Sua melhor fonte no Brasil sobre a cantora e compositora Norueguesa AURORA. Seguidos e Reconhecidos pela própria.
5 Minutos com Aurora Aksnes Postado por: Marina Vinhas às 09:00

Aos 20, Aurora Aksnes está incrivelmente assegurada como uma musicista e artista. Ela primeiro conquistou fama no Spotify e isso rapidamente a levou pra convites de festivais. E enquanto ela foi avançando na cultura da música mainstream, ela não mudou muito, não onde importa pelo menos. Ela é um pouco boêmia (no sentido de não convencional), com uma ingenuidade encantadora acompanhada de uma sabedoria que está além de seus anos e escondem seus delicados 20 anos. Tivemos a oportunidade de passar alguns minutos nos bastidores com ela e ela nos contou sobre sua infância, o próximo álbum e amor por livros de fantasia.

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Como seu interesse por música começou em primeiro lugar?

Eu tinha 9 anos quando comecei a escrever músicas em inglês no piano e violão. Foi porque eu tinha muitas coisas acontecendo na minha cabeça e eu era uma criança muito sensível. Escrever fez a vida bem mais fácil naquela época.

Como foi sua infância?

Eu tive uma infância incrível, mas o mundo pode ser triste as vezes e eu acho que percebi isso muito cedo. Eu escrevia sobre coisa que eram boas na minha vida e isso me fazia feliz por escrevê-las e revivê-las de novo e de novo e isso me deixa entender mais as coisas quando escrevo sobre elas, as faz mais claras.

Como você era naquela época?

Eu era uma geek. Eu era introvertida, eu gostava de ficar sozinha. Eu amava ler e aprender e escrever histórias. Eu era minha própria melhor amiga. Eu tinha amigos também, mas eu só não queria estar com eles o tempo todo. Realmente gosto de estar sozinha, me deixa bem feliz. Eu era uma criança alegre, mas eu pensava sobre muitas muitas coisas o tempo todo. Se eu lesse alguma coisa triste nas notícias, como fazemos o tempo todo, isso me deixaria triste por um mês.

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Você escreve sobre vários tópicos diferentes. Qual é o tópico que mais fala com você?

Eu não escrevi muito sobre amor, mas agora eu estou apaixonada pela vez na minha vida e é uma coisa muito estranha então eu escrevo um pouco mais sobre amor agora porque eu nunca escrevi muito sobre amor antes. Mas a coisa que eu acho que preciso escrever mais, a coisa que acho que todos nós temos medo é o fim, o fim da vida. Acho que preciso escrever sobre isso, é importante pra mim estar confortável com isso. Perder pessoas, você sabe. É uma coisa muito dolorosa e eu gosto de tentar escrever uma música sobre isso pra deixar mais fácil, se faz sentido. Acho que é sobre o que mais escrevo sobre, infelizmente.

Nas suas letras você soa desgastada, mas falando com você há um otimismo interior. Como você reconcilia isso?

Eu acho que tenho que ter a mente aberta para escrever a música que eu escrevo e preciso estar aberta a outras coisas. Quando encontro pessoas, tudo aqui, você sabe, tem aromas e seus olhos e o mundo é impressionante e as pessoas também, e quando eu experimento o mundo, quando conheço pessoas sou bem diferente de quando eu escrevo. Quando estou no palco a única coisa que eu penso é sobre a música que estou cantando então eu penso sobre o porquê e quando a escrevi, sobre o que fala e a quem pode ajudar na plateia. Só penso em uma coisa de cada vez.

Você está em turnê e vendo novos lugares, tendo novas experiências. Isso está te dando novas inspirações para composição agora?

Bem, meio que sim. Você aprende muito quando viaja sobre tradições que as pessoas tem e como elas são. Nós podemos ser um pouco fechados demais, nós gostamos de sentar sozinhos em uma caixa e não gostamos de estar perto de outras pessoas que não conhecemos. Em outros países é diferente e é ótimo descobrir o quão incrível o mundo e as pessoas são. É muito inspirador.

Onde foi o lugar no mundo que teve as mais inesperadas boas vindas?

