tempo antes que eu precise voltar para a segurança da terra. ”

7. Grandes pequenas coisas

“Há pequenas coisas que podemos fazer. Eu odeio plástico de uso único, canudos, equipamentos para depilação, escovas de dentes… é por isso que eu também parei de me depilar, porque eu não sabia onde jogar toda a navalha porque ela é feita de dez coisas diferentes. Parar de usar plástico de uso único é a coisa mais fácil e importante no momento. Comprando roupas e produtos que não são feitos ou contêm microplásticos, porque isso vai para o oceano, então o peixe come e, quando eu como o peixe, eu também recebo o plástico, o que é um pouco triste. Se nos concentrarmos nas pequenas coisas agora, isso faz com que as pessoas se sintam menos perdidas e menos desamparadas”.

8. Consiga uma bola de alga

“Eu tenho uma bola de alga de estimação, ele se chama Igor Septimus, gosta do frio e vive na água e ele realmente não come nada, apenas vive do oxigênio na água, então é muito fácil mantê-lo vivo. Eu o coloco na minha geladeira às vezes e isso é como um spa para ele e isso o deixa muito feliz, eu realmente amo minha bola de alga. Eu peguei ele em um pequeno pote de um fã enquanto eu estava em turnê, então eu o carreguei de volta para a Noruega. Ele me meteu em encrenca algumas vezes no aeroporto, mas consegui recuperá-lo e agora ele está na minha casa e é muito fofo. ”

9. Mistérios da lua

“Eu amo a lua e como ela está lá para nós durante a noite e como ela reflete o sol. Ela é apenas uma rocha e consegue iluminar o mundo inteiro à noite. É muito bonito como ela faz esse trabalho e há todas essas superstições em torno dele que me empolgam: vampiros, lobisomens, bruxas, tudo isso.”

10. Um último agradecimento

“Nós realmente apreciamos tudo o que ela (Mãe Natureza) fez por nós e lamento que minha espécie a tenha destruído tanto, mas tudo foi feito porque achamos que era necessário para nossa sobrevivência. Eu mal posso esperar para nós fazermos as pazes com ela. ”

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Para ler a entrevista original clique AQUI.
Tradução: Marina Vinhas

Novo single de AURORA será lançado na sexta-feira, diz revista inglesa Postado por: Juliano Martins às 17:35

No dia 12 de agosto, a revista inglesa The Times publicou uma entrevista com AURORA feita por Dan Cairns, abordando desde o que ela pensa de Bergen até as suas inspirações musicais e informando a data de liberação do novo single!  Confira a tradução:

“The Times: AURORA AKSNES: A CANTORA COM SELVAGERIA E EXTRAVAGÂNCIA
Ela pode ser inspirada pela natureza, mas a estrela norueguesa está misturando areia na melodia.

Entrando no café do museu, uma figura minúscula de jaqueta escarlate e uma saia de tule até o tornozelo e enfeitada com as luvas cor de mostarda sempre nos faria virar as cabeças. Se você não a conhecesse melhor, assumiria que somente esse poderia ser o figurino da AURORA, que chega virada para a grande entrada (do museu). Estamos em Bergen, onde a clientela olha apenas brevemente sobre seus cafés e doces antes de retomar suas conversas.

AURORA se encaixa aqui, ela cresceu ao sul da cidade norueguesa e agora a chama de lar. Quando não está gravando ou em turnê , a jovem de 22 anos caminha pelas montanhas que pairam acima dela, alimentando a imaginação que produz as músicas sombriamente detalhadas e ricas em melodrama com as quais ela fez seu nome há quatro anos.


“O que eu amo aqui é que temos as montanhas ao nosso redor, nos oferecendo um meio de fuga. Se minha cabeça está muito cheia, eu subo e, quando estou no topo, encontro uma solução, vejo o problema de maneira separada. Você aprende muito estando em lugares calmos, na natureza, onde nada exige nada de você. Você é um bebê de novo, maior que os insetos, mas menor que as árvores.”

Para o exército de fãs da cantora, que são conhecidos como Warriors and Weirdos (Guerreiros e Esquisitos), declarações como estas são uma parte fundamental do encanto de AURORA Aksnes. Os não-crentes podem achá-los um pouco confusos e excêntricos, mas isso perde a aridez e a feroz autoconfiança que coexistem com as reflexões da Mãe Natureza. Você ouve isso quando fala sobre encontrar as pessoas certas para trabalhar e evitar aqueles que “sorriem com dentes pontiagudos”.

