Sua fonte OFICIAL sobre a cantora AURORA no Brasil.
PABR Shop lança linha de camisetas desenhadas pela própria AURORA! Postado por: Juliano Martins às 23:06

Pela primeira vez na histórias de fã clubes da AURORA, nós do Portal AURORA Brasil estamos o tendo o privilégio de lançar duas novas estampas de camisetas desenhadas a mão pela própria AURORA! É isso mesmo! A norueguesa desenhou especialmente a estampa das peças “CHANGE YOUR POINT OF VIEW” e “WARRIOR + WEIRDO”.
     Ambas possuem um conceito criativo único pensado pela cantora!

Nenhum texto alternativo automático disponível.

As peças, predominantemente pretas com as frases e a arte em branco trazem detalhes inspirados nos pensamentos únicos e nórdicos da norueguesa, ressaltando a atitude de sua imaginação.  O lançamento das novas camisetas ocorreu nessa semana pelo Facebook, e conta com vendas limitadas (uma vez que o número em estoque é circunscrito).

Um ensaio fotográfico no estado do Rio de Janeiro feito pela PABR Shop promoveu as camisetas com a participação de fãs da norueguesa. As fotografias foram feitas por Alexandre Neves, e a maquiagem por Luíza Vidal. Confira:
Camiseta “Warrior + Weirdo”



Camiseta “Change Your Point Of View”

Ainda não foram vistas outras camisetas à venda em qualquer parte do mundo desenhadas pelas mãos de AURORA! Essa é a sua chance de vestir peças desenhadas por ela! Não vai querer perder, né?

As camisetas são encontradas nos tamanhos P, M, G, e GG, em tecido 100% algodão e com costuras reforçadas. A estampa é impressa em Silk.

Assista a entrevista da AURORA para NME:

-Ok, mas os tamanhos das camisas podem variar! Como faço pra saber se irá servir no meu corpo?
Calma! Para facilitar mais ainda nós temos abaixo as medidas das camisetas pra você! 🙂

P | Largura: 49cm / Altura: 64cm;
M | Largura: 52cm / Altura: 68cm;
G | Largura: 55cm / Altura: 70cm;
GG | Largura: 58cm / Altura: 74cm;

É importante salientar que nosso produto está na PRÉ VENDA! Eles serão enviados a partir do dia 05 de novembro de 2018. Os preços e as políticas de troca podem ser encontrados no shop.portalaurorabr.com.

E aí, já escolhei seu modelo favorito? Deixa aqui pra gente nos comentários: qual é a sua estampa favorita? Qual você gostaria de ver no nosso catálogo para os próximos meses?

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“Infections Of A Different Kind”: AURORA lança seu segundo álbum! Ouça agora! Postado por: Juliano Martins às 17:32

Vida! É essa a palavra que podemos escrever ao escutar as novas músicas de AURORA. Com a alma transpirando arte e pulsando por música, ela nos mostra o potencial que uma menina nascida em uma pequena cidade da Noruega tem a oferecer para o cenário musical mundial. É importante ressaltar que esse texto deve ser lido ouvindo essa música.

“Infections Of a Different Kind” é o nome que batiza o segundo disco da cantora, que contém oito canções, e que nomeia também uma das mais importantes faixas do disco: a número 8.

“Eu também gosto muito do 8, porque se você olhar ele no espelho também é o mesmo, não importa de que jeito. É tão satisfatório. É também por isso que a música especial é a faixa 8.” disse AURORA em entrevista ao blog musical Live in Limbo Toronto.

Esse álbum nos soa como um estudo sobre o que significa ser humano, explorando todas as maiores e mais cruéis implicações que isso possa causar. Em suas próprias palavras, o álbum é uma meditação sobre a maneira como ferimos e amamos e a maneira como somos tão bonitos, mas também tão terríveis.

Sem data estipulada, o disco foi lançado nas redes sociais ontem (28) por meio das plataformas digitais. O primeiro continente que teve o prazer de ouvir o novo trabalho da cantora foi a Oceania, mais precisamente Nova Zelândia (devido ao fuso-horário). As músicas foram lançadas no Youtube hoje após às 05h00 da manhã do horário de Brasília, e você pode escutá-las no canal oficial de AURORA.

