Sua fonte OFICIAL sobre a cantora AURORA no Brasil.
“É político, é emocional, é sobre mudança e preservação.” AURORA sobre o novo álbum Postado por: Milena Carvalho às 02:48

Recentemente a nossa cantora preferida deu uma entrevista para a Interview Magazine. Durante a conversa com a Sarah Osei, AURORA fala um pouco sobre o álbum novo “A Different Kind of Human” que sai dia 07 de junho.

A música da AURORA é talvez melhor descrita como uma carta de amor para a Terra. Desarmadamente honesta, é imaginado um futuro onde todos nós estamos conectados.


Empática e sensível, mas poderosa, AURORA é uma espécie diferente de humano, e definitivamente uma espécie diferente de musicista. Com seus vocais assombrosos e verdadeiros, em camadas sobre os instrumentos espectrais, seu catálogo de músicas confiantemente fez hits de músicas que não são convencionalmente comerciais. Do seu EP de estréia ‘Running With The Wolves’, para os álbuns ‘ All My Demons Greeting Me As A Friend’ e ‘Infections Of A Different Kind (Step 1)’, AURORA se estabeleceu como talentosa e sábia além dos seus anos. Agora ela está se preparando para lançar seu quarto álbum, ‘A Different Kind of Human (Step 2)’, e plantar uma semente de esperança.

Quando você começou a fazer música?

Eu comecei a fazer música quando tinha 6 anos de idade, e começou a se transformar em músicas reais quando eu tinha 9 anos. Foi uma coisa natural para mim. Eu me divertia muito quando escrevia música.

Como você passou de morar em Os, uma pequena cidade na Noruega, para ser uma das maiores exportações musicais da Noruega?

Eu não faço ideia. Nunca foi um sonho de infância, então eu realmente não me lembro tão bem como tudo veio a acontecer! Eu sinto que acabou de acontecer, e eu acabei de aceitar. Agora eu gosto disso, porque minhas palavras têm poder e eu gosto disso.

Existe um cheiro particular que te faz lembrar de casa?

Eu amo o cheiro de asfalto molhado e grama molhada. Canela e lavanda também me lembram muito da minha mãe e das minhas irmãs.

Você se mudou recentemente de sua cidade natal para a cidade, é mais difícil ser criativo na cidade?

Eu acho fácil ser criativo em qualquer lugar! Não está realmente ligado a lugares comigo, está mais ligado a um lugar que está dentro de mim onde quer que eu esteja.

Sua música sempre carrega uma mensagem social incrivelmente poderosa. Por que é importante para você criar músicas que sirvam a um propósito maior?

Eu sinto que esta vida é uma coisa tão estranha, todas as coisas são apenas temporárias. E no longo tempo em que nós existimos, parece bom que durante o segundo que eu estive na Terra eu fiz algo que significou algo. Isso faz com que eu me sinta segura, quase como se nunca pudesse morrer de verdade, porque a música com propósito grava em nós de uma maneira diferente da maioria das músicas. Isso fica.

Você pensa no ouvinte quando faz música?

Eu penso nas pessoas às vezes quando faço música. Como ‘O que o mundo precisa na música?’, ‘Que tristeza eu poderia consolar?’ Mas agora eu estou em um estado de ser, onde eu escrevo muito sobre o que me irrita, e o que me agrada, o que ninguém responde, e quais problemas estão na frente de nossos narizes, mas a maioria de nós realmente não vê. Então é uma maneira emocional muito boa de falar com o mundo, então todos nós podemos unir forças e arrebentar.

O que você pode nos dizer sobre o seu álbum A Different Kind of Human?

É muito grande, em significado e em sua missão. Eu tenho grandes esperanças para o que ele poderia fazer para pelo menos um ouvinte neste planeta. Eu quero inspirar e intrigar. Há muita coisa escondida nele, e estou animada para as pessoas mergulharem nele e absorverem tudo.

Portanto, este álbum é uma continuação do ‘Infections of a Different Kind’ do ano passado. Você pode nos contar sobre a progressão daquele álbum para este?

Tanto o Step I como o Step II fazem parte de um longo processo, são duas partes diferentes de um processo pelo qual quero que as pessoas passem enquanto o ouvem. Nenhum deles é o começo ou o fim, apenas dois passos muito importantes de todo o processo. Tudo fica um pouco maior, ao invés de você e eu, somos todos nós. É político, é emocional, é sobre mudança e preservação. É sobre tudo, e também nada. É difícil explicar assim, com escrita preta em papel branco, mas todos vocês encontrarão o seu próprio significado nele, e de modo algum o seu significado poderá estar errado.

Existe uma faixa no álbum que seja particularmente próxima de você?