-“Passei muito tempo escolhendo um time”, diz ela. “Eu conheci todos cara a cara e, não importa o tamanho da empresa ou da oferta, se eu não gostasse da pessoa, eu dizia não e seguia em frente. Levei muito tempo para encontrar pessoas que diziam as coisas certas e faziam as perguntas certas. Aprendi a ouvi-los, mas também a mim mesmo, porque me conheço muito bem. Eu chamo de emoção na barriga quando você apenas sabe se “eu odeio isso”, ou “eu amo isso”. Então eu vou ouvir, mas muitas vezes eu vou perceber mais tarde que eu estava certa.”

As músicas de AURORA, que bebem da mesma fonte que Angela Carter, John Tavener, Kate Bush e Neil Gaiman são pessoais e universais. As faixas de seu segundo álbum abordam questões como abuso doméstico, aquecimento global, conexão vs conectividade, medo da intimidade e – em seu recente lançamento Queendom – a necessidade de um matriarcado benigno, mas militante.

Musicalmente, ela evoca paisagens sonoras folktrônicas que giram e vibram com cordas, piano tratado, harpa e coral de voz masculina. Há melodias que parecem de algum modo predeterminadas, tão antigas quanto as montanhas que ela sobe. Tal complexidade não intimidou seus fãs: suas músicas marcaram mais de 500.000.000 transmissões. O que é lindo, ela diz. É só que fatos e estatísticas como esses podem parecer um pouco abstratos e opressivos.
“Eu nunca achei tão fácil. Eu sou muito ruim em aceitar a importância de se promover e os benefícios de fazer isso. Eu nem sempre faço – ou aceito – a conexão. Se eu postar uma foto, eles comprariam mais ingressos? Eu fico, tipo, Se eles querem ir, não comprariam um ingresso de qualquer maneira?” Sua persona promocional é, ela diz, “Como o não-físico eu, aquela que encontra o mundo para mim. E é estranho: ela tem uma vida própria, ela está em 50 lugares ao mesmo tempo, dizendo coisas diferentes para pessoas diferentes, através de uma única música. E ela está me deixando mais famosa, mas eu gosto da vida tranquila, e de deixá-la liderar sua própria vida. Nós nos encontramos de vez em quando.”


AURORA ganhou mais fãs de vitrines quando cantou Half The World Away, do Oasis, para o anúncio de Natal de John Lewis em 2015 (clique AQUI para ler os maiores sucesso da AURORA, incluindo o cover do Oasis). O single se saiu perfeitamente bem anunciando a explosão de versões de covers ofegantes e sem sangue que agora dominam a publicidade televisiva. Sua resposta, quando eu pergunto se ela executa a faixa como parte de seu set, parece reveladora. “Talvez no primeiro show depois que o anúncio foi lançado, eu toquei no Reino Unido. Mas eu não tenho feito isso desde então. Há uma parte (da música) que eu não gosto, ‘This old town don’t smell too pretty.’ (Esta cidade velha não cheira muito bem).” Não parece comigo. Eu gosto de muitas das outras letras, é apenas essa parte que me incomoda, e isso me fez pensar: “Ok, não de novo”.

Ela e suas duas irmãs cresceram, diz ela, ouvindo apenas Enya, Leonard Cohen e Bob Dylan. A rádio foi banida porque AURORA achou as notícias muito tristes. Pergunte a ela de onde vêm suas melodias e ela encolhe os ombros. “Eu penso muito sobre isso. Eu não tenho o Spotify, não tenho o iTunes. Eu tenho alguns LPs, mas nenhum toca-discos. Eu não sou ensinada, então eu sempre luto quando escrevo uma música, porque pode haver muitas melodias acontecendo, e elas geralmente são bastante selvagens. Você tem que amar esse “bastante”.

O novo single de Aurora será lançado na sexta-feira na Decca.”

Tem algum palpite? Nós já apostamos em uma música nas nossas redes sociais! Ainda não nos segue?
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Para ler a entrevista original clique AQUI.
Tradução: Flávia Giuliana

“Ele vai sair em setembro”, diz AURORA sobre o segundo álbum! Postado por: Juliano Martins às 23:58

Em entrevista para o site “No Party No Disco” durante a passagem por Liverpool para sua apresentação no Festival de Música Internacional de Liverpool, AURORA falou sobre o novo álbum, inspirações musicais, seu dente quebrado e a quantidade de faixas que irão compor seu novo disco! Confira:

“Cantora norueguesa com uma propensão para fazer hits.

AURORA cedendo entrevista a Sean Kennedy.