Nesse novo trabalho, AURORA apresentam uma variedade de variações harmônicas que são infinitamente deliciosas de ouvir e instantaneamente essenciais. Isso se deve em grande parte à decisão da norueguesa de desempenhar um papel importante na produção do álbum. As habilidades dela como produtora são muito evidentes, seja a sua emoção expansiva e expulsiva que nos faz sentir conectados ao mundo, ou a complexidade que ela impõe e transforma a sua própria voz. Isso é música! Arrepia! AURORA parece não deixar passar despercebido qualquer instrumento ou parte da sua voz, tendo como resultado uma observação clara de sua personalidade através da música. Dedique esse álbum a quem você ama! Ele é ser humano.

E ao ser perguntada sobre o que a capa representava, ela respondeu:
“A capa? É sobre carregar seu coração e veias do lado de fora da sua pele. Mostrar ao mundo o que você é e o que sente. Permita-se estar infectado.”

“All Is Soft Inside” é a faixa de número 4.

Para cantar junto a faixa número 8:

Infections of a differen kind

it’s a feeling growing old with time
like a restless in a leaves coming down
the world is a hole and we all seem to fall down

and the universe is growing tall
and we all caving into dreams of this base
unfolding her arms cannot do any harm
violent contractions

and if there is a God, would we even know his name?
and if there is a God, I think he would shake his head
and turn away

so belong to a soul
be God in a shape of a girl
walks this world

and I beg, I beg to be drained
from the pain I’ve soaked myself in
so I can stay
okay, and more than okay for a while, for a while, for a while
infections of Different Kind
the world is being attacked by our pain
if I’m the world then why would I hurt all that is living?

and if there is a God, would he then believe in us?
and if there is a God, I think he can’t hear all of us

belong to a soul
be God in a shape of a girl
walks this world

and I beg, I beg to be drained
from the pain I’ve soaked myself in
so I can stay
okay, and more than okay for a while, for a while, for a while

this is the breath, this is the breath.


Abaixo, você pode conferir o tracklist completo do Steap I:

01. Queendom
02. Forgotten Love
03. Gentle Earthquakes
04. All Is Soft Inside
05. It Happened Quiet
06. Churchyard
07. Soft Universe
08. Infections Of A Different Kind

O álbum completo pode ser apreciado no Spotify Brasil. Clique AQUI!

É importante ressaltar que nas últimas semanas AURORA soltou pistas de que o novo disco estava se aproximando, com publicações no Twitter e Instagram:

Nesse segundo álbum, AURORA cria uma resposta extremamente positiva e realista para tempos difíceis que vivemos. O álbum é um toque de clareza para jogar fora os turbilhões negativos do mundo moderno e abraçar a beleza de um reino que ela tão artisticamente apresenta.

Hoje um pequeno teaser de um possível documentário também foi lançado no Youtube! Assista abaixo:

Nos próximos dias iremos publicar uma matéria com todas as traduções!
Qual é a sua faixa favorita do disco até agora? Conta pra gente aqui embaixo!
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“Quero que as pessoas façam uma escolha e se sintam vivas” – AURORA para a L’Officiel Postado por: Milena Carvalho às 20:21

A estrela pop norueguesa Aurora canta em seu próprio idioma

A jovem de 21 anos concebeu uma nova linguagem “emocional” que ela introduz em suas canções. Com fãs como Katy Perry e Troye Sivan, a cantora/compositora norueguesa AURORA acumulou centenas de milhares de seguidores e milhões de streamings nos últimos anos. Você pode estar familiarizado com o cover de “Half The World Away”, do Oasis, ou “Life on Mars”, de David Bowie, que foi gravado para a trilha sonora de Girls, mas é seu próprio pop nativo que mantém você ouvindo.

Em 2016, ela lançou seu LP de estréia, All My Demons Greeting Me As A Friend, e no final deste ano vai lançar seu segundo álbum ainda sem título. “Espero que seja lançado nos próximos três meses”, diz a jovem de 21 anos, mas, na verdade, “tenho que ver como me sinto”.  Embora o novo álbum tenha sido concluído em janeiro, são sentimentos imprevisíveis que tendem a dar a Aurora a direção tanto para sua vida quanto para sua música: inspirada em emoções, ela muitas vezes transmite mensagens abstratas e literais.