A faixa 8 ao longo da minha carreira é sempre a faixa mais importante.

Sua música “The Seed” é dedicada ao nosso planeta e fala sobre a mudança climática. Muitos de nós realmente querem que as coisas mudem, ao mesmo tempo em que continuamos poluindo a Terra que amamos. Como devemos abordar essa hipocrisia?

Acho que é hora de deixar esses pequenos luxos de lado, e encontrar alguns aspectos interessantes da vida que realmente fazem alguma coisa para ajudar. Há tanta coisa que você poderia fazer para ajudar, porque dentro de todos nós há muito poder. Eu recomendaria que todos assistissem “Nosso Planeta” (no Netflix), é uma maneira muito gentil de mostrar a beleza que este mundo nos oferece, e nos diz para fazer o que é certo, não de forma negativa ou acusadora. E essa é a maneira de inspirar as pessoas, eu acho.

É importante ter esperança o tempo todo?

Eu acho que é. A esperança é como uma chama, que mesmo quando não está lá, sempre há uma maneira de fazê-la aparecer novamente. É selvagem e incontrolável, e pode se mover pelo mundo inteiro com a velocidade da luz, se tivermos a fonte certa de inspiração. A esperança é contagiosa, e acho que é hora de nos deixarmos infectar.

 

A entrevista original e não traduzida pode ser conferida aqui

Vale lembrar que AURORA tem shows marcados no Brasil para MAIO, ou seja, no próximo mês! E claro, você não vai ficar de fora, né? A cantora passará por Belo Horizonte (16), Rio de Janeiro (17), São Paulo (18), Curitiba (22), e Porto Alegre (23).  Saiba mais clicando AQUI. Mal podemos esperar para cantar com toda a alma do mundo junto com a AURORA em terras brasileiras!

Não deixe de seguir o Portal AURORA Brasil nas redes sociais: Twitter, Instagram e Facebook!

“A música pode salvar o mundo”, diz AURORA à Parvati Magazine Postado por: Juliano Martins às 15:14

Em recente entrevista publicada na Parvati Magazine, revista que apresenta novos líderes globais em artes, bem-estar, negócios e ecologia, AURORA falou sobre suas inspirações musicais, a produção do novo disco, e a importância da Noruega para sua música. Confira:

“AURORA Aksnes diz que a música pode salvar o mundo

Imagem relacionada

Foto: Zimbio. AURORA no palco durante o Coachella Music And Arts Festival no Empire Polo Field em 22 de abril de 2018 em Indio, Califórnia.

AURORA, nascida Aurora Aksnes, é uma personagem tão etéreo com um olhar eterno, que você poderia acreditar que ela emergiu em nosso mundo a partir de um conto de fadas, não da cidade costeira norueguesa de Bergen. Apaixonada, gentil, segura de si e com uma voz ritmicamente sonhadora e ressonantemente poderosa, ela defende o amor e a interconexão com seu novo álbum, “Infections of A Different Kind – Step I”. No diálogo especial deste mês, AURORA compartilha suas inspirações.

Parvati Magazine: Seu amor pela natureza é lindamente inserido no som e nas letras de seu novo álbum. Crescendo na Noruega, você sempre manteve essa consciência e apreço por seu entorno? Como as suas viagens e a turnê por tantas paisagens influenciaram sua visão de mundo e sua música?

AURORA: Eu amo o espaço e o silêncio que a Noruega me oferece. Eu não poderia viver sem isso. Quando criança, esse era o meu lugar mais solene. E ainda é. Minha música é uma maneira de eu traduzir toda a magia, as viagens emocionais e a auto-reflexão que alguém pode obter enquanto está na natureza em algo que você pode levar consigo para o mundo agitado.

Parvati: “Infections of A Different Kind – Step I” é escrito, executado e amplamente produzido por ninguém menos que você! Você assumiu esse esforço para manter seu som único intacto e permitir que sua personalidade plena brilhasse?

AURORA: Sim, absolutamente. Eu tive mais tempo agora para me descobrir mais como uma produtora. E tem sido uma viagem tão maravilhosa. Eu tive muitas pessoas boas que conheci no meu caminho. Algumas delas apenas coisas boas e algumas delas através de argumentos. Às vezes é mais fácil fazer as coisas sozinho. Felizmente, ao longo da minha jornada, encontrei boas pessoas para trabalhar. E estou muito feliz por isso.

Parvati:Queendom” é um hino poderoso que parece falar de desigualdade, seja de gênero ou orientação sexual. Essa música foi inspirada em lutas pessoais ou experiências passadas?