Bem, acho que aqui, na verdade. Eu realmente gosto de Singapura. É minha primeira vez na Ásia e é lindo aqui. Todos que conheci foram incríveis e tem uma energia muito voa aqui. Talvez seja só o festival, talvez sejam as pessoas ou o lugar, mas tem sido ótimo. Eles tem um carro para nós e um carro para a bagagem, você se sente bem sortudo, como uma princesa.

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Você usa vários formas diferentes de produzir sons na sua música. Com o que esteve experimentando?

No meu próximo álbum vou tentar só usar instrumentos orgânicos. Estou um pouco cansada de tons eletrônicos, estive por um tempo. Foi bem divertido só fazer um som com a boca e apenas transformar isso em um tambor e é maravilhoso que um som como esse pode virar um som tão grande e especialmente se alguma coisa acontece por acidente. Como teve uma vez em que o microfone caiu e gravamos e isso fez um ‘dooooooo’ que transformamos em um sintetizador. É muito legal explorar.

É um modo de criação muito orgânico.

É!

Você mencionou que lia muito quando era mais jovem. Ainda lê bastante?

Sim, leio. Eu leio livros completamente inúteis, só livros de fantasia. Eu amo Harry Potter e todos os livros de Star Wars e de fanfiction e agora estive lendo O Nome do Vento de Patrick Rothfuss e também Mistborn: Nascidos da Bruma de Brandon Sanderson. Muito bem escrito e ele entra na mente das pessoas e te faz entender porque as pessoas ficam emocionadas e bravas.

Qual sua casa de Hogwarts?

Corvinal!

Artigo original em inglês aqui.

Tradução: Jéssica Cardoso – EQUIPE PABR

AURORA está de férias! Postado por: Marina Vinhas às 22:31

Depois de 150 shows e quase 250 dias de viagem Aurora está tirando umas férias merecidas em Drange.


Muitas pessoas vêm pedindo para falar com Aurora durante as últimas semanas, mas estas duas últimas semanas são sagradas. Aurora está cansada depois de uma tour muito agitada e muitas viagens, e é bem merecido o tempo que ela está tirando com a família em Drange, diz Per Mygland, líder da gerência da Aurora.

Em algumas ocasiões deste outono, a revista Os og Fusaposten tentou conseguir uma entrevista com a estrela mundial de Os. Infelizmente não tivemos sucesso, mas Mygland está mais que disposto a dizer algumas palavras sobre o agitado ano da garota de 20 anos.

De bom humor

Ela não só viajou e passou por muito.  Pouco tempo atrás ela teve que passar por uma cirurgia de apendicite.

“Aquilo foi lamentável, claro. Foi durante sua tour nos Estados Unidos que a Aurora de repente começou a sentir dores de estômago. Depois de uma breve consulta médica ela foi encaminhada imediatamente para o hospital que foi operada. Ela teve que cancelar os três shows restantes nos EUA e um em Halden na Noruega.”

Ela estava muito cansada depois da operação, mas agora está de bom humor.

“Ela está bem cansada depois de um ano extraordinariamente agitado, mas ela é uma garota durona e está se recuperando bem,” diz Mygland.

Ansiosa para compor

O empresário dela diz que custa muito promover um álbum pelo mundo todo. Os preços estão em constante mudança.

“Aurora ama fazer shows, mas ao longo do último ano ela tem sentido falta do que ela gosta mais; compor músicas novas e ser criativa.”

– E ela vai fazer isso agora?

“Sim, apesar de que em janeiro ela vai terminar de promover do All My Demons Greeting Me as a Friend. Ela vai viajar para Singapura e Austrália, mas depois disso ela vai dar um tempo para ser criativa. Ela está muito ansiosa para isso. Compor não é realmente um trabalho para ela. Para ela é um hobby e um intervalo,” Mygland ri.

– E então ela vai começar a trabalhar no próximo álbum?

“Sim, mas essa é a prioridade número dois. Talvez ela lance um single ou um EP. Quando o próximo álbum vai sair é muito cedo para dizer,” diz Mygland.

Novo trabalho em Bergen

O empresário dela diz que serão menos shows ano que vem. Mas durante o ano haverá alguns. Um deles será em Bergen.