Em “Queendom”, por exemplo, lançado no início deste ano e sua primeira música desde 2016, ela proclama “Os excluídos são meus leões / Os silenciosos são meu coral / As mulheres serão meus soldados”, enquanto no segundo refrão de “Forgotten Love ”, sua mais nova música, ela canta em uma língua que não é nem norueguês nem inglês, mas uma linguagem de pura emoção que ela mesma concebeu. Ela é capaz de criar essa linguagem passando o tempo todo dia olhando para dentro, examinando seu próprio estado de espírito. Esse processo é até refletido pela progressão de seus álbuns: em All My Demons, ela encoraja os ouvintes a olharem para dentro e se cuidarem, mas ela diz que seu próximo álbum é sobre o mundo exterior e como nós, como humanos, podemos ajudar outros seres vivos em nosso mundo.


“Há uma nova energia dentro do meu corpo, que eu posso confundir com raiva”, ela admite essa mudança de direção. “É diferente da raiva, mas tem a mesma faísca – é algo que me mantém acordada, me mantém alerta”.

No dia seguinte em que ela tocou com o que ela chama de “banda viking da Noruega”, falamos com AURORA sobre essa faísca, o que a ajudou a acalmá-la e por que ela decidiu criar um novo idioma.

Ontem à noite você se apresentou com uma banda norueguesa muito tradicional e eu li que você é inspirada pela música folclórica norueguesa e até pela poesia e canto nativo-americano. Quando você começou a ouvir esse tipo de música?

“É o primeiro tipo de música que eu sempre gostei quando criança, especialmente os monges e os cantos que eles fazem. Eu gostava muito de música nativa americana e também tinha muitos livros sobre os nativos americanos e como eles vivem suas vidas, como eles respeitam a natureza. Quando eu costumava voltar da escola, em vez de estar com outras pessoas, gostava de ficar sozinha na floresta, e ainda faço isso. Eu sempre me sinto muito em paz. É um playground eterno onde você pode se divertir e conhecer criaturas menores e maiores do que você – você pode se sentir intimidado por um enorme penhasco ou alce, mas se sentir grande e forte em comparação com pequenos insetos. Você pode subir em árvores e ter uma visão geral do seu mundo. Eu gosto da maneira como isso esclarece a mente. Então eu sempre admirei os nativos americanos, e até tive essa pequena foto de uma garota nativa americana que parece entre feliz e triste, como Mona Lisa, ao lado da minha cama desde que eu tinha cinco anos. Meu avô sempre me falou sobre como culturas mais antigas foram desrespeitadas por pessoas que vieram e tomaram seus lugares. Eu sinto que isso ainda é muito relevante hoje – reivindicar coisas e aceitá-las como se fosse nosso, sem respeitar as origens, não importa se é música, comida, idéias ou culturas.”

Quando você está em turnê, indo de cidade em cidade, como você lida com não ter o tipo de espaço que você sente em uma floresta?

“Foi muito difícil no começo – era difícil adormecer com algo diferente do silêncio, difícil de sentir-se relaxado e calmo. Mas eu aprendi que não vou ter natureza o tempo todo ao redor, então tenho que experimentar diferentes tipos de selvas, como a selva de concreto. Muito sobre cidades me anima, como ter comida em todo o lugar! Se você está com fome, pode encontrar algo em um minuto. Isso foi muito estranho para mim, porque ao crescer eu tinha que pedalar 40 minutos para comprar chocolate ou uma maçã. Risos. Agora a coisa mais calma é ir em festas raves. Eu posso dançar por muitas e muitas horas, especialmente se estiver sóbria. Eu posso sentir o quão cansado meu corpo está e estar conectada. Eu gosto de conhecer pessoas sem palavras porque muitas vezes as palavras das pessoas são tão chatas. As pessoas geralmente são muito mais emocionantes quando calam a boca e dançam. Também é legal ver tantas pessoas dançando e libertando ao mesmo tempo. Eu gosto quando é sobre a dança e não as drogas.”