AURORA: Foi inspirada pelos meus fãs. Suas histórias e lutas. Movimentos políticos. Coisas acontecendo no Brasil, EUA, França… Eu só queria criar um lar para todos nós. Onde nós ignoramos todo mundo tentando matar o que é tão bonito e bom. Mas foca nas poucas pessoas que estão lutando pelo que acreditam.

Parvati: O coral extraordinário, instrumental e lirismo deste álbum é melodicamente etéreo, mas uma resposta feroz aos tempos difíceis. Por que essa música empoderadora é essencial hoje em dia?

AURORA: Eu realmente acho que a música pode salvar o mundo. É algo que todos podemos entender. Algo que todos nós sentimos. É como um instinto. A música fala com todos nós e é importante que as palavras digam algo. Porque estou convencida de que, em essência, a música é realmente uma ferramenta para ajudar. E eu realmente quero fazer parte disso.

Parvati: Quanto desse álbum foi impulsionado por conflitos políticos recentes? Estou pensando em músicas como “Churchyard” e “It Happened Quiet“. Era sua esperança ter esse álbum como uma voz para os outros?

AURORA: Estou realmente gostando do conceito de ser uma “voz para os sem voz” porque isso é uma coisa tão importante a fazer. E também espero enviar ideias para pessoas que possam se encontrar em relacionamentos abusivos sem nem mesmo saber. Muitas pessoas lá fora optam por não deixar as situações em que são maltratadas. Acontece em casa, no trabalho, na escola na política e na indústria da música.

Parvati: Seu ethos* compassivo irradia através de suas letras – expressando pensamentos sobre o amor próprio e a importância de as pessoas se ajudarem mutuamente. Seja no conforto de suas próprias casas ou na pista de dança com o remix vibrante de “Forgotten Love” de Claptone – para quem você espera dar força e encorajamento a este álbum?

AURORA: Para todos, claro. Todo mundo que precisa disso. Quem quer que você seja. Apenas como um lembrete de que você não está sozinho. Que você pode mudar o que não gosta e aceitar o que não pode mudar.

A vida é uma coisa estranha.”

*conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento (instituições, afazeres etc.) e da cultura (valores, ideias ou crenças), característicos de uma determinada coletividade, época ou região.

A matéria original pode ser lida clicando AQUI.

Não deixe de seguir o Portal AURORA Brasil nas redes sociais! Fique sabendo sobre as novidades da vinda da AURORA ao Brasil e 2019 em primeira mão: Twitter, Instagram e Facebook!

“Minha geração é responsável por lidar com as desigualdades” – AURORA para a Harper’s Bazaar Postado por: Milena Carvalho às 19:10

Em entrevista para a revista Harper’s Baazar, AURORA fala novamente sobre cuidados com a natureza, como queria só ser uma cantora, do privilégio de conseguir ser ativista e o que mais ama e odeia nos humanos. Confira a tradução a seguir:

Aurora: guerreira norueguesa

Para Aurora, música é mais do que apenas hits. É por causa disso que suas canções são igualmente interessantes, assim como o que ela tem a dizer.

Você vive no nível mais alto. Dois anos atrás você tocou em mais de duzentos shows, no último, um pouco menos. Isso é provavelmente trabalho compulsivo?

“Realmente, o ano de 2016 foi tão intenso que eu não pude parar nesse momento. No entanto, com a minha atitude, o trabalho compulsivo é bastante improvável.”

Onde você consegue sua confidência?

“Eu quero que todas as pessoas que investem em um ingresso consigam o melhor desempenho de qualidade. Mesmo que minha música não alcance o registro emocional deles, pelo menos eles não ficarão desapontados com a qualidade da performance. Isso é importante porque eu recebo muito da minha interação com o público.”

O que essas interações te dão?

“Eu sou uma pessoa muito emocional. Quando eu vejo as pessoas dançando com minha música, acontece de eu chorar no palco. Eu também vejo lagrimas nos seus rostos quando eles cantam comigo. Existe uma honestidade incrível nisso – nós estamos em uma sala fechada e compartilhamos experiências uns com os outros. Experiência do limite do misticismo.”

Você consegue dormir depois de um show desses?

“Eu aprendi depois de muito tempo. Depois do show, sentei no bar do hotel e pedi uma cerveja gelada, que literalmente refrescou o corpo quente. Com o tempo, eu descobri que sou muito feliz. Eu sei que tenho que ter certeza de que as emoções não são apenas trabalhadas pelo público, mas também por mim. É por isso que estou ficando cada vez mais sozinha no estúdio, onde me sinto livre, consigo encontrar um equilíbrio entre o palco e a vida pessoal. Particularmente, eu me estabeleço metas pequenas.”

Quais metas?