Na vida tem poucos indivíduos que tem grande talento, entusiasmo e potencial. As Winehouses, as Del Reys e as Simones do mundo. Todas com carreiras solo auto-conduzidas, e AURORA provavelmente não está longe dessas comparações.
Nascida na Noruega, AURORA Aksnes passou sua infância na cidade rural de Os, Noruega. Um plano de fundo pitoresco que nutriu uma artista tão única quanto AURORA. Nos encontramos com a estrela esse ano no Festival de Música Internacional de Liverpool para descobrir mais sobre as origens de sua carreira e o que está por vir.
Aqui estamos em um dia escaldante em Sefton Park no LIMF com AURORA.

Sean Kennedy (SK): Muito prazer em te conhecer e, primeiramente, como você está?
Aurora: Estou ótima, obrigada.

(SK): Aproveitando o clima?
Aurora: Não, está muito quente!

(SK): Você é dos arredores de Bergen, não é? Então não é assim em Bergen?
Aurora: Sim, pode ser bem quente as vezes. Mas mais no final da primavera, e o outono já está para começar.

(SK): Então, você morou em Bergen toda a sua vida?
Aurora: Eu moro a apenas uma hora de distância, no fiorde. É um cenário muito dramático e me faz muito feliz.

(SK): Deve ser incrível! Somos do ‘No Party, No Disco!’ daqui de Liverpool e muitas das pessoas do Reino Unido provavelmente sabem que seu cover de Half The World Away do Oasis apareceu no comercial do John Lewis e Conqueror no jogo FIFA 16. Como isso aconteceu, você teve algo a ver com isso?
Aurora: Eu não tenho nenhuma ideia mesmo, as pessoas da minha equipe trabalham nessas coisas o tempo todo para conseguir contratos e isso é parte de ser uma artista. Mas aí se é algo grande nós fazemos, ou se é algo que eu gosto bastante, como um filme que me interessa ou um programa de TV.

(SK): Então, você é um fã do Oasis?
Aurora: Não, não muito, não é bem meu estilo de música. Mas eu aprecio sim o que eles fizeram.

(SK): Bem, o comercial foi gigante na Grã Bretanha, realmente sensacional. Como você se interessou por música então?
Aurora: Eu acho que eu tinha… bem, quantos anos eu tinha? Eu devia ter 4 anos quando eu comecei a apreciar. Comecei a escrever canções no piano. Parece muito grande mas é só o que eu podia fazer, sabe. Aí eu comecei a escrever pequenas músicas quando eu tinha 6 (anos) e acrescentei palavras a elas quando tinha 9. Então eu escrevo músicas de verdade desde de os 9. Então é mais do que metade da minha vida.

(SK): Como o seu processo de escrita mudou desde então?
Aurora: Muito! Porque agora escrever uma música não é só mais eu e meu mundinho. Porque agora eu escrevo para um álbum que quero fazer e tenho que pensar o que quero dizer. Tem muito mais pensamento envolvido na maratona agora, antes era mais momentâneo. Era muito mais do momento e eu só escrevia para meu próprio prazer porque me fazia me sentir completa e por isso nunca parei. Agora eu ainda aprecio isso, mas tem mais paixão e orgulho, é parte de algo maior. É muito bom, me faz muito bem.

(SK): Isso é muito amável. Então só você está envolvida no processo de escrita?
Aurora: Isso meio que depende, é bom trabalhar com pessoas porquê é meio que o único jeito que eu posso ficar com amigos. Eu tenho meu próprio estúdio então eu produzo e escrevo eu mesma mas é muito legal e divertido trabalhar com pessoas que eu gosto, pessoas que eu conheço e um grupo de amigos. Em Queendom tinha 4 de nós e estávamos só no estúdio, bebendo cerveja, se divertindo e falamos sobre esse lugar que eu queria fazer.

(SK): Como uma paisagem sonora?
Aurora: Exatamente, sim, então o título surgiu, Queendom, e falamos “vamos transformar em uma música” e foi muito divertido. Mas eu sempre escrevo as letras e as melodias eu mesma porque é tão difícil. Mas é bom fazer isso com alguém e essa pessoa lembra tudo porque eu esqueço! Tem tanta coisa saindo, como um vômito musical. Então alguém pode pegar isso e me gravar e dizer “não esqueça isso”. Tudo é meio improvisado, menos glamuroso do que parece. Às vezes eu escrevo uma música que nasce quando acordo no meio da noite e passo meia hora e aí está pronto. Como a faixa principal do meu próximo álbum, a última, faixa 8.

(SK): Então você tem um novo álbum a caminho?
Aurora: Sim, ele vai sair em setembro, eu espero. Mas essa música foi escrita em meia hora.