Você falou muito sobre fazer as coisas sozinha. Você se considera uma introvertida?

“Oh sim, absolutamente. Eu sempre me senti mais confortável em casa, na floresta ou com as poucas pessoas que conheço. Eu me sinto confortável no palco porque isso não tem nada a ver comigo; Eu sou apenas uma recipiente para a música fluir. Eu fico muito cansada de falar com as pessoas. Eu odeio conversa fiada. As pessoas às vezes pensam que sou rude, mas eu não quero preencher minha vida com palavras vazias.”

Falando sobre palavras – nas mídias sociais você usa Norueguês e Inglês, mas suas músicas são todas em Inglês. Como você se relaciona com cada idioma?

“É muito mais fácil escrever em norueguês, porque conheço os atalhos e becos secretos. Escrevi muitos poemas em norueguês, mas quando tinha nove anos decidi que escreveria em inglês porque não queria manter minhas palavras apenas para a população que entende norueguês. Um dia eu adoraria lançar algumas músicas norueguesas, mas primeiro eu lançaria músicas na língua que fiz. Minha própria linguagem é uma linguagem emocional e significa o que você precisa significar no agora. É muito libertador cantar as palavras, porque eu posso mudar a energia nelas. Minha música mais recente, “Forgotten Love“, tem minha própria linguagem no segundo refrão, e você pode sentir a melodia e os instrumentos sem ter nenhuma opinião sobre o que estou dizendo.”

Quando você começou a criar esta linguagem?

‘Foi uma evolução que aconteceu depois do meu primeiro álbum, e no meu próximo álbum eu tenho muitas músicas com esse idioma. Eu queria que o novo álbum recuasse para o ser humano nativo, do qual esse tipo de canto me lembra – não significa nada e tudo. Significa emoção.”

Eu li que este álbum tem um alcance mais amplo do que o primeiro. O que levou à mudança de uma perspectiva de dentro para fora?

“Com o meu primeiro álbum, eu queria que as pessoas olhassem para si mesmas, para saber que mereciam dedicar um tempo a si mesmas, para perguntar por que elas estão se sentindo tristes e aceitar que elas não podem afastar essas emoções. Então eu queria que meu primeiro álbum fosse sobre ser seu próprio guerreiro. Quando você conserta seus demônios, todas as coisas que fazem você chorar ou se sentir inferior, então você tem uma capacidade maior – você pode se tornar um guerreiro para os outros. Então, o próximo álbum afasta a sensação de que você não tem a capacidade de se importar com as coisas, porque você tem. Quando você faz algo que importa – seja comprar uma escova de dentes de madeira em vez de uma de plástico ou dar dinheiro para uma instituição de caridade – é bom se sentir conectado com o mundo ao seu redor. Depois de Trump, por exemplo, as pessoas se envolveram mais na política. Depois de ver o plástico no oceano, nos tornamos mais conscientes e as pessoas estão limpando voluntariamente as praias. Nós temos que fazer as coisas sozinhos, e não podemos fazer nada sozinhos, mas juntos podemos fazer muito bem para o mundo. É sobre isso o meu próximo álbum: depois de ter lutado por si mesmo, torne-se um guerreiro para aqueles que ainda não se tornaram seus próprios guerreiros.


Você pode me contar sobre um desafio que você enfrentou enquanto criava o novo álbum?

“Foi difícil emocionalmente, e quando cheguei em casa depois de fazer em janeiro, não consegui comer carne. Mas fora isso foi fácil. Eu escrevi todas as letras em turnê e em casa durante os últimos dois anos. No dia seguinte ao lançamento do meu último álbum, eu já iniciei a música que será a número cinco. Eu continuei escrevendo, escrevendo e escrevendo – sou uma máquina de escrever – e então eu tinha 40 músicas e escolhi as melhores. Fui ao sul da França para gravar por um mês e depois terminei. A casa parecia a de Nárnia, onde encontraram o guarda-roupa. Eu tinha um armário assim no meu quarto e tentei ficar nele por um minuto. Eu tinha que ver se havia uma Nárnia lá, mas não havia.”

Estou curioso para saber por que fazer o álbum foi tão difícil emocionalmente.