“Por exemplo, não fique com fome. Eu estou procurando sair do estúdio cedo o suficiente para cozinhar o jantar. E não apenas qualquer comida, exatamente o que eu quero.”

Espera um minuto, você é uma estrela internacional e você que cozinha sua comida?

“Claro, eu não pretendo subordinar minha vida à fama e carreira. Eu nunca sonhei com isso, eu só queria ser uma cantora. Eu tenho muito mais e sofri um choque. Eu tive que me conhecer nesta nova situação, o que foi difícil porque, como eu digo, eu sou uma perfeccionista. Eu acredito que o artista é responsável pela qualidade de sua arte.”

Esta abordagem se deve ao fato de você ter nascido na Noruega? Aparentemente, as pessoas não são sedentas pelo sucesso lá?

“Isso é verdade. Embora exista muita pressão na escola norueguesa para aprender e definir metas ambiciosas, desde muito cedo, aprendemos que você não pode se sentir melhor do que os outros. Na Noruega, as pessoas não se desesperam porque alguém é melhor, eles não se exaltam. Eu gosto disso na nossa nação.”

No entanto, você mesma mencionou que objetivos pequenos são importantes para você. Talvez você tenha falta de ambição?

“Eu tenho grandes ambições – quero que as pessoas se sintam mais bonitas, ver quão complicada é a realidade que os cerca, quão bonita e suja é. Eu não posso imaginar que o que estou fazendo é apenas para entretenimento, embora eu nunca tenha escapado disso. O artista deve tocar e se mover e mudar o mundo, porque a arte tem esse poder de influenciar.”

Você já aprendeu sobre isso?

“No primeiro álbum, trabalhei em minhas próprias experiências, demônios domados. Eu cantei sobre eles, eu estava enfrentando eles. Descobri que isso também é próximo de outras pessoas. Eu tirei conclusões disso e no próximo álbum, eles não são apenas minhas histórias.”

Você foi inspirada pelas notícias do mundo?

“É difícil explicar como o mundo é complicado com a música, mas quero que as pessoas conheçam meu ponto de vista. Eu gostaria que o álbum que eu estou trabalhando mobilizasse eles para agir. Eu compartilho pensamentos com meus ouvintes, por exemplo, porque eu odeio as pessoas e o que eu amo nelas?”

Vamos começar com ódio.

“Eu fico mortificada que nós não nos importamos, apenas sobre nós mesmos, machucamos animais, jogamos lixo no oceano. Quando eu falo sobre isso e o ouvinte me interrompe, eu posso ficar muito puta. É fácil me chatear com ignorância. Estas são questões que devem nos interessar! Estamos inseparavelmente unidos com a natureza. A dor das árvores é minha dor, o sofrimento dos animais com o meu sofrimento, por que dou testemunho nas músicas. Claro, percebo que eu, uma jovem privilegiada da Noruega, posso facilmente ser ativista. Quando você precisa de ajuda e é difícil sobreviver, pensar no planeta vai para o segundo plano. É por isso que devemos cuidar dos outros. Eu tenho um problema com os ambientalistas que perdem a visão humana em sua luta pelo bem da Terra.”

E o que você ama nas pessoas?

“Pelo fato de que, apesar do risco de dor e sofrimento, nós nos apaixonamos, beijamos, choramos e rimos. A mãe natureza demonstrou ser um gênio, nos fazendo tão complicados e ao mesmo tempo tão simples. Quando eu leio uma resenha, em que o autor escreve que ele encontrou uma conexão com o meu álbum, sinto uma grande satisfação. Mas fico mais animada com as emoções causadas nos outros – Eu nem sei o quanto pessoas estranhas ao redor do mundo estão assistindo em estados de euforia ou emoção quando eu canto.”

O público reage da mesma forma em todos os lugares?

“Emoções são semelhantes, mas a forma de exibi-las é diferente. Se você me perguntar sobre um show que me abalou, eu falaria minha primeira visita à Polônia três anos atrás na Cracóvia. Com peças, as pessoas balançavam, acendendo seu isqueiro. Eu experimentei um choque. Eu senti como se o Cosmos tivesse se aberto para mim. Eu não consegui me recuperar depois dessa apresentação, fiquei estupefata. Antes, eu estava acostumada a tocar na frente dos noruegueses, que precisam de mais tempo para se abrir, só que no meio do show eles começam a tomar parte ativa nisso. Eu não sabia que era diferente com os poloneses. Adoro me apresentar em lugares onde ainda não estive.”

Onde você nunca se apresentaria?

“Por que eu deveria negar a alguém acesso à minha música?”

Por exemplo, para saber como as mulheres são tratadas em um determinado país?