(SK): Sem título?
Aurora: It will do (rindo)

(SK): Valeu a pena tentar uma exclusiva. O que te influenciou em relação a artistas?
Aurora: Bem, a maioria dele todo é na verdade meio que o planeta que me influenciou. Porque é algo tão perigoso e mutável e mata milhares de pessoas e ainda assim nos dá a vida. A gente realmente não sabe como coexistir com ela porque continuamos a matando dia após dia. É um relacionamento tão estranho como o quão poderosa ela é e os animais e sua história com a humanidade como folclore e o jeito que processamos sofrimento e celebração através de cantos. Especialmente música folclórica africana, é lindo. Eu gosto de misturar isso e tenho algumas influências no meu próximo álbum. Música folclórica norueguesa, claro, e música celta. É tudo bastante sobre o planeta.

(SK): Nós fazemos um quadro em nosso site chamado História da Música 101 e você escolhe um artista, álbum, música, qualquer obra que tenha influenciado a música como um todo ou apenas uma experiência pessoal. Então se você teve que escrever uma obra para nós, sobre quem ou o quê você escreveria?Aurora: Hmm… Eu queria dizer algo mais excitante do que eu geralmente digo.

(SK): O que você geralmente diz?
Aurora: Tipo Leonard Cohen ou Bob Dylan, eu sou uma grande fã deles. Esse era o tipo de música que nós tínhamos quando eu era criança, nós não tínhamos rádio, apenas discos. Era como se eu tivesse nascido nos anos 80 ou algo assim. Mas é, eu quero um artista que eu gosto bastante agora, algo underground.

(SK): Alguém em particular que você se lembre?
Aurora: Oh, provavelmente John Wizards da África do Sul.

(SK): Que tipo de música eles tocam?
Aurora: Extravagante, eu diria. É tipo um reggae extravagante.

Foto: @nopartynodisco

(SK): No tópico de gênero, você ainda acredita que isso existe? Dado o cenário atual da música moderna?
Aurora: Não, eu não acho, depende do quão você gosta de música. É fácil dividir tudo em coisas quanto menos você sabe sobre elas. É fácil ver as poucas coisas simples e isso deixa mais fácil achar músicas e organizá-las, mas eu não acho que é necessário. Eu acho engraçado encontrar banas se colocando em caixas tipo indie e eletrônica. É frustrante.

(SK): Então você não se colocaria um rótulo nem nada?
Aurora: Bem, depende de com quem estou conversando, eu acho, ou que música ouviram. Tipo ‘Under the Water’ e ‘Warrior’, as pessoas acham que eu sou mais rock. Então elas têm essa impressão, mas então outras pessoas acham que eu sou mais pop, alternativa. Cada música é bem diferente, mas eu acho que eu seria pop? Talvez um pop nativo.

(SK): Com seu novo álbum vindo em setembro, seria ele um novo tipo de som então?
Neste ponto Aurora começou a ranger seus dentes
Aurora: Sim … desculpe, eu estava jogando pingue-pongue ontem e eu tinha uma garrafa de cerveja na boca enquanto jogava e parti um pedaço do meu dente (Ela nos mostra seu dente lascado e ficamos surpresos com o dano).

(SK): Uau, espero que você esteja bem! Então, estávamos falando sobre o novo som. Ele seguiu em frente?
Aurora: Bom, com um monte de músicas do meu primeiro álbum eu era tão nova e escrevi muitas das músicas quando tinha 11 anos, e elas são tão velhas. Mas agora ainda é muito divertido e agora eu sei mais sobre eu mesma e eu sei mais sobre produção, o que eu não soube por anos.

(SK): Você diria que é uma musicista melhor agora?
Aurora: Ah sim, definitivamente, e eu sou boa nisso! É muito divertido porque eu posso fazer coisas eu mesma e com ajuda apenas caso precisar, mas agora eu sei que é mais focado no “Aurora-land”.

Brilhante ouvir isso, iremos deixá-la ir agora. Muito obrigado por conversar conosco e tenha uma apresentação maravilhosa.
Aurora: Brilhante conhecê-lo também, muito obrigada!

Neste momento Aurora alogia o cabelo do editor, Shannon. Infelizmente, por causa do baixo do palco principal próximo, o áudio fica inaudível. Era realmente apenas um processo de pintura de cabelo dando errado mas e qualquer forma, foi um comentário adorável.

O novo álbum de Aurora será lançado em setembro deste ano, mas enquanto isso, você pode acompanhar sua tour europeia com ingressos no site dela: https://www.aurora-music.com/#live”

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Tradução: Marina Vinhas e Jéssica Cardoso
Para acessar a matéria original clique AQUI.

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