“Eu sempre tenho uma história realmente horrível e triste em meus álbuns. “Murder Song” do meu primeiro, “Little Boy in the Grass” do meu EP… Isso me intriga que podemos ser da mesma espécie, mas alguns de nós podem matar e outros não. Parece horrível, mas é emocionante para mim pensar sobre o que nos leva a fazer essas coisas. Algumas músicas do meu álbum confirmam que ações como essa estão acontecendo entre humanos ao redor do mundo. Algumas outras músicas dizem respeito a você ter uma escolha na vida: você não precisa aceitar as coisas porque “é assim que elas são”. Quero que as pessoas façam uma escolha e se sintam vivas. Queendom” também estará no álbum e é sobre as diferenças em nós – como elas são lindas e com que frequência as palavras mais bonitas que são ditas não são ouvidas porque são ditas por introvertidos. A sociedade não é construída em torno de introvertidos, o que me irrita; Acho que teríamos um mundo maravilhoso se os introvertidos e as pessoas que não têm o desejo de ser líderes se tornassem líderes. Então o álbum tem vários temas diferentes – alguns universais, alguns individuais – mas a faixa oito resume tudo. Você pode procurar a faixa oito quando eu lançar meu álbum. É a essência da coisa toda.”

Tradução por: Flávia Giuliana

Essa entrevista foi concedida para a L’Officiel. Quer conferir a entrevista na língua original? Clica aqui. Siga o Portal AURORA Brasil para não perder nenhuma novidade! Facebook | Twitter Instagram

“Minha geração é responsável por lidar com as desigualdades” – AURORA para a Harper’s Bazaar Postado por: Milena Carvalho às 19:10

Em entrevista para a revista Harper’s Baazar, AURORA fala novamente sobre cuidados com a natureza, como queria só ser uma cantora, do privilégio de conseguir ser ativista e o que mais ama e odeia nos humanos. Confira a tradução a seguir:

Aurora: guerreira norueguesa

Para Aurora, música é mais do que apenas hits. É por causa disso que suas canções são igualmente interessantes, assim como o que ela tem a dizer.

Você vive no nível mais alto. Dois anos atrás você tocou em mais de duzentos shows, no último, um pouco menos. Isso é provavelmente trabalho compulsivo?

“Realmente, o ano de 2016 foi tão intenso que eu não pude parar nesse momento. No entanto, com a minha atitude, o trabalho compulsivo é bastante improvável.”

Onde você consegue sua confidência?

“Eu quero que todas as pessoas que investem em um ingresso consigam o melhor desempenho de qualidade. Mesmo que minha música não alcance o registro emocional deles, pelo menos eles não ficarão desapontados com a qualidade da performance. Isso é importante porque eu recebo muito da minha interação com o público.”

O que essas interações te dão?

“Eu sou uma pessoa muito emocional. Quando eu vejo as pessoas dançando com minha música, acontece de eu chorar no palco. Eu também vejo lagrimas nos seus rostos quando eles cantam comigo. Existe uma honestidade incrível nisso – nós estamos em uma sala fechada e compartilhamos experiências uns com os outros. Experiência do limite do misticismo.”

Você consegue dormir depois de um show desses?

“Eu aprendi depois de muito tempo. Depois do show, sentei no bar do hotel e pedi uma cerveja gelada, que literalmente refrescou o corpo quente. Com o tempo, eu descobri que sou muito feliz. Eu sei que tenho que ter certeza de que as emoções não são apenas trabalhadas pelo público, mas também por mim. É por isso que estou ficando cada vez mais sozinha no estúdio, onde me sinto livre, consigo encontrar um equilíbrio entre o palco e a vida pessoal. Particularmente, eu me estabeleço metas pequenas.”

Quais metas?

“Por exemplo, não fique com fome. Eu estou procurando sair do estúdio cedo o suficiente para cozinhar o jantar. E não apenas qualquer comida, exatamente o que eu quero.”

Espera um minuto, você é uma estrela internacional e você que cozinha sua comida?

“Claro, eu não pretendo subordinar minha vida à fama e carreira. Eu nunca sonhei com isso, eu só queria ser uma cantora. Eu tenho muito mais e sofri um choque. Eu tive que me conhecer nesta nova situação, o que foi difícil porque, como eu digo, eu sou uma perfeccionista. Eu acredito que o artista é responsável pela qualidade de sua arte.”