“Eu não sou uma artista que pretende tocar apenas nos EUA e Grã-Bretanha, para gritar lá do palco, como é apoiada por mulheres em países onde ela não pôs os pés. Só porque uma mulher está sendo maltratada em um lugar, eu deveria ir lá e encorajá-la com minha música. Eu não julgo os habitantes de um determinado estado por quais direitos eles têm e quem os governa. Eu raramente vejo uma situação em que alguém realmente queira tratar mulheres pior que homens ou ganhar menos que elas.”

Você está levantando esses tópicos em shows?

“Muitas vezes. Eu acredito que minha geração é responsável por finalmente lidar com as desigualdades. Metade da população da Terra são mulheres. E elas realmente têm outros direitos e privilégios? Eu co-dirijo meus videoclipes e em cada um deles aparece a história de outra mulher. Nem é uma princesa, mas cada uma é um ser independente e não substanciada. Esta sou eu, esta é cada uma das mulheres que conheço e que encontro.”

 

 

Tradução por: Flávia Giuliana

Quer conferir a entrevista na língua original? Clica aqui  Curtiu a entrevista? Siga o Portal AURORA Brasil para saber o que AURORA anda fazendo, afinal tem álbum novo chegando. Não fique de fora! Facebook | Twitter Instagram

AURORA está redefinindo o que significa ser forte, segundo A.Side. Postado por: Milena Carvalho às 04:31

Com sua primeira visita para a cidade de Toronto e o lançamento de novo álbum esse ano ainda, AURORA tem concedido bastante entrevistas. Recentemente a A.Side. compartilhou uma entrevista bem descontraída sobre AURORA e sua personalidade. A tradução você pode conferir agora aqui no Portal AURORA Brasil:

A cantora e compositora norueguesa de 22 anos acha que defender os outros é uma responsabilidade coletiva.

AURORA acredita que ela está conectada a tudo. É evidente em seus movimentos, que são muito calculados e ainda assim, muito livres. Durante nossa conversa em um beco coberto de graffiti atrás do Velvet Underground em Toronto, ela não pode deixar de parar no meio da frase quando uma mosca pousa em seu braço, aproveitando o tempo para absorver a sua presença:

“Eu sinto que sou parte de um grande organismo”, ela reflete.

A cantora, compositora e produtora norueguesa monônima de 22 anos começou a escrever música aos 6 anos e lançou seu primeiro álbum de estúdio, All My Demons Greeting Me As A Friend, com grande aclamação e um crescente público internacional em 2016. Desde então, a mistura de batidas rítmicas e vocais assombrosos de AURORA, trouxe sua música para estrelar programas de TV como Teen Wolf e Wentworth e a levou a se apresentar no concerto do Nobel da Paz. Seu recém-lançado single “Queendom”, faixa do seu segundo álbum que sairá este outono, já acumulou mais de 3 milhões de transmissões no Spotify.

Quando pedi a AURORA que se apresentasse, a primeira coisa que ela mencionou foi que ela vem de um fiorde, o espaço estreito entre dois penhascos, chamado de “O Fiorde da Luz”. Também é uma descrição adequada da própria artista: uma luz em uma paisagem de escuridão política e social.

 

Eu realmente amei o seu álbum de estreia All My Demons Greeting Me As A Friend. Ouvimos o novo single, “Queendom”, e estou imaginando o que podemos esperar do novo álbum e como ele mudou ao longo do tempo.

“Bem, isso mudou muito de algumas maneiras, de maneiras que talvez só eu entenda; mas de certa forma não mudou nada. O single “Queendom” é bem diferente do álbum, mas é um ótimo teste. É bom ver como as pessoas reagem a diferentes tipos de música. Tem sido um experimento. Foi um grande desafio também porque estou sendo bastante abrupta e essa música é bastante política. Mas o álbum é apenas mais Aurora. Eu produzi realmente “eu” desta vez porque eu me entendo ainda mais. É muito emocional. Pode ser um pouco mais leve que o primeiro… depende da música – ela ri.  Acho que o clima geral é que eu quero que as pessoas se sintam preparadas para seus obstáculos diários. Eu quero que esse álbum seja um álbum que faz você se sentir forte. Eu quero que as pessoas se sintam grandes e eu quero que seja um álbum que elas possam ouvir e apenas dançar e andar com passos firmes no chão. É muito empoderador.”

Eu ouvi você falar sobre como você quer defender as pessoas, especialmente as pessoas que não conseguem se defender e fiquei me perguntando de onde vem essa inspiração.