Em 17 de junho, sábado, Aurora vai estar nos palcos em Plenen na fortaleza Bergenhus. A garota de Os vai tocar no mesmo dia que Olav Nilsen & Nordsjøen e um não desconhecido cavalheiro do Reino Unido de nome Bryan Ferry.

Artigo original aqui e em inglês aqui.

Tradução: Marina Vinhas – EQUIPE PABR

Aurora, a nova estrela da música escandinava Postado por: Marina Vinhas às 23:48

A mais nova estrela da música escandinava está achando a vida “muito estranha” no momento. Depois do seu álbum de estreia ser o número um na Noruega, com 20 anos Aurora Aksnes admite “é muito impressionante ter fãs”.

“Parece que minha música tem uma missão maior do que eu tenho, o que é calmante, mas também muito estranho, porque as pessoas veem mais em mim do que eu vejo, que pode ser aterrorizante,” ela diz. “Tipo, elas me chamam de anjo, ou [me dizem] que eu os salvei, ou que eu sei como se sentem, ou que eu escrevo sobre elas, ou que falo por elas. É muito estranho. Porque eu sou apenas eu. E eu não sou grande desse jeito, eu sou só pequena. Nessa bola enorme de pessoas, eu sou só um grão de areia na praia.”

A caminho da Austrália para uma série de shows em janeiro e fevereiro, Aksnes fala com uma voz alta, infantil, como um canto de um pássaro. E, por causa de seu começo prodígio – ela começou a escrever poesias com nove anos e músicas com 11; seu primeiro single, Puppet, foi lançado quando tinha 16 anos – sua juventude é uma preocupação com coberturas de imprensa.

Mas quando Aksnes fala sobre suas músicas, ela entoa um tipo de drama ancião, de música como um fenômeno natural. Como uma compositora, ela sente como se as composições “fluem por” dela, vindo de um lugar fora dela.

“Algumas das minhas músicas são sobre mim, mas a maioria delas são sobre o mundo, e parecem que elas veem do mundo… Música só é possuída por todos nós, e tem sido parte da sociedade humana por tanto tempo: nós a usamos para celebrar, ou para ficarmos tristes. É o nosso modo, como humanos, de lidar com a vida. Música é essa coisa divina, o  mais próximo que podemos chegar de algo divino. É como esse instinto que todos nós temos, e que alguns de nós achou um jeito de ouvir essa música, e escrevê-la, e dividi-la com as pessoas.”

O primeiro álbum de Aksnes, All My Demons Greeting Me as a Friend, foi lançado em março. Depois de chegar ao primeiro lugar na Noruega, chegou aos Top 30 na Grã-bretanha, impulsionado por uma série de singles fortes. Um deles, Runaway, abre o álbum com a frase “I was listening to the ocean” (Eu estava ouvindo o oceano), definindo o tom para um conjunto (de músicas) repleto de imagens sobre o mundo natural.

“Eu escrevo sobre a água o tempo todo,” diz Aksnes. “Porque, para mim, parece que é uma coisa realmente muito misteriosa, algo maior que nós. Eu gosto de viver perto do oceano, porque parece que você pode sempre escapar.”

Aksnes vive na costa oeste da Noruega. Seu nome é dado por causa da Aurora Boreal e parece ser quase conectada misticamente com a paisagem. “Na Noruega, no inverno, quando você está do lado de fora e a neve está caindo, é como a coisa mais próxima do tempo parado que podemos conseguir,” ela fica entusiasmada. “É muito mágico.”

Enquanto ela tem um estúdio na cosmopolita Bergen, ela gosta de sua “solitária” casa no interior. “Eu não tenho muitos vizinhos,” ela diz. “É cercada por duas montanhas, e é num fiorde. E o nome do fiorde [traduzido] é Fiord of Light (Fiorde da Luz), o que soa quase como fantasia quando posto em inglês. É quase como Narnia, na verdade. Tem uma vista enorme para o oceano, montanhas grandes do outro lado do fiorde. É um lugar realmente muito quieto, e eu acho silêncio uma coisa muito difícil de encontrar atualmente. É uma coisa muito preciosa.”