Esta abordagem se deve ao fato de você ter nascido na Noruega? Aparentemente, as pessoas não são sedentas pelo sucesso lá?

“Isso é verdade. Embora exista muita pressão na escola norueguesa para aprender e definir metas ambiciosas, desde muito cedo, aprendemos que você não pode se sentir melhor do que os outros. Na Noruega, as pessoas não se desesperam porque alguém é melhor, eles não se exaltam. Eu gosto disso na nossa nação.”

No entanto, você mesma mencionou que objetivos pequenos são importantes para você. Talvez você tenha falta de ambição?

“Eu tenho grandes ambições – quero que as pessoas se sintam mais bonitas, ver quão complicada é a realidade que os cerca, quão bonita e suja é. Eu não posso imaginar que o que estou fazendo é apenas para entretenimento, embora eu nunca tenha escapado disso. O artista deve tocar e se mover e mudar o mundo, porque a arte tem esse poder de influenciar.”

Você já aprendeu sobre isso?

“No primeiro álbum, trabalhei em minhas próprias experiências, demônios domados. Eu cantei sobre eles, eu estava enfrentando eles. Descobri que isso também é próximo de outras pessoas. Eu tirei conclusões disso e no próximo álbum, eles não são apenas minhas histórias.”

Você foi inspirada pelas notícias do mundo?

“É difícil explicar como o mundo é complicado com a música, mas quero que as pessoas conheçam meu ponto de vista. Eu gostaria que o álbum que eu estou trabalhando mobilizasse eles para agir. Eu compartilho pensamentos com meus ouvintes, por exemplo, porque eu odeio as pessoas e o que eu amo nelas?”

Vamos começar com ódio.

“Eu fico mortificada que nós não nos importamos, apenas sobre nós mesmos, machucamos animais, jogamos lixo no oceano. Quando eu falo sobre isso e o ouvinte me interrompe, eu posso ficar muito puta. É fácil me chatear com ignorância. Estas são questões que devem nos interessar! Estamos inseparavelmente unidos com a natureza. A dor das árvores é minha dor, o sofrimento dos animais com o meu sofrimento, por que dou testemunho nas músicas. Claro, percebo que eu, uma jovem privilegiada da Noruega, posso facilmente ser ativista. Quando você precisa de ajuda e é difícil sobreviver, pensar no planeta vai para o segundo plano. É por isso que devemos cuidar dos outros. Eu tenho um problema com os ambientalistas que perdem a visão humana em sua luta pelo bem da Terra.”

E o que você ama nas pessoas?

“Pelo fato de que, apesar do risco de dor e sofrimento, nós nos apaixonamos, beijamos, choramos e rimos. A mãe natureza demonstrou ser um gênio, nos fazendo tão complicados e ao mesmo tempo tão simples. Quando eu leio uma resenha, em que o autor escreve que ele encontrou uma conexão com o meu álbum, sinto uma grande satisfação. Mas fico mais animada com as emoções causadas nos outros – Eu nem sei o quanto pessoas estranhas ao redor do mundo estão assistindo em estados de euforia ou emoção quando eu canto.”

O público reage da mesma forma em todos os lugares?

“Emoções são semelhantes, mas a forma de exibi-las é diferente. Se você me perguntar sobre um show que me abalou, eu falaria minha primeira visita à Polônia três anos atrás na Cracóvia. Com peças, as pessoas balançavam, acendendo seu isqueiro. Eu experimentei um choque. Eu senti como se o Cosmos tivesse se aberto para mim. Eu não consegui me recuperar depois dessa apresentação, fiquei estupefata. Antes, eu estava acostumada a tocar na frente dos noruegueses, que precisam de mais tempo para se abrir, só que no meio do show eles começam a tomar parte ativa nisso. Eu não sabia que era diferente com os poloneses. Adoro me apresentar em lugares onde ainda não estive.”

Onde você nunca se apresentaria?

“Por que eu deveria negar a alguém acesso à minha música?”

Por exemplo, para saber como as mulheres são tratadas em um determinado país?