“Veio de viajar pelo mundo e realmente ver que somos iguais, estamos tão conectados, e as pessoas no Brasil têm os mesmos problemas que as pessoas na Noruega, sabe? Tem sido muito interessante ver mais e mais como somos um organismo, ou apenas uma coisa viva. Tudo o que está vivo é apenas parte de uma coisa. Eles têm diferentes sonhos, propósitos e mentes, mas eu vejo a humanidade de maneira diferente do que via antes. Eu sinto que sou parte de um grande organismo. Eu só achei que não faz sentido não lutar por todo o resto quando você faz parte de todo o resto. É como se eu estiver sendo gentil com o mundo, então estou sendo gentil comigo mesmo. Devemos tomar todas as batalhas pessoalmente, tanto quanto pudermos. Comece com suas próprias batalhas e lutas na vida, mas se tivermos espaço para o mundo, para mais do que o nosso, então pode ser uma coisa muito mágica defender as mulheres e os homens e os animais e o planeta.”

Eu acho realmente interessante como você está falando sobre todos nós sermos um organismo porque isso parece tão óbvio, mas poucas pessoas percebem isso e se reconhecem nas pessoas ao seu redor. Você acha que isso é importante hoje especialmente porque o cenário político é tão assustador?

 “É. É muito assustador e eu posso ver o mundo reagindo de uma maneira boa também, porque nos provoca. Nos faz ser mais cuidadosos do que pensávamos, mas também faz com que toda a situação pareça ainda mais impossível. Isso nos faz sentir como se deveríamos apenas deixar de lado e não se importar, porque nós apenas queremos viver nossas vidas, sabe? O que também é muito importante, mas acho que [defender o que acreditamos] pode ser feito de maneira menos instrutiva e mais humana. Eu vou integrar isso ainda mais em minhas músicas. Quero trabalhar com organizações em que acredito e doar algumas das minhas vendas de ingressos e vendas de álbuns. Eu quero apenas incluir…” – Aurora se distrai com um pedaço de poeira flutuando no ar e a agarra. “Desculpa. Eu quero incluir as pessoas de uma forma muito natural que simplesmente acontece. Tipo: “Ah, sim, se eu comprar o álbum dela, então eu recebo esta pulseira, que é feita de” … bem, eu não posso te dizer isso ainda. Isso é realmente uma pista muito divertida.”

Eu acho que também porque você é de uma área muito bonita e florestal, você não se desconecta da maneira que às vezes fazemos na cidade.

“É verdade. Embora você se conecte a cheiros e comida e cultura aqui muito mais do que eu em casa, o que também é muito bonito. Eu sinto que a música pode fazer o mesmo também. É o mesmo tipo de coisa natural. Tem estado conosco mais tempo do que religião, música. É uma maneira de celebrarmos, expressar tristeza e felicidade, e por tanto tempo estamos dançando. Mesmo quando fomos para a batalha, tínhamos tambores e música.”

E é tão interessante como isso pode mudar como você está se sentindo. Você estava falando sobre isso no caminho, como você se recusa a ficar parado ou andar em qualquer lugar, porque dançar faz você se sentir feliz.

Pode definitivamente fazer você se sentir feliz, e isso pode fazer você se importar. Isso pode animar você, e espero dar às pessoas algum tipo de faísca neste próximo álbum para nos fazer – eu não sei. Eu não sei a palavra. Não é com raiva … é determinado. Eu acho que talvez você saiba quando ouvir o álbum. Talvez você pense: “Ah, essa é a essência disso.”

Música e qualquer forma de arte estão sempre evoluindo e mudando. Você sabe agora onde sua música está indo no futuro?

“Eu sei agora onde meu próximo passo está indo. Eu tinha terminado este álbum há muito tempo, mas decidi que queria fazer algo diferente desta vez, então eu tive que fazer algo que leva muito mais tempo para terminar se isso faz sentido. Eu vou trabalhar com isso de novo um pouco mais até que esteja pronto, mas eu já sei qual é o meu terceiro passo. O primeiro álbum foi sobre pessoas olhando internamente e lidando com suas próprias merdas. Este álbum está se erguendo disso e determinação e sendo capaz de lutar por tudo. É uma perspectiva mais ampla do que interna, é externa. O próximo passo, eu já sei qual deveria ser a essência. Eu já conheço o passo, mas não sei como é o som. Eu sempre sei de tudo, é muito… estranho”

Tradução por Flávia Giuliana

Para ler a matéria no idioma original, só clicar aqui!