As cidades, para Aksnes, são lugares barulhentos, cheia de pessoas esperando – por café, pelo ônibus, o telefone, por sonhos virarem realidade. “Onde eu vivo, não tem carros e ônibus, não é um lugar muito conectado com a vida moderna da mesma maneira,” ela diz. “Claro que temos eletricidade e a internet, mas não é só isso. É a habilidade de achar silêncio, de tê-lo de um jeito especial, onde você não está esperando por ele. Eu não acho que você percebe que o está perdendo até você estar lá. É tão quieto que não pode nem ser ouvido, tem que ser sentido.”

Cresceu no sudoeste da Noruega, Aksnes estava acostumada em sentir a quietude. Sua família raramente viajava e quando ela começou a sair em tour em 2015, ela foi jogada num mundo completamente novo. “É muito estranho ir para cidades como Londres e Nova Iorque,” ela diz. “As pessoas andam tão depressa, como se estivessem com pressa o tempo todo. E você não diz ‘oi’ para todos que vê, e você não sorri para todos que vê, porque tem apenas tanta gente. O que é muito estranho. Em Bergen, as pessoas só andam rápido quando o tempo está muito ruim.”

Assim como se acostumar com o ritmo frenético das cidades, Aksnes também teve que chegar a um acordo com estar nos palcos. Quando se apresenta, se sente vulnerável, impressionada, se afogando em sentimentos; seus primeiros shows ela imaginava “por que eu estou fazendo isso comigo?”

Atualmente, ela obtém energia de seu público.

“É como nadar,” ela conta. “Quando você nada muito, você aprende que o oceano não é perigoso, porque você pode flutuar sobre a água. Cada vez que você vai pro palco, e você não morre, você começa a aprender que talvez você não vá morrer na próxima vez também. E é assim que parece, agora: eu não estou mais com medo. Eu estou apenas flutuando.”

Aurora irá tocar no Metro Theatre, Sydney, em 25 de janeiro, no Melbourne Recital Centre em 31 de janeiro e faz uma tour nacional com o festival Laneway.

Você pode ler o post original aqui.

Tradução: Marina Vinhas – EQUIPE PABR

BAEBLE PRIMEIRO PLAY: Um olhar exclusivo sobre a nova Web Serie ‘Unsupervised’ com AURORA Postado por: Marina Vinhas às 00:48

Não há nada melhor do que ver um artista em seu verdadeiro elemento. Eles podem dar o melhor desempenho de sua carreira ou talvez se abrir sobre seu processo criativo. Com a nova mini-série intitulada Unsupervised, produzida pela empresa de supervisão de música de boutique Groove Guild, eles nos mostram exatamente isso, com uma coleção de sessões ao vivo e entrevistas pessoais com diferentes artistas emergentes- a primeira sendo uma das nossas favoritas – cantora e compositora norueguesa AURORA. Unsupervised é dedicada a manter a importância da performance ao vivo no tato e juntando artistas promissores em sua jornada. No trailer, quando Ali Risi, fundador do Groove Guild, disse a AURORA que o estúdio em NYC que ela esta é lendário, também foi usado por David Bowie e Madonna, sua resposta era preciosa- um atordoado, nervoso gole seguido de, “Eu não sabia… Isso é bom.”

“Nossa atenção está tão dividida nos dias de hoje pelo fluxo incessante de comunicação que chega até nós através de um trabalho, nossas vidas pessoais é, claro, a mídia social, que pode ser difícil encontrar verdadeiros momentos de inspiração”, disse Risi Baeble. “É por isso que eu amo show ao vivo: Eu consigo desligar por uma hora e apenas me perder na música e muitas vezes deixa você se sentindo tão inspirado a ter a oportunidade de não só a experiência eletrizante das performances de perto, mas também para ouvir a partir destes artistas sobre o seu processo- suas lutas e avanços- é tão animador e pode ser bastante criativo e revigorante”.

A Web Série está pronta para lançar no início do próximo ano, mas você pode ter a primeira experiência aqui com o trailer abaixo.

Post original em inglês aqui.