“Eu não sou uma artista que pretende tocar apenas nos EUA e Grã-Bretanha, para gritar lá do palco, como é apoiada por mulheres em países onde ela não pôs os pés. Só porque uma mulher está sendo maltratada em um lugar, eu deveria ir lá e encorajá-la com minha música. Eu não julgo os habitantes de um determinado estado por quais direitos eles têm e quem os governa. Eu raramente vejo uma situação em que alguém realmente queira tratar mulheres pior que homens ou ganhar menos que elas.”

Você está levantando esses tópicos em shows?

“Muitas vezes. Eu acredito que minha geração é responsável por finalmente lidar com as desigualdades. Metade da população da Terra são mulheres. E elas realmente têm outros direitos e privilégios? Eu co-dirijo meus videoclipes e em cada um deles aparece a história de outra mulher. Nem é uma princesa, mas cada uma é um ser independente e não substanciada. Esta sou eu, esta é cada uma das mulheres que conheço e que encontro.”

 

 

Tradução por: Flávia Giuliana

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“Eu sou feminista porque sou mulher” diz AURORA em entrevista ao Independent Postado por: Milena Carvalho às 02:31

“Nenhuma das minhas músicas é sobre mim.”

Em entrevista para o site inglês Independent, AURORA falou sobre influências do novo álbum, Trump, inspirações musicais, relacionamentos e como Queendom” teve inspiração do BrasilAURORA está prestes a lançar seu segundo álbum e sair em turnê mundial a partir de outubro desse ano ainda. Ela já lançou os singles “Queendom”, “Queendom – Versão de Harpa” e “Forgotten Love”, que você pode ouvir em todas plataformas de streaming.

 

Artista norueguesa fala sobre viver nos bosques de Bergen e como temas de sexualidade influenciaram seu novo álbum. Em 2016, AURORA lançou seu álbum de estreia All My Demons Greeting Me As A Friend. Desde então, seus vocais glamourosos, lirismo sombrio e personalidade ensolarada conquistaram uma legião de fãs ao redor do mundo.

Foto por: Rune Vandvik

Após a turnê mundial do álbum ela compartilhou seu documentário, Nothing Is Eternal, que ofereceu insights sobre os arredores da floresta em sua cidade natal, Bergen. AURORA está se preparando para lançar seu segundo álbum. Dois singles, “Queendom” e “Forgotten Love“, abriram o caminho para sua nova era. Aqui ela nos conta como esse álbum ainda sem título será uma história das experiências do mundo – e não dela.

Oi Aurora, conte-nos o que mudou desde o lançamento do seu álbum de estréia.

“Bem, minha vida mudou muito nos últimos dois anos. O mundo que explorei mudou muito. Eu vi muitas paisagens diferentes durante as turnês, e é realmente inspirador ver o quão grande é o mundo. Eu quero explorar e experimentar diferentes partes da natureza, mas eu não gosto do deserto, sinto muito pelas plantas! Ou talvez eu goste disso… te deixa com sede de olhar para ele…”

Mas você ainda está morando em casa na floresta de Bergen. Você acha que algum dia vai se mudar para algum lugar como Los Angeles?

“Não! Eu amo a minha casa, é tão quieta. Você pode andar nu em seu jardim. Ninguém se importa quem você é, porque todo mundo conhece todo mundo. Eu me sinto parte disso, apenas outro galho.”

Agora você é uma artista reconhecida fora de sua cidade natal, seus vizinhos olham para você de maneira diferente?

“Eles olham para mim do mesmo jeito, mas com um certo tipo de orgulho, tipo “você conseguiu, bom trabalho!”. É como se eu fosse a filha de todos. É muito solidário de uma forma centrada. É estranho porque agora, depois de “Queendom“, é a primeira vez que sou reconhecida nas ruas da América. Isso é muito estranho. Eu não sei se gosto disso. Eu gosto das pessoas, mas não do conceito de ser conhecida.”

O que mais influenciou o novo álbum – você estava ouvindo algum outro artista?