Palpites de quantas músicas teremos? Não deixe de seguir o Portal AURORA Brasil nas redes sociais para saber tudo o que AURORA anda falando e as novidades sobre o segundo álbum! Facebook | Twitter Instagram

AURORA: “A música não vem de fora, ela vem de dentro de você” Postado por: Juliano Martins às 23:19

Em entrevista ao site Indie Hoy durante a passagem pela Argentina, AURORA falou sobre projetos futuros, músicas, livro, o amor pelos fãs sul-americanos, e o poder do silêncio. Confira a tradução do espanhol abaixo:

“A história já é conhecida: depois de uma tempestade severa sob as estruturas do Hipódromo de San Isidro, Lollapalooza Argentina teve de cancelar sua terceira edição (seria a primeira vez com três dias de evento), e os argentinos já estavam prontos para assistir ao Pearl Jam , Milky chance , Kygo, The National , LCD Soundsystem , David Byrne e Volbea.

Em adição, os planos para o último dia de festival foram modificados apenas uma semana antes, quando Tyler (The Creator) teve de cancelar a sua apresentação por “problemas pessoais”, e foi substituído pela cantora norueguesa AURORA.

A jovem de 21 anos visitou o país pela primeira vez para apresentar as músicas do seu álbum de estreia , lançado em 2016, mas infelizmente, o seu show não pode ocorrer. No entanto, a cantora passou muito tempo com os fãs de Buenos Aires que a esperavam do lado de fora do hotel, e até cantaram juntos.

Orgulho do anjo!AURORA cantando a canção 'Warrior” na frente do seu hotel na Argentina, onde aproveitou e fez um pequeno meet and greet com os fãs presentes devido ao cancelamento do show.💓🇦🇷🤧 Nós sentimos muito pelo ocorrido e mandamos amor aos fãs argentinos! Esperamos que ela volte logo para uma apresentação.Para saber mais sobre o cancelamento: https://goo.gl/fqRvr7

Posted by Portal AURORA Brasil on Sunday, 18 March 2018

O Indie Hoy falou com ela sobre a surpresa (do anúncio do show e com o pior final), o encontro com os fãs, suas novas músicas, e sua afinidade com o silêncio.

Indie Hoy: Eu vi nas redes sociais como você se reuniu fora do hotel com os fãs e até mesmo cantou uma música com eles. Como você viveu essa experiência?

AURORA: Eu senti muito pelos meus fãs quando descobri que o Lollapalooza tinha que ser cancelado. Tudo foi destruído, até mesmo os cenários… enfim. Eu queria fazer alguma coisa. Na verdade, eu estava dormindo no meu quarto quando os ouvi gritarem “Auroraaa!”, então corri para encontrar meus filhos e organizei um pequeno Meet & Greet para que todos pudessem ter uma foto e tudo mais.

Isso é lindo. Você esperava ter tantos fãs aqui na Argentina? 
Não, eu não fazia ideia! E eles são todos muito bons e especiais. Mas claro, agora que eu os vi, sei que tenho que voltar e ter meu próprio show aqui. Estou muito feliz por tê-los conhecido, por haver pessoas esperando por mim aqui fora. Eu não sabia, foi fantástico.

Você estava indo se apresentar no Lollapalooza em três países, substituindo Tyler, The Creator, que teve que cancelar. Como foi saber tão rápido que você teria que viajar para tocar nesses festivais? 
Foi muito estranho. Eu tinha dito à minha família e amigos que eu não tinha nada para fazer em todo o mês, que eu o tinha livre para passar férias na Noruega e fazer coisas juntos e assim por diante. De repente, meu gerente me liga e diz “em uma semana estamos indo para a América do Sul” e eu grito. Alguns membros da minha banda não puderam vir por causa do aviso repentino, então tivemos que encontrar novos percussionistas que aprendessem tudo em poucos dias. Mas tudo bem, nós fizemos, e agora estamos aqui.

Vou lhe contar uma frase e peço que me diga o que isso significa para você. “Be God in the shape of a girl” (Seja Deus na forma de uma garota)
Aww, essa é uma nova música!

Uma fã me pediu para perguntar porque você escreveu isso para ela em um pedaço de papel. De onde vem, o que significa para você? 
Eu não posso explicar isso. É uma música que significa muito para mim. Ela será a faixa número oito do meu próximo álbum. É uma frase de uma música.

Então, há novas músicas em breve? 
Bem, uma nova música sairá muito em breve. E então o álbum, espero, será lançado ainda este ano.

E como é essa nova música, o que é isso? 
Eu acho que para mim é sobre muitas coisas diferentes, coisas importantes. E acho que para as pessoas isso representará muitas coisas diferentes. Isso é o que eu quero, que as pessoas possam encontrar seu próprio significado das mesmas coisas. Eu sou muito inspirada pelo povo, o mundo e as pessoas nele, e como é difícil ser humano, tudo o que envolve o ser humano.