Onde a mágica acontece Postado por: Marina Vinhas às 17:29

Aurora é conhecida no Reino Unido por sua interpretação emocional do hino tocante de Oasis de 1994, Half The World Away, o qual foi escolhido como trilha sonora para o comercial de Natal do John Lewis em dezembro de 2015. Por mais bonito que seja, tem muito mais dessa peculiar cantora norueguesa que só isso. Ela começou a escrever seu próprio material muito jovem, e agora tem um repertório com mais de 100 músicas: “Algumas delas eu odeio, algumas não são boas, e outras eu realmente amo.” ela disse, com um sorriso, enquanto nós sentávamos no Shepard’s Bush Empire. Ela lotou esse local icônico essa noite, mas você nunca saberia disso – ela é tão humilde quanto é adorável… Então isso fez ela muito humilde com certeza.


“É mágico, sonhador, e bonito, mas também duro e feio às vezes!”

Aurora disse para mim que ela vem trabalhando com estudantes na British and Irish Modern Music Institute (BIMM) recentemente; eles queriam falar com ela sobre várias coisas, ela disse: ser jovem na indústria, seu processo de composição, e como ela foi em quebrar isso internacionalmente.

Então eles roubaram todos minhas perguntas, então? Ok, então qual foi a primeira música que você já escreveu?

“[risos] Eles não me perguntaram isso! Bem, foi no meu quarto; Eu era uma espiã musical secreta por muitos anos até alguém saber que eu escrevia ou podia cantar, sabe. Eu tinha mais ou menos nove anos,” ela explica. “Eu acho que foi provavelmente muito ruim, a música, e eu toquei ela no violão, mesmo eu sendo uma boa pianista, não boa no violão. Mas eu era uma grande fã do Leonard Cohen, então eu queria escrever ela em inglês, e no violão, eu acho.”

Aurora tem uma voz boa sem esforço, e seu som é muito ambiente, mas com alguns toques percussivos e eletrônicos. Eu perguntei a ela o quanto ela é envolvida com a produção da música. Muito, aparentemente.

“Eu colaboro com o Magnus, que toca bateria na banda; eu estou muito envolvida na gravação e nos elementos ao vivo da minha música; ao vivo não é completamente diferente, o coro principal está lá – que sou eu, eu acho – mas é legal que todos na minha banda possam cantar, exceto pelo meu sintetizador, e isso é muito importante para mim, já que eu não gosto de muitas faixas de apoio, especialmente nos vocais,”Aurora explica, levemente.” Sempre foi minha meta ser boa, mágica e interessante, também; e eu tento em alguns lugares fazer o show ao vivo mais simples e aberto que o álbum, mas às vezes nós damos ainda mais som, e nós focamos na energia. Eu quero que nós tenhamos diversão enquanto estamos nos palco, que isso deveria ser apenas sobre boas energias.”

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Falando em energia e ser aberto no palco, foi uma mudança na marca do microfone que realmente mudou o jogo para Aurora. Ela e sua banda inteira estão usando DPA d:factos, que trouxe um novo elemento para o show.

“Eu realmente gosto do microfone DPA,” Aurora admite. “Eu não sei… [pausa] Ele abre mais o som, se isso faz sentido? Faz tudo soar tão claro, o que eu acho que meu som precisa ao vivo; é muito puro, distinto e nítido; tem muita claridade no som do microfone, o que com certeza significa que o som nos meus fones é muito claro, também. Eu lembro do tempo antes da gente ter os fones e o d:facto – Eu costumava ter que gritar muito alto para ouvir alguma coisa nos monitores, então essa mudança fez uma grande diferença; eu posso ouvir tudo claramente, e isso também significa que eu posso focar em adicionar coisas especiais nas performances, isso é adorável.”

A conversa se volta para as várias cenas musicais europeias, e como todos nós percebemos diferentes estilos de musica de uma forma diferente. Mas quando vem a isso, Aurora acha que é tudo sobre momentos de mágica musical.

“Na Noruega, nós nos abrimos para o que vem dos EUA e Reino Unido, mas eu acho que em algum lugar nesse planeta, as pessoas abriram seus olhos para algo novo – um artista, ou uma voz que eles gostem – e isso os toca de uma maneira especial, o que a música pode fazer algumas vezes,”ela fala. “É a mágica na música; e música é uma daquelas coisas básicas, como amor, toque, e fome, e tristeza; isso nos toca de maneiras primitivas, e também de maneiras complicadas, mas é tão humano. Eu sinto como se fosse bom e real, então as pessoas entendem. Não importa de onde vem.”