“Bem, eu não tenho rádio, não tenho iTunes, não tenho Spotify. Eu só tenho alguns LPs em casa e alguns CDs. Eu não gosto de ouvir música quando estou fazendo coisas diferentes, viram só barulho. Eu gosto ouvir no trem no aeroporto, porque o outro barulho é pior. Mas eu realmente gosto da Enya, e eu realmente gosto do Underworld. 1992-2012 é o único álbum que eu conheço deles, mas eu gosto, é tipo techno – você pode ir a uma festa rave. Depois eu amo Leonard Cohen. Esses são os três artistas que eu escuto. E eu só tenho as mesmas músicas.”

E as influências políticas? “Queendom” foi o primeiro single do novo álbum – o que o inspirou? Parece que pode ser um hino feminista? Ou talvez um hino gay?

“”Queendom” é para todos que não foram respeitados. Eu sou feminista porque sou mulher, é tão fácil quanto isso. Mas a homossexualidade foi uma inspiração ainda maior para a música do que o feminismo. Foi depois que visitei o Brasil e alguns lugares onde percebi que o status político em torno do amor entre pessoas do mesmo sexo era muito ruim. Eu pensei: “Ok, o mundo é péssimo, então vou escrever essa música e criar um novo mundo para nós”.
Eu sou realmente apaixonada por isso. Agora eu tenho um namorado que é muito “viril” e tem mais barba do que qualquer pessoa que eu já vi. Mas eu tinha uma namorada antes disso, com quem eu estava por um ano. Eu só gosto de aproveitar o que está lá e gosto de explorar. Apenas ame tudo ao seu redor e você está amando a si mesmo.”

Você quer que esse álbum seja “político”? Muitos de seus fãs parecem ver você como um modelo.

“Sim, mas não de um jeito preto ou branco. “Isso ou aquilo, escolha um lado.” Minha única opinião política é que tudo deve ter respeito e ser aceito pelo que é. Eu acho que as pessoas gostam de ser passivas de vez em quando, é realmente cansativo ser humano. Mas é por isso que quero envolvê-lo na minha música. Muitas vezes eu acho que é feito de maneira errada, censurando as pessoas. É como se estivéssemos sendo lembrados de todas as coisas que não fizemos. Eu quero envolver as pessoas de uma maneira agradável, de uma maneira que apele primeiro ao coração e ao corpo.”

Então, aquela influência masculina obscura que vemos em novas músicas como “Churchyard” – você não está falando sobre Trump lá?

“Não exatamente. Mas ele é um valentão. Seu negócio é ser ultrajante. Você acha que ele sabe o que está fazendo? É assustador ver uma pessoa líder como ele, como seu discurso é o oposto de tudo pelo que todos lutaram antes dele. Isso prova a rapidez com que um grande grupo de humanos pode simplesmente mudar se alguém alimenta sua raiva e medo. É muito assustador.”

Você acha que os jovens podem lutar contra pessoas como ele? Como você diz em “Queendom” – “somos todos guerreiros”, não somos?

“Sim! Nenhuma das minhas músicas é sobre mim (apenas “Lucky” e “Runaway” do primeiro álbum) ou minhas próprias experiências, mas tudo são experiências do mundo. “Churchyard” é como o conceito de alguém maior usando seu poder de maneira errada, isso acontece o tempo todo na política, com crianças, mulheres. Eu queria que as músicas parecessem poderosas – como no final de “Churchyard”, ela volta para assombrá-lo.”

Então você está certo de que sua geração ainda tem muita esperança?

“Eu acho que eles vão fazer muito. Estamos cada vez mais unidos e tudo funciona melhor quando estamos unidos. É bom ver as pessoas começarem a questionar cada vez mais as coisas, porque é tão fácil acompanhar o que já está acontecendo. Eu acho que também é perigoso porque nos comparamos muito com tudo que vemos. É importante entender o equilíbrio. Via mídia social, estamos aprendendo sobre o mundo, mas também nos mantendo longe do mundo.”

Tradução: Flávia Giuliana

Não dá orgulho em ser fã dessa mulher? Caso queira conferir a entrevista em inglês clica aqui e não deixe de seguir o Portal AURORA Brasil nas redes sociais! Saiba tudo o que AURORA anda falando e as novidades sobre o segundo álbum: Facebook | Twitter Instagram

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