Sendo uma garota jovem no meio da indústria da música, você vê muita desigualdade de gênero? 
Sim, você vê isso o tempo todo. Mas estou super determinada a ter o meu próprio lugar e exigir respeito onde quer que eu vá. Tive muita sorte no caminho, mas já vi coisas, por exemplo, numa festa em que fui levada para Los Angeles, onde os homens que serviram a refeição tinham um traje formal e as meninas um maiô. Eu disse as pessoas que me senti realmente ofendida, foi estranho ter sido convidada para uma festa onde eu era quase a única mulher e todas as outras mulheres estavam vestidas de forma tão diferente. Eu vejo coisas assim o tempo todo. Mas, desde que você tenha em mente exigir respeito, acredite em si mesmo e diga as coisas em voz alta, o caminho é muito mais simples.

Voltando ao Lollapalooza, que artistas da formação argentina você gosta? 
Eu não acompanho muitos dos artistas do Lollapalooza. Mas eu acho que… Lana del Rey, talvez? Eu gosto dela. Ela é muito doce e sua música é muito doce. Eu respeito muito isso.

E que música você está ouvindo ultimamente? Algo novo que você descobriu? 
Bem, na verdade, eu… eu não tenho escutado muitas músicas ultimamente. Ou nunca… na minha vida. Gosto muito do silêncio. Eu prefiro. E eu acho que eu só… eu não sei… eu penso em música o tempo todo, eu faço música na minha cabeça o tempo todo, eu trabalho com música… então eu realmente não tenho que ouvir outra música.

Então você não precisa ouvir todos os tipos de música para criar música? 
Não. Ele vem de um lugar diferente. Não vem de fora, vem de dentro de você.

Você está acostumada a ficar em silencio? Você vem de um lugar silencioso? 
Sim, oh… [ suspira] . Essa é honestamente a melhor pergunta. Eu amo o silêncio e estou muito acostumada com isso. Se estou sozinha em casa, gosto de sentar no chão, quieta, por muitas horas, e acho… Eu amo o silêncio, é a coisa mais inspiradora. E lá escrevo também quando tudo está em silêncio. Eu acho que é realmente mágico.

Apreciar o silêncio é um ótimo conselho, eu nunca teria esperado ouvir música…
[ risos ] Sim, eu ouço.

Finalmente, o que você vê no futuro? Você já me contou sobre o single e o álbum, mas o que há além? 
Eu quero continuar fazendo discos, fazer músicas muito bonitas. Porque ainda estou procurando por elas. Estou caçando, procurando a música perfeita da AURORA. Essa é minha missão mais importante. Eu vou fazer tentar ser a melhor parte da música (indústria musical) eu puder fazer, ajudar as pessoas e tornar o mundo um pouco melhor. Esse é um grande objetivo. É o que tenho em mente para o que trabalho. Eu quero continuar fazendo álbuns, e depois de um tempo eu também quero escrever um livro. E eu quero fazer um musical. E eu quero fazer mil coisas. Fico feliz em ter tempo à frente para fazer todas essas coisas e muito mais.”

Tradução: Flávia Giuliana.

Uma fofa, né? AURORA nos inspira com sua arte, e mal podemos esperar para ver o que há de novo por vir!
Acompanhe o Portal AURORA Brasil nas redes sociais e fique por dentro das novidades da cantora!

Clique AQUI para conferir a matéria original.

AURORA confirma presença no evento AKKS Bergen Postado por: Manoela Félix às 00:13

     AURORA tem presença marcada no evento AKKS Bergen, no dia 7 de Março. O evento que acontecerá no Chagall (teatro de artes performáticas da cidade), tem agendada uma entrevista com a norueguesa. O diálogo será ministrado por Guri Solberg. Guri é uma apresentadora de TV local e jornalista que faz podcasts frequentes com mulheres. Os programas são chamados de “Bra Damer” (Boas Senhoras, em português).

     A AKKS Bergen se descreve como uma organização de música idealista cujo objetivo é trabalhar para recrutar, motivar e visualizar mais mulheres em todas as partes da indústria da música. Eles oferecem cursos de vocais, bateria, DJ, guitarra elétrica, violão e mais instrumentos, além também de cursos de formação de bandas, onde se aprende a tocar ao mesmo tempo que se tem interação com outras pessoas. A organização também faz aluguel de sala para treinamentos.
Todos os cursos tem um limite de idade inferior a 14 anos.

     Assista abaixo a faixa ‘Under Stars’, apresentada no especial de natal norueguês de 2017 na milenar Catedral Nidarosmen. 

Ainda não há previsão de uma possível apresentação da cantora no evento.
Clique AQUI para ver a fonte original da notícia.

1 2 3 4
Portal Aurora Brasil