Ajuda ter uma força de algum lugar, Aurora admite, como dar entrevista e shows na TV, mas quando você tem aquela única oportunidade que abre uma porta, você toma ela. Isso leva a conversa até aquela excelente interpretação de Half The World Away, do Oasis, que ela cantou para o comercial de Natal do John Lewis ano passado.

“Eu não escolhi aquela música, mas a equipe do John Lewis a escolheu; muitos artistas foram chamados, e eu não tinha a escutado antes na verdade, mas eu gostei quando a ouvi.” Aurora lembra. “Letra legal, ele é um bom compositor, né? [sorrindo] Eu não sou uma grande fã de Oasis, mas eu definitivamente entendo o que as pessoas vêem neles; eu gosto da alma deles, com certeza.”

Depois do sucesso da campanha, Aurora e sua equipe viram rápido um acréscimo em suas visualizações online. Não é algo que ela se importa muito, e ela confessa que não sabe quantas visualizações ela tem agora, mas isso definitivamente abriu portas.

“Nosso país número um em visualizações de repente foi Inglaterra, então isso fez um grande impacto, e muitas pessoas me encontraram através daquela música; com sorte, eles gostaram da minha música depois de ouvirem aquilo,”ela sorri. “Eu não tenho a necessidade de todos me conhecerem – nem um pouco – mas eu acho confortante que alguns aí fora conhecem.”

E esgotar o Shepherd’s Bush Empire, fala por si, especialmente considerando que a carreira dessa artista jovem está começando.

“Sabe, ninguém faz música nova, quando estamos todos afetados por algo,” ela fala, muito espiritualmente. “Minha maior influência é Enya; eu a ouvi essa manhã. Eu amo ela! Ela me faz continuar. Eu amo a maneira que ela usa tantos vocais, e também partes para percussão e sintetizador. Vocalmente, eu sou muito influenciada por isso. Mas então eu amo The Chemical Brothers, também; e eu também adoro um pouco de metal e música folk! Eu também gosto daquela vibe eletrônica; e Enya tem um pouco desses sons também, embora seja sua voz principalmente. Para mim, é importante que seja mágico, sonhador e bonito, mas também seja um pouco desagradável e feio às vezes.”⁠⁠⁠⁠

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Ótima no piano, certamente boa no violão… Mas eu entendo o sentimento da Aurora experimentando outros tipos de instrumento, dando o som amplo e elementos eletrônicos experimentais em sua música…

“Ah, absolutamente! Eu acabei de comprar uma harpa, em fato,” ele disse.

Espere, esse não o instrumento mais difícil no mundo de tocar?

“É? Eu tive muitas lições online antes de eu conseguir a harpa, o que não faz nenhum sentido na verdade, mas eu sei tudo sobre isso, e eu ensaiei em uma harpa imaginária, o que soa ótimo [sorrindo]. Depois eu comprei uma nova algumas semanas atrás. Eu queria trazê-la nessa turnê, mas era muito grande. Eu mal espero para tocar ela direito. Eu achei ela fácil pois ela é construída da mesma forma que um piano, e apesar de que não toco músicas muito complexas ainda, eu posso me acompanhar com bastante facilidade. Eu devo ter um tocador de harpa no fundo do meu coração que quer acordar!”

Claramente! Enquanto íamos para a checagem de som, Aurora admite que não pode acreditar que está onde está, considerando que a vida musical era tão diferente a apenas 12 meses atrás. Ela me conta que tem que assistir [o filme] O Fantástico Sr. Raposo antes do show – aparentemente um favorito – e nós nos despedimos por agora.

Gerente de turnê da Aurora desde Abril, Tomin Tollefson, no qual eu vejo colocando microfones ao redor de um set de bateria meio que parece ser Ringo: snare, pequeno tom, grande tom, par de pratos. Ele disse a mim que devido ao ambiente da Aurora, sons eletrônicos, e seu tempo (termo musical) baixo, ele tenta fazer as partes mais leves soarem muito boas.

“Essa noite, Aurora tocou 2 músicas totalmente acústicas, com um tempo muito baixo, e o resto da banda deixa o palco; eu posso falar a você agora que a audiência estará em um silêncio mortal para isso,” ele sorri. “Depois ela vai trocar para uma ou duas faixas de tempo alto, onde o baterista e o tocador de violão irão fazer sua parte.”

O baterista, Magnus, é muito minimalista, Tollefson diz – e isso é uma coisa boa:

“Ele está até trabalhando em se livrar de seu pad eletrônico; e ele não quer um tom de segundo andar, ou nada parecido com isso; ele não bate na bateria, ele toca a bateria, e ele é um tocador por causa disso.”

Confortante de se ouvir, com certeza – como são os vocais angelicais da Aurora, especialmente quando cantados através de ser confiável DPA d:facto. Como ela me disse mais cedo, todos seus cantores estão no d:factos, e Tollefson concorda que isso mudou o jogo, por assim dizendo.

“Os microfones fizeram uma diferença importante, e queremos ir sem cabos [com d:facto] em breve, como a Aurora gosta de agitar o palco realmente. Acredite ou não, nós fizemos 40 festivais esse verão, estão tem sido um grande passo para ela, e ela está tomada por isso muito bem,” ele diz, incluindo que ela emprega 8 pessoas por agora, então ‘teve que crescer rápido na indústria’. Crédito a ela por isso.

“Eu sou agora gerente de turnê, engenheiro de monitor e backline; e eu dirijo se eu precisar! [risos] No Glastonbury, nós chegamos no palco apenas 40 minutos antes da hora do palco, então todo mundo reforçou e colocou suas próprias coisas juntas, e nós estávamos no tempo, o que fui muito legal.”

Então a vibe da equipe é tão relaxante quanto a música?

“[sorriso] É, [engenheiro FOH] Paul [Vikingstad] está com os microfones e cabos, eu estou com a backline (base), e conseguimos aprontar tudo em menos de uma hora,” ele diz, com um sorriso.

No palco, é tudo sobre a vibe, atualmente, como a Aurora expressa as letras tão bem com apenas o microfone em mãos, Vikingstad me diz. Ele vem mixando para Aurora por 2 anos e meio, em quais ele vem passando por ‘muitos contínuos avanços.’

“Desde o início, Aurora tem sido muito aberta, e ela ouve. Ela também está acostumada a trabalhar no estúdio com diversos microfones, mas eu lembro quando eu apresentei a ela o DPA d:facto, teve um olhar muito surpreso em seu rosto… A primeira vez que ela tentou, ela estava como, ‘Como isso é possível?’; e agora temos DPAs em toda parte; é um grande passo [no áudio] sem ter que fazer nada realmente, o que é ótimo.”

Nós observamos o kit de bateria juntos, e eu nunca vi um overhead (microfone na bateria) igual aquele – tem ‘underheads’, no entanto:

“É, eu gosto de chamar elas de underheads, como ela faz o kit de bateria se destacar mais; eu tenho um DPA 2011C apoiado abaixo da batida aqui, uma para a direita da condução, também pegando a outra batida; e depois um outro no hi-hats, com mais dois na snare – topo e fundo. Nós também temos uma no pedal; eu estava surpreso de quão bom ele funciona, mas é muito musical; não tem nenhum daqueles pré-marcado EQ que você tem nos microfones do pedal. Depois nós temos um [DPA]4099 no grande tom porque é muito direto, e não tem feedback; também, eu uso tons de final baixo e baixo retorno em meus verbos, ainda isso nunca sai de controle.”

Nessa noite, o set da Aurora foi de tirar o fôlego, tanto vocalmente quanto sonoramente, e a plateia estava aqui não apenas para ouvir, mas para sentir; e eu não posso evitar de pensar que é exatamente isso o que essa talentosa cantora queria ter tido.⁠⁠⁠⁠

Palavras: Paul Watson / Fotos: Natasja de Vries


Você pode ver a edição online aqui.

Tradução: Brenda Dassa – Equipe PABR

Revisão: Marina Vinhas – Equipe PABR

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